<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661</id><updated>2011-04-22T04:44:19.919+01:00</updated><title type='text'>My Notepad</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>61</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-112066460411770508</id><published>2005-07-06T16:43:00.000+01:00</published><updated>2005-07-06T16:43:24.163+01:00</updated><title type='text'>Incêndios: Risco máximo de fogo em cinco distritos - Agência Prevenção Incêndios</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Incêndios: Risco máximo de fogo em cinco distritos - Agência Prevenção Incêndios&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cinco distritos de Portugal continental estão classificados com o risco "máximo" de incêndio, seis em grau "muito elevado" e cinco "elevado", segundo as previsões para quinta-feira divulgadas hoje pela Agência para a Prevenção de Incêndios Florestais (APIF).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os distritos de Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Viseu e Castelo Branco encontram-se sob risco "máximo", enquanto Braga, Porto, Aveiro, Guarda, Coimbra e Leiria estão com alerta "muito elevado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A APIF colocou em grau de alerta "elevado" para quinta-feira os distritos de Lisboa, Santarém, Beja, Évora e Faro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com as previsões deste organismo, somente os distritos de Setúbal e Portalegre têm um risco "moderado" de incêndio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escala de classificação usada pela APIF, um organismo do Ministério da Agricultura, vai de um até cinco, sendo o primeiro equivalente ao "reduzido" seguindo-se o "moderado", o "elevado", o "muito elevado" e o quinto corresponde ao "máximo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As previsões da APIF abrangem apenas os 18 distritos de Portugal Continental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-112066460411770508?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/112066460411770508/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=112066460411770508' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066460411770508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066460411770508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/07/incndios-risco-mximo-de-fogo-em-cinco.html' title='Incêndios: Risco máximo de fogo em cinco distritos - Agência Prevenção Incêndios'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-112066284568741296</id><published>2005-07-06T16:14:00.000+01:00</published><updated>2005-07-06T16:14:05.693+01:00</updated><title type='text'>Ambiente: Má qualidade do ar custa à UE 200 mil milhões por ano em saúde</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ambiente: Má qualidade do ar custa à UE 200 mil milhões por ano em saúde&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Bruxelas, 06 Jul (Lusa) - A Comissão Europeia revelou terça- feira que a má qualidade do ar custa 200 mil milhões de euros por ano aos serviços de saúde europeus, levando o Parlamento Europeu a aprovar uma resolução a favor das tecnologias ambientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Parlamento aprovou o "Plano de Acção a favor das tecnologias ambientais", proposto pela Comissão para "reduzir a pressão sobre os recursos naturais e melhorar a qualidade de vida dos europeus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, o comissário europeu para o Meio Ambiente, Stavros Dimas, apelou às instituições comunitárias para fazerem "algo mais" para evitar a contaminação do ar, que provoca 350 mil mortes prematuras e custa 200 mil milhões de euros aos serviços de saúde dos países comunitários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contaminação do ar causa "problemas respiratórios, bronquites e mortes prematuras", recordou Dimas, pedindo ao parlamento para apoiar a estratégia comunitária para esta área, incluída num pacote de sete medidas previstas para o ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo se as políticas actuais resultarem, se não for feito "algo mais", em 2020 as mortes prematuras anuais continuarão a ser cerca de 270 mil e haverá "graves riscos" para cerca de um milhão de quilómetros quadrados de ecossistemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos cidadãos europeus "vêem um claro valor acrescentado" numa acção comunitária em relação ao ambiente, argumentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dimas frisou que políticas ambientais correctas só favorecem a economia, ajudando à criação de empregos, e que a contaminação do ar e os problemas de saúde associados custam às empresas 150 milhões de dias de trabalho em cada ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resolução adoptada terça-feira pelo Parlamento Europeu visa também contribuir para a competitividade e o crescimento económico e garantir que a União Europeia tenha nos próximos anos "um papel de liderança no desenvolvimento e aplicação das tecnologias ambientais", um sector onde há "muitas oportunidades" para as empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-112066284568741296?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/112066284568741296/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=112066284568741296' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066284568741296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066284568741296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/07/ambiente-m-qualidade-do-ar-custa-ue.html' title='Ambiente: Má qualidade do ar custa à UE 200 mil milhões por ano em saúde'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-112066202978133636</id><published>2005-07-06T16:00:00.000+01:00</published><updated>2005-07-06T16:00:29.780+01:00</updated><title type='text'>PR/Paraguai: Jorge Sampaio inicia visita com política e economia na agenda </title><content type='html'>&lt;strong&gt;PR/Paraguai: Jorge Sampaio inicia visita com política e economia na agenda &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Assunção, 06 Jul (Lusa) - O Presidente da República inicia hoje uma visita oficial ao Paraguai, primeira etapa de uma deslocação que o levará ao Chile, para aprofundar as relações económicas e políticas e "dar mais visibilidade" a Portugal na América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Paraguai, primeira paragem do périplo que termina sábado no Chile, tem um interesse especial para Portugal por ser membro do Mercosul, organização a que pertence também o Brasil e que está a negociar com a União Europeia um acordo de cooperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na curta estadia em Assunção, onde chegou terça-feira à noite, Jorge Sampaio manterá hoje um encontro com o seu homólogo paraguaio, Nicanor Duarte Frutos, visitando em seguida o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal de Justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Presidente viaja com uma comitiva de 27 empresários, entre os quais o presidente do ICEP, João Marques da Cruz, representantes de bancos nacionais e de empresas de construção civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No plano económico, estará em destaque o investimento agro- pecuário do grupo Espírito Santo, presente neste país da América Latina há cerca de 30 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje à noite, a comitiva presidencial parte para Santiago, dando início na quinta-feira a uma visita de três dias ao Chile, em que as relações políticas e económicas bilaterais estarão em evidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Chile é uma das economias mais dinâmicas da região da região e o terceiro mais importante parceiro comercial de Portugal na América Latina, depois do Brasil e do México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na passagem por terras chilenas, onde estão presentes 25 empresas portuguesas, serão assinados acordos para evitar a dupla tributação, completando, assim, o quadro jurídico das relações económicas bilaterais, e um acordo para a protecção dos investimentos, estando ainda previstos contactos entre as indústrias de Defesa dos dois países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quinta-feira de manhã, Jorge Sampaio é recebido pelo seu presidente chileno, Ricardo Lagos, e inaugura um busto de Camões numa das principais avenidas da capital chilena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a viagem ao Chile e Paraguai, Jorge Sampaio completa um ciclo de deslocações à América Latina ao longo dos seus dois mandatos, que incluiu visitas oficiais ao Brasil, México, Venezuela e Uruguai, e participações em cimeiras ibero-americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-112066202978133636?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/112066202978133636/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=112066202978133636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066202978133636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066202978133636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/07/prparaguai-jorge-sampaio-inicia-visita.html' title='PR/Paraguai: Jorge Sampaio inicia visita com política e economia na agenda '/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-112066193638568825</id><published>2005-07-06T15:58:00.000+01:00</published><updated>2005-07-06T15:58:56.386+01:00</updated><title type='text'>Colecção de arte de Champalimaud começa hoje a ser leiloada em Londres </title><content type='html'>&lt;strong&gt;Colecção de arte de Champalimaud começa hoje a ser leiloada em Londres&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A colecção de arte do empresário português António Champalimaud, falecido no ano passado, começa hoje a ser leiloada em Londres pela prestigiada casa de leilões Christie's, podendo ser licitada por um total de 22 milhões de euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em leilão vão estar 30 quadros e mais de 170 objectos ou antiguidades, entre as quais algumas peças únicas de mobiliário francês (Luís XVI), porcelanas orientais, pratas e tapeçarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A colecção, considera no catálogo da Christie's como a "venda da época", poderá regressar a Portugal, na medida em que "há muitos portugueses interessados em comprar peças", que até já fizeram "ofertas muito competitivas", segundo o vice-presidente da leiloeira, o também português Pedro Girão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prestigiada casa britânica espera que o lote total possa ser vendido por mais de 22 milhões de euros, tendo em conta que se trata de "uma das melhores colecções privadas que passou pela Christie's desde sempre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal atracção do leilão, que se prolonga até quinta- feira em Londres, é uma obra não datada do pintor italiano António Canal, ou Canaletto (século XVIII), avaliada em oito milhões de euros (1,6 milhões de contos).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-112066193638568825?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/112066193638568825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=112066193638568825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066193638568825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066193638568825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/07/coleco-de-arte-de-champalimaud-comea.html' title='Colecção de arte de Champalimaud começa hoje a ser leiloada em Londres '/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-112066168356384541</id><published>2005-07-06T15:54:00.000+01:00</published><updated>2005-07-06T15:54:43.563+01:00</updated><title type='text'>Paleontologia: Descoberta primeira pegada de dinossáurio no Alasca</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Paleontologia: Descoberta primeira pegada de dinossáurio no Alasca&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Anchorage, Alasca, 06 Jul (Lusa) - Um estudante norte-americano descobriu uma pegada fossilizada de um dinossáurio num parque nacional no Alasca, numa indicação de que este tipo de animais povoou a região há 70 milhões de anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anthonyo Fiorillo, curador do Museu Nacional de História Natural de Dallas (Texas), disse que a pegada, encontrada a 27 de Junho, mede pouco mais de 20 centímetros de largura e parece corresponder à extremidade inferior de um terápode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Parece ser a pegada de uma pata de uma ave gigantesca, mas na realidade trata-se da pegada de um dinossáurio carnívoro", afirmou em conferência de imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescentou tratar-se da primeira pegada de um dinossáurio descoberta no interior do Alasca. Outros achados semelhantes ocorreram numa zona próxima do rio Colville, perto do Árctico, muito perto do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não é necessariamente a pegada que é importante para nós. É o lugar onde foi encontrada que nos entusiasma, pois confirma que o ecossistema era totalmente diferente", indicou Fiorilli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescentou que as temperaturas na gélida região próxima do Árctico eram muito mais quentes há 70 milhões de anos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-112066168356384541?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/112066168356384541/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=112066168356384541' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066168356384541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066168356384541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/07/paleontologia-descoberta-primeira.html' title='Paleontologia: Descoberta primeira pegada de dinossáurio no Alasca'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-112066160410857473</id><published>2005-07-06T15:53:00.000+01:00</published><updated>2005-07-06T15:53:24.106+01:00</updated><title type='text'>Bush fala sobre os Presos de Guantanamo </title><content type='html'>&lt;strong&gt;Bush garante que Presos de Guantanamo são "bem tratados" &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Copenhaga, 06 Jul (Lusa) - O Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou hoje que os presos de Guantanamo, em Cuba, são "bem tratados" e que a situação na base militar norte-americana é de "total transparência".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os detidos em Guantanamo terão um "julgamento justo" depois dos tribunais norte-americanos decidirem, caso a caso, se estes serão julgados pelos tribunais civis ou militares, prometeu Bush, durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, em Copenhaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de indicar que Fogh Rasmussen lhe tinha expressado a sua preocupação pela situação daqueles detidos, que começaram a ser transferidos para Guantanamo durante a guerra no Afeganistão há dois anos e meio, Bush afirmou que já foram "enviados muitos para casa" e recordou que a maioria desses prisioneiros foi capturada "no campo de batalha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cimeira do Grupo dos Oito (França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Canadá, Estados Unidos, Japão e Rússia), que hoje se inicia em Gleneagles na Escócia dominada pela ajuda a África e mudanças climáticas, também foi abordada na reunião com o primeiro-ministro dinamarquês, referiu o Presidente dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre às mudanças climáticas, o chefe de Estado norte-americano afirmou que queria deixar para trás a polémica sobre o Protocolo de Quioto, que obriga à redução das emissões de dióxido de carbono e que os EUA não subscreveram, o único país do G8 que não o fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário, Bush considera que "há uma melhor maneira de avançar" e defende uma maior investigação em novas tecnologias que permitam "controlar a emissão daqueles gases tanto quanto possível".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Presidente manifestou interesse em partilhar esses pontos de vista "não só com os países do G8 mas também com a China e a Índia, que fazem parte dos países convidados para a reunião".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como países convidados, pela presidência britânica do G8, assistirão à Cimeira de Gleneagles, a Índia, a China, o México, o Brasil e a África do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por seu lado, o primeiro-ministro dinamarquês instou o Presidente norte-americano e os países do G8 a conceder prioridade à ajuda a África e lançou um apelo para pôr fim aos subsídios agrícolas para facilitar um comércio justo com os países pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush - que hoje faz 59 anos, está na Dinamarca para agradecer àquele país a contribuição que deu à coligação internacional no Iraque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-112066160410857473?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/112066160410857473/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=112066160410857473' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066160410857473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066160410857473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/07/bush-fala-sobre-os-presos-de.html' title='Bush fala sobre os Presos de Guantanamo '/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-112066144432850219</id><published>2005-07-06T15:50:00.000+01:00</published><updated>2005-07-06T15:50:44.326+01:00</updated><title type='text'>Governo propõe Graciosa e Corvo para Reserva da Biosfera</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Açores: Governo propõe que Graciosa e Corvo sejam reserva da biosfera&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ponta Delgada, 06 Jul (Lusa) - O Governo açoriano vai propor a classificação das ilhas Corvo e Graciosa como Reservas da Biosfera da UNESCO, o que permitirá potenciar a visibilidade turística e interesse científico pelo arquipélago, anunciou o director regional do Ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Carqueijeiro adiantou à Agência Lusa que a classificação das duas ilhas açorianas, que será discutida hoje na reunião da Rede do Atlântico Este de Reservas da Biosfera (REDBIOS), constitui uma "mais valia", uma vez que possibilita intercâmbios científicos e a divulgação mundial do arquipélago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da responsabilidade da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), a rede mundial de Reservas da Biosfera inclui zonas classificadas em todos os continentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Paul do Boquilobo, situado junto ao rio Tejo, é a única área protegida portuguesa integrada nesta rede desde 1980, que inclui outras centenas de zonas no Mundo como o Pantanal e a Amazónia Central (Brasil), Yellowstone e Deserto Mojave (EUA), Monte Olympus (Grécia) e o delta do Rio Vermelho (Vietname).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Corvo, a ilha mais pequena do arquipélago açoriano, tem cerca de quatro centenas de habitantes, enquanto que a Graciosa, localizada no Grupo Central dos Açores, possui pouco mais de cinco mil pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Carqueijeiro adiantou que o processo, que deverá demorar cerca de dois anos até à decisão final, está ainda no início, embora os especialistas presentes na ilha de São Miguel para a reunião do REDBIOS já se tenham demonstrado favoráveis à classificação das duas ilhas açorianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Reserva da Biosfera tem como principal função a defesa e protecção da biodiversidade, o desenvolvimento sustentado e o conhecimento científico", explicou o director regional do Ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este instrumento de planeamento, que conta já com 482 classificações no Planeta, poderá ser ainda alargado a outras ilhas, pois, segundo Eduardo Carqueijeiro, "o processo não está fechado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa, que concilia interesses humanos e ambientais prevê, tal como a classificação de património mundial da UNESCO, verbas de apoio ao desenvolvimento de actividades sustentáveis, às quais os Açores poderão candidatar-se caso a classificação lhe seja conferida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente, 112 países já contam com espaços classificados com o título de reserva da biosfera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-112066144432850219?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/112066144432850219/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=112066144432850219' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066144432850219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066144432850219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/07/governo-prope-graciosa-e-corvo-para.html' title='Governo propõe Graciosa e Corvo para Reserva da Biosfera'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-112066136680038287</id><published>2005-07-06T15:49:00.000+01:00</published><updated>2005-07-06T15:56:40.953+01:00</updated><title type='text'>G8: Polícia anula manifestação prevista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;G8: Polícia anula manifestação prevista, organização diz que vai mantê-la &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gleneagles, Reino Unido, 06 Jul (Lusa) - A polícia britânica anunciou hoje que foi anulada, por razões de segurança, a manifestação de protesto prevista para a abertura da cimeira do G8 em Gleneagles (Escócia), mas a organização informou que tenciona mantê-la apesar da proibição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Houve muitos tumultos, muitos actos de delinquência. É muito perigoso avançar (com a manifestação prevista). Estamos a aconselhar as pessoas a não virem para cá", disse à imprensa um porta-voz da polícia britânica, referindo-se aos confrontos registados hoje de madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois, o porta-voz do "G8 Alternativo", Mark Brown, disse por seu turno à imprensa que a organização "mantém a manifestação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A polícia pode dizer o que quiser. Nós continuamos a negociar com eles", acrescentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ainda não sabemos a que horas vai começar", disse por seu lado Maureen Watson, membro da organização da manifestação, inicialmente prevista para as 12:00 (mesma hora em Lisboa) e para a qual esperam a participação de cerca de 5.000 pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhares de manifestantes estão hoje a convergir para Gleneagles, onde entre hoje e sexta-feira os líderes dos sete países mais ricos do mundo (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália Reino Unido e Japão) e da Rússia vão discutir nomeadamente a luta contra a pobreza extrema em África e as alterações climáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje de madrugada, dezenas de manifestantes envolveram-se em confrontos com a polícia quando as forças de segurança tentaram impedir-lhes o acesso ao centro de Gleneagles (70 quilómetros a norte de Edimburgo). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;G8: Confrontos entre manifestantes e polícia no primeiro dia da cimeira&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dezenas de manifestantes envolveram-se esta madrugada em confrontos com a polícia quando tentavam cortar uma das estradas de acesso a Gleneagles, na Escócia, onde hoje à tarde se inicia a cimeira do G8.&lt;br /&gt;Mais de uma centena de activistas vestidos de negro, muitos com as caras tapadas com lenços ou encapuzados, partiram vidros de carros estacionados e atiraram pedras à polícia perto de Gleneagles, em Stirling, onde cerca de 5.000 anarquistas e militantes anti- globalização estão acampados, segundo repórteres no local.&lt;br /&gt;Um porta-voz da Polícia Central da Escócia confirmou que alguns agentes foram atacados na madrugada de hoje em "incidentes isolados" e previu grandes congestionamentos de trânsito na região, em consequência do encerramento da auto-estrada M9, principal via entre Gleneagles a Edimburgo, a capital da Escócia.&lt;br /&gt;Na segunda-feira registaram-se também incidentes na capital escocesa entre manifestantes e polícias, que terminaram com a detenção de cerca de cem pessoas.&lt;br /&gt;A polícia reforçou a segurança em Edimburgo, onde se hoje se realiza uma manifestação organizada pelo músico e activista irlandês Bob Geldof, que pede aos líderes do G8 que atenuem a pobreza em África.&lt;br /&gt;Geldof espera que um milhão de pessoas participem nesta manifestação, enquanto que outra marcha tentará avançar até ao hotel de Gleneagles para protestar contra o G8.&lt;br /&gt;Os líderes dos países mais ricos do mundo e a Rússia iniciam esta tarde a sua reunião no luxuoso Hotel Gleneagles, em redor do qual foi montado um muro de aço de cinco quilómetros de perímetro.&lt;br /&gt;CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sequência desses confrontos, segundo a polícia, 16 pessoas foram detidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-112066136680038287?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/112066136680038287/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=112066136680038287' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066136680038287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066136680038287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/07/g8-polcia-anula-manifestao-prevista.html' title='G8: Polícia anula manifestação prevista'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-112066043957604052</id><published>2005-07-06T15:33:00.000+01:00</published><updated>2005-07-06T15:35:56.443+01:00</updated><title type='text'>My Notepad</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Matosinhos: "Portugal Eléctrico" regressa com Gabriel Pensador e "Babado Novo"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda brasileira "Babado Novo" e o rapper Gabriel Pensador são os cabeças-de-cartaz da 5ª edição do "Portugal Eléctrico", um festival de estilo carnavalesco que vai decorrer a 22 e 23 na marginal de Matosinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta será a primeira vez que a banda "Babado Novo", considerada como uma revelação do "axé music" (fusão de ritmos nordestinos, caribenhos e africanos), actuará em Portugal (dia 22), depois de cumprir uma tournée nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Gabriel Pensador (dia 23) dará a conhecer o seu lado musical mais electrónico, apresentando "um agitar mais forte que os anteriores".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-112066043957604052?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/112066043957604052/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=112066043957604052' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066043957604052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066043957604052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/07/my-notepad_06.html' title='My Notepad'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-112066022105223716</id><published>2005-07-06T15:30:00.000+01:00</published><updated>2005-07-06T15:30:21.076+01:00</updated><title type='text'>My Notepad</title><content type='html'>&lt;strong&gt;UE/Energia: Comissão insta Portugal a adoptar legislação sobre biocombustíveis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão Europeia instou hoje Portugal a transpor para a legislação nacional as normas comunitárias sobre biocombustíveis, no que constitui o segundo passo do processo de infracção e o último antes de Bruxelas levar o caso a tribunal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão observa que mesmo depois da notificação de Fevereiro passado, Portugal continua sem informar a Comissão sobre as medidas entretanto tomadas para transpor para a lei nacional a directiva comunitária (lei europeia) que visa promover o uso de biocombustíveis e outros combustíveis renováveis nos transportes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de Portugal, outros oito Estados-membros ainda não cumpriram as suas obrigações nesta matéria, e esta é a derradeira oportunidade de o fazerem antes de a Comissão avançar com a apresentação de queixas formais perante o Tribunal de Justiça Europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A directiva, de Maio de 2003, e que estabelece como objectivo que os biocombustíveis ocupem 2 por cento do mercado de energia no final de 2005 (e 5,75 em 2010), previa que os Estados-membros cumprissem três obrigações durante o ano de 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Estados-membros, recorda a Comissão, deveriam transpor a directiva para a legislação nacional, entregar à Comissão um relatório com a previsão de um objectivo indicativo sobre a parte de mercado gasolina e gasóleo que os biocombustíveis ocupariam até final de 2005, e fornecer explicações sobre eventuais fossos entre esse objectivo e o valor de referência de 2 por cento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários Estados-membros não informaram a Comissão sobre o processo de transposição das normas comunitárias para a legislação nacional e outros continuam sem indicar objectivos ou apontam objectivos aquém do desejado e argumentos considerados insuficientes pela Comissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meta indicativa de Portugal vai ao encontro do objectivo da directiva (2 por cento em 2005), foi traçada ainda em 2004, no quadro da aprovação do Plano Nacional para as Alterações Climáticas, e indicada na resolução do Conselho de Ministros de 31 de Julho desse ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, e à semelhança de vários outros Estados-membros - Estónia, Finlândia, Grécia, Holanda, Itália, Luxemburgo e Eslovénia - Portugal tarda em transpor para a legislação nacional uma directiva que a Comissão considera vital em vários domínios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o comissário Andris Piebalgs, responsável pela pasta da Energia, esta situação de incumprimento é "particularmente lamentável" atendendo a que os biocombustíveis podem desempenhar um papel importante na política europeia em matéria de transportes e de energia, com repercurssões na agricultura e ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Trata-se, de facto, de uma das raras opções de que dispomos para substituirmos os combustíveis à base de petróleo utilizados no sector dos transportes", afirmou, acrescentando que o recurso a biocombustíveis não só permite lutar contra o fenómeno das alterações climáticas como diversificar as fontes de energia na Europa, reduzir a dependência relativamente às importações de petróleo e também abrir mercados à agricultura europeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os biocombustíveis compreendem o biodiesel, biogás e bioetanol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fonte: LUSA&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-112066022105223716?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/112066022105223716/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=112066022105223716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066022105223716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/112066022105223716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/07/my-notepad.html' title='My Notepad'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-111528988788764197</id><published>2005-05-05T11:44:00.000+01:00</published><updated>2005-05-06T01:32:25.903+01:00</updated><title type='text'>Pau Brasil: Revelações Históricas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Projeto analisou o passado e o presente do pau-brasil&lt;br /&gt;05/05/2005 (*)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do pau-brasil (Caesalpina echinata), árvore símbolo da nação brasileira, acaba de ser recontada. Um projeto multidisciplinar, que durou quatro anos, investigou todos os aspectos da planta, desde sua importância histórica até formas para que ela seja preservada no meio ambiente. Documentos consultados pela primeira vez em Portugal revelam que a importância da árvore é muito maior do que se imaginava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os estudos feitos em Portugal possibilitaram calcular o quanto de pau-brasil havia sido explorado, pelo menos de forma oficial, pelos portugueses”, disse Yuri Tavares Rocha, do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, à Agência FAPESP. Os estudo contou com financiamento da FAPESP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os séculos 16 e 18 foram cortadas oficialmente no Brasil 466.518 árvores, com 15 metros de comprimento, de pau-brasil. Essas estimativas estão baseadas em cerca de 800 documentos estudados por Yuri. “Dentre os europeus envolvidos com o comércio do pau-brasil, os holandeses foram os que mais se destacaram nessa atividade, tanto pela extração de corantes como pela utilização deles nas fábricas holandesas”, explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos resultados do trabalho está claro, segundo o pesquisador, que o pau-brasil não foi importante apenas no início da colonização. “Mesmo depois da cana-de-açúcar, ele continuou sendo uma fonte de corante vermelho fundamental para a indústria têxtil”, conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conseqüência da exploração do pau-brasil não teve apenas desdobramentos econômicos. “A transformação das feitorias em vilas e povoados ocorreu apenas por causa do ciclo do pau-brasil, ao contrário do que afirmam alguns autores”, diz Yuri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo reforça também a tese de que a ocorrência dessa planta foi determinante na tentativa de se formar a França Antártica (colonização francesa no Rio de Janeiro) e na descoberta de condições ideais para o cultivo da cana-de-açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enfoque sobre o pau-brasil não recaiu apenas sobre o seu passado histórico. O projeto, que contou com a participação de várias outras instituições de pesquisa, também tentou desenvolver formas para que a planta símbolo do país possa continuar a ser vista pelas futuras gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Infelizmente, existem duas grandes pressões contra a manutenção da espécie in situ”, afirma Yuri. O pesquisador refere-se à fragmentação da Mata Atlântica e ao corte e à exploração ilegal da madeira, que ainda continua. A árvore é muito procurada hoje para a montagem de instrumentos de corda, como os violinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em relação ao primeiro caso, uma das saídas é estudar os fragmentos e transformá-los em unidades de conservação.” o caso da Usina Coruripe, no sul de Alagoas, e da Destilaria Baía Formosa, no sul do Rio Grande do Norte, poderiam ser feitas reservas particulares de patrimônio natural, explica Yuri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Essas duas áreas são exemplos que devem ser seguidos, pois mantêm matas com populações importantes de pau-brasil, que não estão sendo conservadas de forma eficiente”, diz. Sobre o segundo problema, a única saída é aplicar o conceito do manejo sustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos de conservação ex situ (fora do local de origem), o projeto pau-brasil obteve outro resultado importante. Pesquisas realizadas pela equipe de Cláudio José Barbedo, pesquisador do Instituto de Botânica da Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo e vice-coordenador do projeto, mostraram que as sementes da planta podem ser conservadas por até 18 meses. Esse período é seis vezes maior do que se tinha conseguido até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Por Eduardo Geraque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ler &lt;a href="http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=3665"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-111528988788764197?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/111528988788764197/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=111528988788764197' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111528988788764197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111528988788764197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/05/pau-brasil-revelaes-histricas.html' title='Pau Brasil: Revelações Históricas'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-111433573836189960</id><published>2005-04-24T10:36:00.000+01:00</published><updated>2005-04-24T10:42:18.366+01:00</updated><title type='text'>Porto Velho - Manaus</title><content type='html'>&lt;strong&gt;AVENTURA NO CORAÇÃO DA AMAZÓNIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Porto Velho - Manaus (Brasil) (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três semanas de viagem pela Amazónia profunda, motivados pela curiosidade de conhecer de perto a realidade de uma das mais fascinantes regiões do planeta, 500 anos depois da chegada dos primeiros europeus ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro objectivo: Alcançar o Forte Príncipe da Beira, a maior fortaleza construída pelos portugueses em Terras de Vera Cruz (1776) e, logo, nos confins da Amazónia, nas margens do rio Guaporé, assegurando uma linha de fronteira com a Bolívia que se manteve até aos dias de hoje. A divisória entre os dois países desce pelo "meio" do rio Guaporé ao longo de 962 quilómetros (mais do que o comprimento do "rectângulo" português), até à foz do rio Mamoré. Não existem quaisquer marcos e as ilhas existentes não foram ainda adjudicadas ao Brasil ou à Bolívia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta zona da Amazónia é praticamente desabitada - apenas existem, do lado brasileiro, as localidades de Pimenteiras e Costa Marques -, o que a vocaciona para um ambicioso programa de protecção à reprodução de quelónios (tartaruga da Amazónia e tracajá) implementado pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente). As praias fluviais onde estas tartarugas depositam os seus ovos (cerca de 100), em ninhos escavados a cerca de um metro de profundidade, estão interditas ao homem. Todavia, poucos são os filhotes que escapam aos seus predadores naturais: piranhas, traíras, pirararas, jacarés e gaviões. No pequeno museu da delegação do IBAMA, em Costa Marques, repousa a pele de um jacaré-açu capturado no rio Guaporé, com 4,5 metros de comprimento e 291 kgs! Foram necessárias cinco balas, calibre 38, para abatê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para chegar a Costa Marques (a escassos 25 quilómetros do Forte Príncipe da Beira), a expedição portuguesa recorreu a um táxi-aéreo, um bimotor Embraer Piper Seneca II, a partir da cidade de Porto Velho, capital do Estado da Rondónia. Este voo de uma hora e meia permitiu-nos avaliar a extensão de significativas áreas de deflorestação existentes na Rondónia, um dos estados brasileiros mais afectados por este flagelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito que os seringueiros trocaram a exploração da borracha pelo abate de árvores, dispondo de serrações capazes de transformar em tábuas um tronco de bacuri em poucos minutos. A prática seguida nalgumas áreas extractivistas pressupõe a replantio das espécies, mas o crescimento dos novos rebentos dificilmente acompanha o ritmo de abate de árvores com 30 ou 40 anos. Mais de uma dezena de madeiras tropicais são regularmente exploradas na Amazónia: mogno (a mais cara), cedro, cacheta (laminados para o Japão), tauari, cerejeira, ipé, cinzeiro (leve, própria para casas), bacuri, garapeira, itaúba e cumarú de ferro (tão dura que até chega a partir as ferramentas de corte).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom tempo em rota, a 6000 pés de altitude (cerca de dois quilómetros) ao longo do trajecto, mas quase a rasar as copas das árvores mais altas, na serra dos Pacaás Novos. Antes de aterrar, o piloto brindou-nos com o sobrevoo da fortaleza, o que nos possibilitou a tomada de excelentes imagens do monumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costa Marques é um pequeno município fronteiriço com cerca de oito mil habitantes recenceados, mas provavelmente com 11 ou 12 mil, actualmente, dado o crescimento evidenciado. Agricultura e criação de gado assumem-se como as principais actividades "oficiais", já que Costa Marques surge sempre referenciada como uma das principais portas de entrada da cocaína boliviana. Primeiro, de barco e depois por estrada de terra batida (BR429) apelidada de "Transcoca". A vila organiza-se ao longo de uma avenida larga até ao rio, com três hotéis, dois ou três restaurantes - entre os quais, um rodízio que se revelou um verdadeiro achado, a Churrascaria do Gaúcho - e diversos estabelecimentos comerciais. Na frente ribeirinha, erguem-se casas de madeira sobre palafitas e mais alguns restaurantes cuja especialidade é, naturalmente, peixe (surubim e pintado fritos e grelhados).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 dias de barco no rio Madeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regressámos a Porto Velho para embarcar no mesmo dia no Cândido VIII, um navio típico de toda a bacia do Amazonas, com três "decks", que seria a verdadeira casa do grupo durante 10 dias. Um típico dia a bordo começa com os primeiros sinais da alvorada (6h) e as movimentações da tripulação ou a agitação no cais de acostagem. Poucos são os que conseguem dormir ou permanecer deitados nas tradicionais redes suspensas no segundo convés depois dessa hora. A partir das 7h, é servido o café da manhã, composto de leite, café e biscoitos, isto é, singelas fatias de pão duro levemente tostado, para barrar com margarina ou doce de goiaba. É tempo de partir para mais uma excursão ou passeio de "voadeira" para visitar as comunidades ribeirinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada paragem, pesca-se. Jaraquis, douradas, pacús e piramutabas foram as mais frequentes capturas, mas também os terríveis candirús e as vorazes piranhas, que representam um risco muito sério para qualquer homem ou animal caído à água ferido. Atacam às centenas e devoram uma presa em poucos minutos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O almoço é, geralmente, servido ao meio-dia e o jantar, entre as 19 e as 20h, compostos por peixe, frango ou carne guisada com arroz branco, feijão encarnado, esparguete de tomate e a omnipresente farinha de mandioca com que os brasileiros povilham todos os alimentos. A tarde pode ser ocupada no exterior ou simplesmente fluir por entre uma sesta na rede, a leitura de um livro ou a observação das margens do rio. Os banhos são tomados ao fim da tarde, nos chuveiros instalados nos WC e abastecidos com água do próprio rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 22h, já toda a tripulação está deitada nas suas redes do convés, à excepção do homem do leme, o "prático" e de um ajudante.Os viajantes, esses, saboreiam uma última bebida e um charuto no "deck" superior, admirando o céu estrelado. Recolhem aos seus casulos de rede um pouco mais tarde, depois de porem a sua escrita e leituras em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O suave deslizar do barco cortando as águas convida ao repouso e à contemplação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paisagem desfila lentamente perante o olhar. Dispersas nas margens surgem, aqui e além, as casas de madeira dos habitantes do rio. O ronronar do motor embala os passageiros num sono profundo desperto, apenas, com a chegada a um cais. Os gritos das crianças a pescar; o canto madrugador dos galos em terra; e os assobios e trejeitos dos "marítimos" descarregando caixa de frutas e legumes ou embarcando grossas barras de gelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rio Madeira é navegável todo o ano mas, nesta época (Setembro), a navegação exige cuidados redobrados por parte dos pilotos. Bancos de areia e pedrais, são as maiores ameaças e, não raro, o barco navega alternadamente a escassos metros da margem ou no centro do rio, ziguezagueando à procura da melhor passagem. À noite, um projector de grande intensidade perscuta as águas regularmente, de modo a detectar com antecedência qualquer osbtáculo ou objecto flutuante que possa pôr em perigo a derrota da embarcação ou evitar uma colisão com um barco mais pequeno desporvido de luzes de sinalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano após ano, as águas da enchente "comem" uma fatia da margem, que se esboroa em lama, arrastada pela força das correntes. A largura do rio Madeira vai, assim, aumentando progressivamente, situando-se em média nos dois quilómetros entre uma margem e outra. Por outro lado, a força das águas dos igarapés e riachos rasga a terra a caminho do grande rio, abrindo fendas na terra húmida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cachoeira-jacuzzi de Santa Catarina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira escala em Santa Catarina, uma comunidade fundada há 70 anos por uma família portuguesa e que conta hoje com mais de uma centena de habitantes, escola, igreja e luz eléctrica 24h por dia, com apoios do Governo Federal, ao abrigo do program "Luz no Campo". A comunidade explora dois mil hectares, mas possui uma reserva de mais 20 mil, dedicados à plantação de mandioca. Um dos projectos consiste em ensacar farinha de mandioca para colocar no mercado, o outro, reside no ecoturismo, tirano partido da riqueza piscícola do lago Mururé e dos igarapés e cachoeiras vizinhos. «Aqui no rio, a primeira coisa que se aprende é a pescar», afirma Sidney Queirós, descendente do fundador e actual líder da comunidade. Nesse dia, os piauis e os jaraquis fizeram as honras de uma bela grelha e de uma mesa improvisada numa rocha, junto a uma pequena cachoeira que é um verdadeiro jacuzzi natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da simples piroga movida à pagaia, à balsa gigante carregada de camiões TIR e passando por uma enorme variedade de "recreios" de passageiros e carga, a descida do rio Madeira - principal "autoestrada" da Amazónia - possibilita ao viajante um quadro único sobre a vida e o desenvolvimento da Amazónia. Os locais comentam que o desinteresse dos governos federal e estadual do Amazonas, relativamente à conservação da Transamazónica, tem origem nos "lobbies" das companhias que operam as balsas. A asfaltagem da estrada resultaria numa transferência dos camiões TIR, principal fonte de receita do transporte fluvial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antiga capital da borracha no princípio do século, Calama reunia toda a produção vinda de Porto Velho e das comunidades de seringueiros dos rios Preto e Machado (o que mais produziu na região amazónica). Hoje, é morada de três centenas de famílias, reunindo 1555 pessoas, maioritariamente católicas e fiéis ouvintes do padre Francisco Viana, de 70 anos (44 dos quais, como padre), na igreja e… na "rádio" local: «missão da Igreja de S. João Baptista, Distrito de Calama, serviço de altifalantes, em mais um programa da série "Encontros com Cristo"...», pode ouvir-se, diariamente, às 6h, 12h e 18h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a coroa de glória do padre Viana é o barco-hospital (com consultório, dentista, farmácia e laboratório), construído com apoios do Governo Estadual de Rondónia, Governo Municipal, da Alemanha e da Universidade de São Francisco (S. Paulo) para servir quatro dezenas de comunidades ribeirinhas dos rios Madeira, Machado, Ji-Paraná e Preto. «Evangelização integral: cuidamos do corpo e da alma", é o seu lema. "Nesta área, temos apenas dez pequenos postos de saúde, mal equipados e sem médico. Apenas as sedes de dois distritos, Calama e São Carlos do Jamari recebem, quinzenalmente, a visita de uma equipa médica de Porto Velho - explica o padre Francisco Viana - com o barco, fazemos um atendimento mensal, durante dez dias, com nove agentes de saúde, mas o projecto necessita de 150 mil reais por anos (cerca de 19 mil contos) para ser viável».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em busca dos Mura e dos Parintintins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro clérigo, o padre Moisés, de Humaitá, acabaria por revelar-se essencial para o sucesso do nosso primeiro contacto com uma comunidade índigena do rio Madeira, no caso, os Parintintins da aldeia de Traíra. A chegada dos visitantes atrai logo os mais novos, os homens (liderados pelo vice-cacique) e só mais tarde, as mulheres. A conversa tem lugar nos bancos da escola, uma maloca de madeira recoberta de folhas de palmeira, mas sem paredes, porque o calor e a humidade assim o exigem. É, também, a sala da televisão (colocada ao lado do quadro de giz), com sinal recebido por antena parabólica e energia fornecida por um pequeno gerador que alimenta toda a aldeia, durante algumas horas, ao fim do dia. A enfermaria possui uma pequena farmácia e está dotada de um microscópio, onde o agente de saúde índigena pode fazer análises ao sangue para detectar eventuais casos de malária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao todo, são 74 habitantes, distribuídos por uma dezena de casas de madeira (a maioria sem paredes), erguidas sobre palafitas e recobertas com folhas de palmeira. Todos dormem em redes suspensas no ar, mas não prescindem de alguns benefícios da modernidade, como fogões a gás, panelas de alumínio, copos de vidro e depósitos de água em brasilit (a versão brasileira do lusalit). No vestuário, há muito que adoptaram a T-shirt e o calção, com preferência por alguns clubes de futebol ou de iniciativas em prol dos índios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outrora antrópofagos e inimigos fidagais dos seus vizinhos Mura, os Parintintins são hoje um povo pacífico, hospitaleiro e sedentário. Cultivam mandioca, plantam bananeiras, criam galinhas e já caçam com espingarda, mas ainda pescam com arco e flecha. A grande maioria só fala português, mas os mais velhos estão empenhados na recuperação da sua língua nativa (que quase se perdeu por completo), com o apoio de estudantes da Universidade de S. Paulo. «Na prática, são índios que vivem aculturados e ao modo do homem branco, embora conservando parte das suas tradições», explica o padre Moisés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Manicoré, dirigimo-nos à delegação da COIAB - Coordenação das Organizações Ìndigenas da Amazónia Brasileira, que desenvolve um trabalho meritório no apoio às comunidades de índios, ganhando progressivamente alguma autonomia face ao organismo tutelar estatal da Fundação Nacional do Índio (FUNAI). Apesar das objecções levantadas, lográmos visitar duas comunidades de caboclos - Aparecida e Ponta Natal - integradas numa área demarcada índigena, nas margens do rio Mataurá. «A FUNAI queria jogar nós daqui - denuncia uma das habitantes de Aparecida - mas foi Deus que colocou nós aqui. Coração e pensamento, só Deus que pisa. Aqui não tem índio». Já em Ponta Natal, o problema reside no facto da escola ter ficado na área demarcada e existirem casos de discriminação dos que não aceitaram ser índigenas. Mas encaram como positiva a demarcação, pela protecção contra os intrusos e depravadores, nomeadamente, pescadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Autazes, a nossa visita recai sobre o bairro Mutirão onde os índigenas Mura vivem em condições de insalubridade muito próximas de uma favela: esgotos a céu aberto, um único ponto de abastecimento de água e que é, simultaneamente, lavadouro de roupas e pessoas. A área está sob a jurisdição do Conselho Índigena Mura (CIM), que procura assegurar cuidados de saúde, educação, assistência jurídica, meios de auto-sustentação e noções de protecção do meio ambiente à população de 36 aldeias. No capítulo cultural, o grande objectivo é o da recuperação da língua Mura, perdida já no tempo dos avôs da actual geração (até ao presente, já foram repertoriadas 120 palavras). «O contacto com os brancos foi desaculturando os índios. Um sonho que a gente tem, é o de recuperar a língua», frisa Gilberto, um dos coordenadores do CIM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rio Madeira desagua no rio Amazonas (de que é o maior afluente) a cerca de meio-dia de viagem de Manaus. Aqui, o Amazonas já tem uma largura de cinco quilómetros. Às portas de Manaus, o barco cruza o chamado "encontro das águas", o ponto em que as águas barrentas do rio Solimões se juntam às águas escuras do rio Negro, formando o rio Amazonas. As águas fluem juntas ao longo de mais de 40 quilómetros, até se misturarem por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manaus está cada vez mais longe dos seus tempos de glória e esplendor do apogeu do Ciclo da Borracha - foi a primeira cidade brasileira a ser dotada de luz eléctrica e de uma rede de eléctricos para transporte público. Apenas restam alguns edifícios do século passado, com destaque para o famoso Teatro Amazonas (1896) e para o Mercado Municipal, inspirado no antigo mercado de Les Halles, em Paris (hoje, desaparecido). De resto, é uma selva urbana construída sem o menor planeamento urbanístico ou, sequer, o mínimo bom gosto. Gente aos magotes e os primeiros turistas que avistámos em muitos dias. A grande maioria fica hospedada nos hotéis da selva dos arredores de Manaus, onde lhe são proporcionados alguns passeios para observação de animais e… pouco mais. Do contacto com a população local, apenas os que trabalham nos hotéis e uma ideia muito romântica de índios nus e no seu estado mais primitivo que há muito deixou de existir na Amazónia, mas isso será o tema de um próximo capítulo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Por Alexandre Coutinho.&lt;a href="http://www.janelanaweb.com/viagens/amazonia2000_2.html"&gt; AQUI&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-111433573836189960?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/111433573836189960/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=111433573836189960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111433573836189960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111433573836189960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/04/porto-velho-manaus.html' title='Porto Velho - Manaus'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-111433342181730011</id><published>2005-04-24T10:03:00.000+01:00</published><updated>2005-04-24T10:03:41.816+01:00</updated><title type='text'>Terra Indigena Raposa / Serra do Sol</title><content type='html'>Vale a pena ler o artigo de José Ribamar Bessa Freire, publicado na edição de 17 de Abril do Diário do Amazonas:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.taquiprati.com.br/apresenta-cronica.php3?cronica=cronica17-04-2005"&gt;«Os Indios e o Choro do Lula»&lt;a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em causa, a homologação do decreto da Terra Indigena Raposa / Serra do Sol, para as tribos da Roraima. A promessa de campanha largamente repetida durante a campanha eleitoral passa agora a lei. 835 dias após a eleição do Governo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-111433342181730011?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/111433342181730011/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=111433342181730011' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111433342181730011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111433342181730011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/04/terra-indigena-raposa-serra-do-sol.html' title='Terra Indigena Raposa / Serra do Sol'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-111433519642779915</id><published>2005-04-22T13:26:00.000+01:00</published><updated>2005-04-24T10:33:16.430+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;INCÊNDIOS - Governo antecipa época de fogos. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;( 12:24 / 22 de Abril 05 )&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Governo vai antecipar a época de fogos devido à situação de seca que atravessa o país. Segundo o secretário de Estado da Administração Interna, esta é apenas uma das várias medidas em que o Executivo se encontra a trabalhar para antecipar um ano que se avizinha difícil nesta matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo decidiu antecipar para 15 de Maio o início da época de fogos por causa da situação de seca que o país atravessa. O anúncio foi feito no Fórum TSF, pelo secretário de Estado da Administração Interna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Ascendo Simões, a antecipação da época de fogos vai ser acompanhada pela «instalação de 60 a 240 postos de vigia por parte do ministério da Agricultura e a consequente mobilização dos meios necessários ao combate por parte do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além da antecipação da época de fogos, o Executivo está também a trabalhar com outros organismos, no sentido de preparar um ano que se avizinha difícil a nível de incêndios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Nessa perspectiva importa que tenhamos todos os serviços da administração central - Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, Direcção-geral dos Recursos Florestais, o Instituto de Conservação da Natureza, o Instituto de Meteorologia e Geofísica - completamente integrados num sistema de comunicação e de apoio à decisão que permita fazer, em primeiro lugar, uma prevenção do incêndio florestal», explicou o governante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O secretário de Estado anunciou, também, uma alteração ao sistema de comando a nível dos Bombeiros «que permita regressar a um sistema de comando integrado (...) que permita responsabilizar, integrar e coordenar todos os meios de intervenção no terreno».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concursos de aluguer de meios aéreos mantêm prazos anteriores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da antecipação da época de prevenção aos fogos florestais, os concursos para aluguer de meios aéreos de combate aos incêndios não vão ser antecipados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ascenso Simões diz lamentar esta situação, mas é preciso respeitar as decisões tomadas pelo anterior Governo e os processos que já estão a decorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O secretário da Administração Interna anunciou que ainda hoje vai ser tomada uma decisão sobre os meios aéreos que serão necessários para fazer frente aos incêndios e garantiu que o Executivo vai ter em conta as indicações dos responsáveis. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Via TSF, onde também se encontram &lt;em&gt;on line &lt;/em&gt;declarações interessantes de algumas entidades, relacionadas com a matéria, que vale a pena escutar. &lt;a href="http://tsf.sapo.pt/online/portugal/interior.asp?id_artigo=TSF160674"&gt;AQUI&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-111433519642779915?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/111433519642779915/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=111433519642779915' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111433519642779915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111433519642779915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/04/incndios-governo-antecipa-poca-de.html' title=''/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-111433401404902683</id><published>2005-04-21T20:13:00.000+01:00</published><updated>2005-04-24T10:24:12.683+01:00</updated><title type='text'>Governo Português Regulamentou os Trangénicos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;APROVADO REGULAMENTO PARA ALIMENTOS TRANSGÉNICOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2005-04-21&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ponto III do Comunicado do Conselho de Ministros de 21 de Abril de 2005 pode ler-se o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«III. O Conselho de Ministros aprovou, ainda, na generalidade, os seguintes diplomas no âmbito do sector Agrícola:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Decreto-Lei que regula o &lt;a href="http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/MADRP/Comunicacao/Notas_de_Imprensa/20050421_MADRP_Com_OGM_Animais.htm"&gt;cultivo de variedades geneticamente modificadas&lt;/a&gt;, visando assegurar a sua coexistência com culturas convencionais e com o modo de produção biológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este diploma, no respeito pelo princípio da precaução, fixa regras para assegurar a boa coexistência de variedades geneticamente modificadas com culturas convencionais e com o modo de produção biológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A regulação do cultivo de variedades geneticamente modificadas no País torna-se premente, tendo em conta que a Comissão Europeia inscreveu no Catálogo Comum de Variedades de Espécies Agrícolas, 17 variedades de milho geneticamente modificadas, o que tem como consequência que, para a próxima campanha agrícola, estão disponíveis no mercado comunitário sementes daquelas variedades, as quais poderão ser eleitas para cultivo, por quaisquer agricultores, no território nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão Europeia teve assim em conta que os progressos da ciência e da biotecnologia, verificados nas últimas décadas, tiveram como consequência o aparecimento de novos produtos resultantes da modificação genética de seres vivos, incluindo, em particular, as variedades vegetais geneticamente modificadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De entre as normas adoptadas, destaca-se a distância mínima exigida entre culturas, que se estabelece em 200 metros para os sistemas de produção convencional e 300 metros para os sistemas de produção biológica, sem prejuízo da adopção, em alternativa, de linhas de bordadura destinadas a conferir as necessárias condições de segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Decreto-Lei que estabelece as regras de execução, na ordem jurídica nacional, do Regulamento (CE) n.º 1829/2003, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de Setembro de 2003, relativo a géneros alimentícios e alimentos geneticamente modificados para animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente diploma estabelece e enquadra na ordem jurídica nacional as normas comunitárias relativas a géneros alimentícios e alimentos geneticamente modificados para animais, inserindo-se nas medidas de protecção da segurança alimentar e defesa dos consumidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nele se estabelecem os procedimentos comunitários para a autorização e supervisão dos géneros alimentícios e alimentos geneticamente modificados para animais, fixando igualmente as disposições sobre a respectiva rotulagem, determinando que os Estados-membros tomem as medidas necessárias para garantir a sua aplicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, este diploma atribui poderes à Direcção-Geral de Fiscalização e Controlo da Qualidade Alimentar e à Direcção-Geral de Veterinária para, de acordo, com as suas atribuições, fiscalizarem o cumprimento do regulamento comunitário e prevê os factos ilícitos e censuráveis que podem constituir contra-ordenações, sem prejuízo das competências de avaliação e comunicação dos riscos legalmente atribuídas à entidade nacional competente no domínio da segurança alimentar.»&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O documento pode ser lido na integra &lt;a href="http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Conselho_de_Ministros/Comunicados_e_Conferencias_de_Imprensa/20050421.htm"&gt;AQUI&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-111433401404902683?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/111433401404902683/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=111433401404902683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111433401404902683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111433401404902683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/04/governo-portugus-regulamentou-os.html' title='Governo Português Regulamentou os Trangénicos'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-111327788264912383</id><published>2005-04-12T04:51:00.000+01:00</published><updated>2005-04-12T04:52:32.823+01:00</updated><title type='text'>Ainda Demora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;AINDA DEMORA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;10.04.2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalmente revelar ao Brasil a extensão do desmatamento ocorrido na floresta amazônica entre agosto de 2003 e agosto de 2004, o &lt;a href="http://www.inpe.br/"&gt;Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)&lt;/a&gt;, órgão responsável pelo número oficial, precisa ainda processar cerca de 50 imagens de satélite da região. O trabalho está atrasado em relação ao cronograma que foi seguido em anos anteriores. A prática era divulgar o número em março. Já estamos em abril e ainda há muito a fazer. Nos institutos de pesquisa e Ongs que atuam na Amazônia, a expectativa é que a taxa sai mesmo é no início de maio. Com muito esforço, talvez finzinho desse mes. A demora, até agora não explicada, terá ao menos uma compensação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo vai abrir os dados e imagens que foram usados para compor a taxa ao exame de pesquisadores de instituições públicas e privadas. A única exigência é que mantenham sigilo sobre as informações até o anúncio oficial. Eles vão recebê-las com 4 dias de antecedência e poderão fazer com elas o que bem entenderem – desde auditar os números do Inpe até processar as mesmas imagens usadas pelo instituto em menor escala, para enxergar a floresta mais de perto. Tamanha abertura por parte do Ministério do Meio Ambiente é uma novidade do mandato de Lula. Até agora, o número era divulgado e pronto. Poucos tinham acesso aos dados. Nunca com antecedência. Em parte, isso explica a visível ansiedade com que cientistas e pesquisadores da região aguardam a taxa final. O resto da explicação fica por conta do número propriamente dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma certa resignação em relação ao fato que ele continuará muito alto. Em desmatamento na Amazônia, Lula está tendo desempenho de Fernando Henrique, que fez o Brasil entrar no século XXI dando meia-volta até o fim dos anos 80, deixando em média, nos últimos 3 anos, desaparecer um Sergipe inteiro de floresta. Em números, são cerca de 23 mil quilômetros quadrados. O drama do atual governo é que ele corre bem mais do que o risco de repetir o antecessor. A primeira taxa de desmatamento de Lula pode muito bem ser a maior da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em março, durante audiência na Câmara dos Deputados, João Paulo Capobianco, secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), disse que espera um número em torno de 24 mil quilômetros quadrados. Revelou também que existe uma margem de erro em torno de 15%, para cima ou para baixo, na taxa final. Como desvio estatístico, é imenso. Tomando o número de Capobianco por base, o desflorestamento poderá ter atingido entre 20 mil e 400 e 27 mil e 600 quilômetros quadrados de mato. A diferença é quase um terço de Sergipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que são poucos os que têm fé, mesmo com tamanha extensão para erro, numa taxa próxima do número mais baixo. A maioria dos pesquisadores acredita que ela ficará no mínimo no patamar apontado por Capobianco. Muitos acham que há um cheiro de recorde histórico no ar e que a taxa vai encostar nos 30 mil quilômetros quadrados. A discussão em torno de um número que ainda não saiu não é mera especulação, mas reflexo de um fenômeno que junta desenvolvimento tecnológico com o aumento de sistemas e satélites que monitoram a superfície da Amazônia. Há muito a região não era tão vigiada dos céus. Sevindo especificamente ao Brasil, existem 3 satélites, ou sensores remotos como preferem os entendidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O índice oficial do INPE baseia-se em imagens capturadas pelo satélite Landsat para o Prodes, seu programa para acompanhar o desflorestamento na Amazônia. O Instituto analisa as imagens em escala 1/ 250 mil. Nessa proporção, é impossível enxergar, por exemplo, pequenos focos de desmatamento com menos de 6,25 hectares. Existe tecnologia para processar estas mesmas imagens com escala de 1/ 50 mil, capaz de revelar a floresta com maior resolução e riqueza de detalhes. Dá para vê-la 5 vezes mais de perto, detectando qualquer tipo de devastação a partir de 1, 25 hectares. Mas essa tecnologia não é empregada pelo Inpe. A razão tem a ver com metodologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nessa proporção que o Inpe sempre processou a taxa de desmatamento na Amazônia. Mudá-la agora significaria perder a consistência histórica da coleta de dados e impedir, daqui para a frente, comparações com o que ocorreu em anos anteriores. Mesmo que quisesse, a mudança não aconteceria de uma hora para outra. Seria preciso antes absorver tecnologia e capacidade de análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do Landsat, dois outros satélites fornecem imagens usadas para identificar desflorestamentos na Amazônia. Um é o Cybers, projeto conjunto entre Brasil e China. O outro chama-se Modes e serve de pilar ao programa Deter, do Ministério do Meio Ambiente e Ibama, dedicado a achar desmatamentos em tempo real na região. Por conta dessa característica, de geração de imagens no menor espaço de tempo possível, a resolução da produção do Modes é baixa, coisa que o impede de detectar qualquer desmatamento com menos de 10 hectares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detalhe importante a ser levado em consideração quando a taxa de desmatamento finalmente for revelada é que apesar de nominalmente estar referenciada pelo período que vai de agosto de 2003 até agosto de 2004, ela no fundo vai registrar principalmente as derrubadas do primeiro ano. Na Amazônia, o desmatamento ocorre no período de seca, que vai de julho/agosto até outubro e é chamado de verão na região. Nos meses de chuva, é impraticável entrar no mato para cortar árvores. O número que será apresentado em maio, portanto, não incluirá os desmatamentos que aconteceram em 2004. Por essa razão, tem gente achando que o governo Lula corre o risco de amargar em 2006 uma taxa ainda pior do que a que será divulgada em 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por&lt;a href="mailto:editor@oeco.com.br"&gt;Manoel Francisco Brito&lt;/a&gt;. Para ler &lt;a href="http://arruda.rits.org.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=6&amp;pageCode=67&amp;amp;textCode=12012&amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-111327788264912383?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/111327788264912383/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=111327788264912383' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111327788264912383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111327788264912383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/04/ainda-demora.html' title='Ainda Demora'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-111038552262658625</id><published>2005-03-09T16:25:00.000Z</published><updated>2005-03-09T16:25:22.626Z</updated><title type='text'>Diário do Amazonas: Mulheres Realizam Marcha pela Paz</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.diariodoamazonas.com.br/noticias.php?idN=13364"&gt;Mulheres Realizam Marcha pela Paz&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-111038552262658625?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/111038552262658625/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=111038552262658625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111038552262658625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111038552262658625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/03/dirio-do-amazonas-mulheres-realizam.html' title='Diário do Amazonas: Mulheres Realizam Marcha pela Paz'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-111038414015020869</id><published>2005-03-09T16:02:00.000Z</published><updated>2005-03-09T16:02:20.150Z</updated><title type='text'>Show de Maria Rita em Manaus</title><content type='html'>No próximo dia 12/3, o Studio 5 traz a Manaus um dos fenômenos da MPB, a cantora Maria Rita. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://portalamazonia.globo.com/cultural.php?idEventoCultural=922"&gt;Maria Rita.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-111038414015020869?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/111038414015020869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=111038414015020869' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111038414015020869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111038414015020869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/03/show-de-maria-rita-em-manaus.html' title='Show de Maria Rita em Manaus'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' 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type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111021325656811165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111021325656811165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/03/portal-amaznia.html' title='Portal Amazónia'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-111020981323991168</id><published>2005-03-07T15:36:00.000Z</published><updated>2005-03-07T23:58:20.906Z</updated><title type='text'>Le Monde.fr : Une nouvelle génèration de femmes s'est lancée en politique</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.lemonde.fr/web/article/0,1-0@2-3226,36-400643,0.html"&gt;Le Monde.fr : Une nouvelle génèration de femmes s'est lancée en politique&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-111020981323991168?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/111020981323991168/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=111020981323991168' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111020981323991168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111020981323991168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/03/le-mondefr-une-nouvelle-gnration-de.html' title='Le Monde.fr : Une nouvelle génèration de femmes s&apos;est lancée en politique'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-111009019702289106</id><published>2005-03-06T06:23:00.000Z</published><updated>2005-03-06T06:35:14.013Z</updated><title type='text'>Altino Machado: Expedição Andes-Amazónia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;EXPEDIÇÃO ANDES-AMAZONAS (*)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;[23.02.2005 - 2:02 PM]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma expedição científica percorrerá o Rio Amazonas, durante quatro meses e meio, da nascente, nos Andes, à foz, no Atlântico, para comprovar que o Amazonas é provavelmente mais extenso, o que pode colocá-lo como o maior rio do mundo, tanto em volume de água quanto em extensão, à frente do Nilo. A expedição vai traçar, ainda, o perfil sedimentológico do rio, observando a quantidade de matéria sólida que é transportada pelo Amazonas até o oceano Atlântico.&lt;br /&gt;A Expedição Científica Andes-Amazonas está sendo preparada pela Organização Sócio-Ambiental e Expedições Científicas (Ambi), com o apoio da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), dos Ministérios do Meio Ambiente, dos Transportes, e dos Institutos Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), universidades federais do Amazonas e do Acre, além da Agência Nacional de Águas e do Ibama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A previsão é que a equipe multidisciplinar de 52 pesquisadores do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Suriname, Bolívia, Guiana e Guiana Francesa parta em julho de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o geólogo Paulo Roberto Martini, do Inpe, a utilização dos sistemas de Informação geográficas (SIG) e de georreferenciamento por satélite apontam uma nova medida para o Amazonas. Segundo ele, foi possível montar um mosaico de imagens sobre o rio, transformando-as em imagens cartográficas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho agora é classificar a água do rio, reconhecendo os canais principais, já que o Amazonas é cheio de meandros e ilhas, disse Martini. O geólogo explicou, ainda, que os estudos estão acompanhando o Amazonas, considerando seu principal formador o rio Ucaiali, mais extenso que o rio Maranhão, usado na medição tradicional por ter maior volume de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de apoiar o projeto, o Ministério do Meio Ambiente participará da expedição com técnicos da Secretaria de Recursos Hídricos, Agência Nacional de Águas e Ibama. Os pesquisadores não só percorrerão o rio como passarão pelas costas atlântica e pacífica, montanhas andinas, florestas e bacias hidrográficas do Orinoco (Peru) e da Amazônia, analisando aspectos sociais e antropológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O foco dos estudos, no entanto, são as águas da região. De acordo com o hidrólogo da Secretaria de Recursos Hídricos do MMA, Jonair Mongin, os sedimentos que estão sendo transportados pelo rio Amazonas dos Andes para o oceano Atlântico são depositados na Costa Atlântica do norte da América do Sul e estão reconfigurando o continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sedimentos andinos, segundo Mongin, são conseqüências de erosão natural do degelo e das chuvas, mas as mudanças climáticas e a ação do homem estão interferindo nesse processo, causando desertificação e colocando em risco as nascentes dos rios formadores do Amazonas e da Bacia Amazônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) por Altino Machado. &lt;a href="http://altino.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.mma.gov.br/"&gt;Ministério do Ambiente do Brasil&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-111009019702289106?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/111009019702289106/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=111009019702289106' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111009019702289106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111009019702289106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/03/altino-machado-expedio-andes-amaznia.html' title='Altino Machado: Expedição Andes-Amazónia'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-111009007467264146</id><published>2005-03-06T06:21:00.000Z</published><updated>2005-03-06T06:27:39.820Z</updated><title type='text'>Altino Machado: «Honre a Palavra, Presidente!»</title><content type='html'>&lt;strong&gt;HONRE A PALAVRA, PRESIDENTE! (*)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;[15.02.2005]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a title="photo sharing" href="http://photos1.blogger.com/img/281/2011/400/lula.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" alt="align=" src="http://photos1.blogger.com/img/281/2011/400/lula.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="MARGIN-TOP: 0px; a: font-size:0;" &gt;Foto retirada &lt;a href="http://altino.blogspot.com/"&gt;DAQUI&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br clear="all"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Luiz Inácio falou: "Lá no cantinho do céu, Chico pode ter certeza de uma coisa: nós vamos prosseguir sua luta ainda com mais força, nos campos e nas cidades, para libertar o país de uma vez por todas desses jagunços e seus mandantes, escondidos na selva e nos gabinetes."&lt;br /&gt;Como se não bastasse o assassinato da missionária norte-americana Dorothy Mae Stang, em Anapu, no sábado, mais dois assassinatos foram registrados no Estado do Pará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cláudio Matogrosso, liderança da gleba Manduacari, também foi assassinado em Anapu, no mesmo distrito onde Dorothy foi vitimada. E o sindicalista Daniel Soares da Costa Filho foi assassinado no município de Parauapebas, sudeste do estado.&lt;br /&gt;O presidente Lula, a quem cabe a palavra final sobre um plano de trabalho articulado de forças federais e estaduais para solucionar o conflito no Pará, encontra-se em viagem ao Suriname e promete antecipar a volta em nove horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula já foi advertido na segunda-feira, em Carta da Sociedade Civil, que "se o governo não for capaz de estabelecer sua autoridade na região agora, sem mais tardar, antecipando-se a novos assassinatos, correrá o risco de passar para a história como o campeão da violência rural, da grilagem de terras públicas e do desmatamento ilegal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assassinato de Dorothy Stang já não é o mais recente entre os cerca de 125 que vitimaram lideranças e apoiadores dos movimentos sociais rurais durante o governo de Lula, sendo que aproximadamente 40% desse total ocorreram somente no Pará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para resolver a escalada de violência e a impunidade reinante no país, sobretudo na Amazônia, bastaria Lula cumprir a promessa que fez em depoimento ao site Chico Mendes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou será que temos que esquecer o que Luiz Inácio falou? Leia o depoimento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Chico talvez nem soubesse o que queria dizer ecologia e muito menos holocausto ecológico quando começou sua romaria pela floresta para organizar a peãozada dos seringueiros - primeiro, no sindicato dos trabalhadores rurais e, mais tarde, para criar o PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas caminhadas pela mata, ele acabou juntando numa bandeira só a luta ecológica, a luta sindical e a luta partidária, porque sabia que elas são indissociáveis, uma alimentando a outra no mesmo ciclo da vida na floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estive pela última vez em Xapuri, no Acre, antes da tragédia da véspera do Natal, para ajudar na campanha do Chico a prefeito, em 1985, a barra já estava pesando. Os fazendeiros do centro-sul do pais que tinham invadido a região não escondiam de ninguém que ele estava marcado para morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo o Chico que foi um dos mais apaixonados defensores da vida que já conheci, um homem tão puro e tão limpo como a água da chuva da mata que foi sua companheira inseparável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para honrar seu sacrifício e o de outros tantos companheiros, chegou a hora da nação dar um basta. O povo brasileiro não admite mais ser humilhado, massacrado, dizimado como a Amazônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não basta pôr na cadeia quem apertou o gatilho só para dar uma satisfação à opinião pública mundial. Chegou a hora de romper com todo este sistema corrompido e arbitrário que municia as mãos assassinas e que nas últimas duas décadas promoveu um intenso processo de concentração da terra e da renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá no cantinho do céu, Chico pode ter certeza de uma coisa: nós vamos prosseguir sua luta ainda com mais força, nos campos e nas cidades, para libertar o país de uma vez por todas desses jagunços e seus mandantes, escondidos na selva e nos gabinetes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) por Altino Machado &lt;a href="http://altino.blogspot.com/"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-111009007467264146?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/111009007467264146/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=111009007467264146' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111009007467264146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111009007467264146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/03/altino-machado-honre-palavra.html' title='Altino Machado: «Honre a Palavra, Presidente!»'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-111008914585775723</id><published>2005-03-06T06:05:00.000Z</published><updated>2005-03-06T06:36:13.136Z</updated><title type='text'>NoOlhar.com: Consumo - A Última Palavra é Delas</title><content type='html'>&lt;strong&gt;CONSUMO: A ÚLTIMA PALAVRA É DELAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com dinheiro no bolso e disposição para gastar, as mulheres são o mais forte segmento de consumo.&lt;br /&gt;[05 Março 18h47min 2005]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se você ainda não percebeu, preste atenção da próxima vez em que for ao shopping center. Observe quem está comprando e não se surpreenda se encontrar poucos homens. As mulheres são, de fato, a grande força do mercado consumidor. Com dinheiro no bolso e disposição para gastar, elas formam o grupo consumidor mais poderoso da atualidade. Elas gostam de olhar vitrines de roupas, de decorar a casa com flores, de servir um prato gostoso no jantar, mas o poder de compra vai a diversos segmentos. Além de serem as grandes consumidoras de cosméticos, jóias, roupas e eletrodomésticos, as mulheres também compram ou decidem a compra de computadores, de planos de previdência privada, seguro de vida e bens de consumo duráveis, como veículos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisa de mercado realizada pelo instituto paulista Ipsos-Marplan com 35,8 milhões de consumidores de todo País constatou o poder de compra das mulheres. Entre as entrevistadas (19 milhões de mulheres de todas as idades e classes sociais), 84% faziam supermercado, 57% tinham telefone celular, 26% possuíam computador e 22% tinham cartão de crédito. A pesquisa indica também que 42% das pessoas que decidem a marca e o modelo do carro a ser adquirido são mulheres. Elas são ainda 53% dos proprietários de telefone celular, 40% dos que têm seguro de vida, 45% dos que têm plano de previdência privada e 50% dos donos de computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como consumidoras, as mulheres têm comportamento singular. Elas são atenciosas, exigentes e procuram saber o máximo de informações sobre os produtos antes de comprá-los. E mesmo em tempos de crise, o preço não é o que importa na hora de decidir a compra. Para a maioria das consumidoras, o fundamental é a qualidade do produto. A bancária Regina Ester Vasconcelos compartilha dessa opinião. Na compra de uma máquina fotográfica digital, ela passou horas para escolher o melhor modelo. ''Gosto de saber de todos os detalhes, de saber o que estou comprando. Produtos práticos e eficientes são essenciais para mim. Por isso, não me importo em pagar mais por uma coisa melhor'', diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regina também é exemplo de como as mulheres mandam no mercado consumidor. Na casa dela, embora as contas sejam todas divididas com o marido, ela é quem dá a palavra final. Ela decide todas as compras que são feitas na casa, com exceção, acredite, das frutas e verduras. ''Isso eu não sei escolher. Portanto, essa parte das compras fica para ele fazer'', diz. O marido de Regina, Francisco da Penha Vasconcelos, não se importa em se submeter às opiniões da mulher. ''Ela é muito sensata e controla os gastos da casa. Ela toma as decisões e eu digo: sim, senhora'', afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra característica do comportamento da mulher como consumidora é a fidelidade às marcas. Se elas compram um produto que lhes agrade, não pensam duas vezes em repetir a compra. Mesmo quando o concorrente oferece um produto mais barato. A economista Noira Paccini é assim. Principalmente com produtos infantis para a filha de quatro anos. ''A gente quer sempre o melhor para os filhos''. Noira é divorciada e chefe da família. Trabalhadora esforçada, sabe o valor do dinheiro que ganha e por isso não gasta por impulso. Vaidosa, é adepta das compras de cosméticos e roupas, sem deixar de dedicar atenção especial à segurança financeira da família. Tem um plano de capitalização e se interessa por investimentos. Nãos dispensa um carro do ano nem computador moderno em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;''Há ainda hoje um certo preconceito em relação aos hábitos de compra feminino. Os homens, principalmente, nos acham consumistas de superfluos. Mas não é bem assim. Hoje não gastamos o dinheiro do marido, mas o nosso dinheiro e isso ensinou muita coisa à mulher'', diz a economista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) por Bárbara Holanda, Jornal O POVO. &lt;a href="http://www.noolhar.com/opovo/economian/454433.html"&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-111008914585775723?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/111008914585775723/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=111008914585775723' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111008914585775723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111008914585775723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/03/noolharcom-consumo-ltima-palavra-delas.html' title='NoOlhar.com: Consumo - A Última Palavra é Delas'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-111008861981234569</id><published>2005-03-06T05:56:00.000Z</published><updated>2005-03-06T05:56:59.813Z</updated><title type='text'>Estudo: Gays e bissexuais são mais expostos ao suicídio</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Gays e bissexuais são mais expostos ao suicídio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;[04 Março 08h47min 2005]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens gays e bissexuais estão mais expostos a cometer uma tentativa de suicídio que os heterossexuais, segundo os resultados de um estudo epidemiológico realizado na França entre 1998 e 2003 publicados nesta sexta-feira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As possibilidades de tentar terminar com sua vida são treze vezes maiores para os homossexuais e bissexuais que para o restante da população de sua mesma idade e condição social, indicam os dados preliminares divulgados pelo jornal Libération. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relatório revela além disso que um de cada três indivíduos que comete uma tentativa de suicídio é homossexual ou bissexual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, os gays e bissexuais com antecedentes de tentativas de suicídio mal se protegem nas relações sexuais com parceiros desconhecidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tendência ao suicídio neste setor da população não está vinculada a fatores geográficos, sócio-profissionais ou ao fato de viverem sós ou em família, mas a fatores psicosociaies, como "a homofobia que provoca uma péssima estima pessoal", segundo Marc Shelly, médico de saúde pública do Hospital Fernad-Vidal de Paris e um dos autores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos casos de suicídio, segunda causa de mortalidade na França depois dos acidentes de trânsito entre os 15 e os 34 anos, é necessário que psiquiatras atualizem seus procedimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efetuado sobre 933 homens de 16 a 39 anos, o relatório foi elaborado por pesquisadores independentes franceses sob a supervisão do Instituto Nacional da Saúde e da Investigação Médica (INSERM). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os poderes públicos devem "acabar com sua apatia ante a amplitude do suicídio de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais", assegura no jornal o porta-voz de federação francesa de centros de gays e lésbicas (CGL), David Auerbach, para quem "o relatório confirma o que vivemos a cada dia". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se extrapolarmos os resultados, podemos considerar que a metade dos jovens suicidas são homossexuais ou questionam sua orientação sexual", acrescenta, ao destacar que "o suicídio não está vinculado à homossexualidade, mas à homofobia e é preciso fazer campanhas de prevenção". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio &lt;a href="http://www.noolhar.com/internacional/453772.html"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-111008861981234569?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/111008861981234569/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=111008861981234569' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111008861981234569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/111008861981234569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/03/estudo-gays-e-bissexuais-so-mais.html' title='Estudo: Gays e bissexuais são mais expostos ao suicídio'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110997799849200748</id><published>2005-03-04T23:13:00.000Z</published><updated>2005-03-04T23:13:18.493Z</updated><title type='text'>Entrevista a Aguinaldo Silva</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A MELHOR DOS ÚLTIMOS DEZ ANOS &lt;/strong&gt;(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25.02.2005 |  “Senhora do Destino”, que chega ao fim no dia 11 de março, é a novela das oito de maior audiência da Rede Globo nos últimos dez anos. Tanto sucesso faz do pernambucano Aguinaldo Silva, 60 anos, o mais importante autor de novelas da atualidade. Homossexual assumido, ex-preso político, ex-militante gay, ele se declara um morador do Rio de Janeiro acuado pelo medo da violência. Trancado em sua mansão de dois andares num condomínio de luxo na Barra da Tijuca, de onde raramente sai, Aguinaldo surpreende quem conhece seu passado de esquerda. “Falta um Carlos Lacerda hoje em dia. Falta alguém que diga: ‘Não pode isso, isso e isso’. Por força das circunstâncias, fica até parecendo que virei conservador. Pago meus impostos e cumpro todas as leis. Por que é que vou compactuar com quem não faz o mesmo? Sou uma pessoa séria, não um conservador”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tarde da última segunda-feira, poucas horas depois de botar o ponto final em “Senhora do Destino”, Aguinaldo Silva recebeu Marcelo Camacho para a seguinte entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) por Marcelo Camacho. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;amp;pageCode=31&amp;amp;textCode=15601&amp;amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110997799849200748?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110997799849200748/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110997799849200748' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110997799849200748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110997799849200748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/03/entrevista-aguinaldo-silva.html' title='Entrevista a Aguinaldo Silva'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110958703592469310</id><published>2005-02-28T10:37:00.000Z</published><updated>2005-02-28T10:37:15.923Z</updated><title type='text'>Ainda os Umbigos das Mulheres de Blumenau</title><content type='html'>&lt;strong&gt;No rastro da felicidade&lt;/strong&gt; (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26.02.2005 |  É sempre assim: quando vou a Santa Catarina custo na volta a escrever sobre outro lugar. Minha relação com aquela terra é um romance sem fim e, juro, os umbigos das mulheres de Blumenau nada – ou pouco – têm a ver com isso. A imundice hippie de Guarda do Embaú também não atrapalha em nada o bem-estar que me toma de assalto quando chego por lá. Se querem mesmo saber, nem os argentinos me incomodam. Entro em transe quando as estradas de São Paulo e Paraná ficam para trás. Sinto-me especialmente em casa quando subo o Caminho do Rio do Rastro, onde me hospedo em hotel-fazenda de mesmo nome no topo de uma região de cânions e penhascos que somem e reaparecem ao sabor do balé das nuvens sobre a relva. Me emociono. Sentado na varanda de um daqueles chalés, como dizia o poeta, “resta a imensa vontade de chorar diante da beleza”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hotel fica em Bom Jardim da Serra, irmã mais pobre de São Joaquim e Urubici, circuito brasileiro da neve. De junho a agosto, a região vive entupida de gente morrendo de frio à espera de um punhado que seja de flocos brancos caídos do céu sobre os gorrinhos de tricô. Em janeiro e fevereiro, quando subo a antiga trilha de tropeiros, o lugar está sempre às moscas. São elas, eu, as seriemas, as gralhas azuis, cobras, cachoeiras, o friozinho do verão, 8 graus de manhã cedinho – 15, à tarde. Bebe-se vinho e come-se arroz carreteiro no restaurante Nossa Senhora das Nuvens, à beira do grande lago das trutas. Meus filhos vestem casaco, descansam a pele do sol escaldante que nos abençoava na véspera rio acima de Guarda do Embaú. Em questão de horas, o verão virou ficção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez tive o prazer de conhecer no Rio do Rastro o engenheiro Ivan Cascaes, que a exemplo de Paulo Zulu em Embaú, cuida de todos os detalhes de seu hotel. Divide seu tempo entre Florianópolis e Bom Jardim da Serra, tem por aquelas matas carinho de ambientalista, mantém com os hóspedes proximidade e discrição na medida certa, nem sempre respeitada pelos hoteleiros. Faz churrasco com sanfoneiros (gaiteiros) no curral, conta lendas da região, o prazer de receber bem é o negócio dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivan Cascaes, assim como Paulo Zulu, é um apaixonado pelo seu negócio. Diferentemente dos resorts caros e impessoais e do turismo do desconforto em pousadinhas de dois tostões, Zulu e Cascaes trabalham para transformar a estadia de seus hóspedes em momentos inesquecíveis com direito a tudo que se precisa para isso: uma boa cama, bom banho, boa comida e companhias agradáveis. O resto fica por conta da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é, lamentavelmente, um tipo de turismo em extinção no Brasil. Zulu e Cascaes conseguem, no máximo, empatar receita e despesas de suas pousadas. O capricho, como se sabe, está saindo de moda no Brasil. Se eu fosse vocês, visitava os dois endereços abaixo nas próximas férias. Não há amor que sustente negócios deficitários por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.riodorastro.com.br/"&gt;Rio do Rastro Hotel Fazenda&lt;/a&gt; - Rod. SC- 438 - Km 130 - Bom Jardim da Serra – SC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.zululand.com.br/"&gt;Pousada Zululand&lt;/a&gt; - Guarda do Embaú – SC, tel. (48) 2832093&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) por Tutty Vasquez. &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;amp;pageCode=14&amp;amp;textCode=15627&amp;amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110958703592469310?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110958703592469310/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110958703592469310' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110958703592469310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110958703592469310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/ainda-os-umbigos-das-mulheres-de.html' title='Ainda os Umbigos das Mulheres de Blumenau'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110958644489371504</id><published>2005-02-28T10:27:00.000Z</published><updated>2005-02-28T10:27:24.893Z</updated><title type='text'>O Papa:homossexualidade é a nova face do mal</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O próximo papa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26.02.2005 |  Com as crises de saúde cada vez mais freqüentes – e mais graves – do papa João Paulo II, voltam à baila discussões a respeito de seu sucessor. A dúvida é se virá mais um conservador ou se, desta vez, haverá como líder da Igreja Católica versão romana alguém liberal. Por liberal, entenda-se mais inclinado à aceitação de homossexuais, talvez de abortos, no mínimo tolerante com o uso de contraceptivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento liberal é que o ultraconservadorismo de Karol Wojtilla está alienando católicos romanos em todo o mundo, afastando famílias da Igreja. É bem provável que estejam certos. Mas uma olhada para o lado, para a crise da Igreja Anglicana, pode indicar o tipo de abalo sísmico que aguarda a Igreja de Roma quando finalmente vier um papa disposto a encarar o mundo atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em finais de 2003, a Igreja Anglicana dos EUA – lá chamada Igreja Episcopal – consagrou Gene Robinson bispo de New Hampshire. Pai de duas filhas, avô de uma neta, desde 1989 Robinson vive com Mark Andrews, seu parceiro. Passou por psicoterapia para livrar-se do homossexualismo, permanece amigo da ex-mulher, é militante da causa gay. E é bispo. Desde sua nomeação, com muita cautela, tanto a Igreja Episcopal como a Igreja Anglicana do Canadá vêm realizando casamentos entre parceiros do mesmo sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a Igreja Anglicana tenha, no Arcebispo de Canterbury, uma espécie de patriarca no modelo católico do Bispo de Roma – o Papa –, sua organização é mais descentralizada. Por outro lado, embora tenha lá suas semelhanças com os movimentos protestantes do cristianismo, também não é uma igreja protestante. É praticamente católica em seus ritos, adora a Virgem Maria. Tem, com a Igreja de Roma, uma relação íntima como aquela mantida com os Católicos Ortodoxos. Não raro, sacerdotes anglicanos deixam sua igreja para serem nomeados sacerdotes católicos. São mais parecidos que diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, nesta última semana, líderes anglicanos de todo o mundo pediram às Igrejas dos EUA e do Canadá que não enviem representantes oficiais às reuniões da Comunhão Anglicana, que agrupa os principais sacerdotes. Na Grã-Bretanha, os fiéis estão divididos. Uns defendem que o exemplo norte-americano e canadense deve ser seguido; outros acham que trai a Bíblia. Mas a maior oposição vem dos anglicanos da África, imensamente mais conservadores. Temem que uma aceitação do homossexualismo pode levar fiéis a bandear para igrejas protestantes ou, até mesmo, para o Islã. E mesmo o apoio do arcebispo sul-africano Desmond Tutu, Nobel da Paz, não adiantou muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo tipo de crise atingiu a Igreja Anglicana há algumas décadas, quando passou a ordenar mulheres. Hoje já não causa tanto choque. E o pedido de que não venham representantes oficiais para a Comunhão não é visto como censura – representantes virão, ao longo deste semestre, para que apresentem suas visões. O processo, no entanto, será traumático e doloroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema é que as transformações sociais do século 20 foram intensas, profundas e muito rápidas. Nos anos 40 e 50, Karol Wojtilla não era visto como um reacionário. Dentro de um país particularmente conservador como sua Polônia natal, ele foi um dos primeiros padres a falar abertamente sobre sexo com os jovens. De maneira alguma para incentivar sexo antes do sacro matrimônio, mas para reconhecer tentações e discuti-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em finais dos anos 70, quando foi alçado a papa, ele trazia outros dois trunfos. Um, o de ser um bispo que vinha de trás da Cortina de Ferro, que de fato conhecia o mundo comunista em suas entranhas. João Paulo II é um dos grandes responsáveis pela queda do Comunismo em seu país e, portanto, pela crise que seguiu, culminando com o desmantelamento da União Soviética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi também o papa que terminou uma longa tradição anti-semita na Igreja Católica Romana. Era importante, no contexto da Guerra Fria, porque Israel era importante no Oriente Médio. E era importante porque a Igreja teve um papel deprimente durante a Segunda Guerra: ela se calou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acontece que estas são questões que não existem mais – e Wojtilla permaneceu papa uns 15 anos além. A Revolução Sexual se firmou, a sociedade é outra, há novas expectativas. Conseqüências da Revolução Sexual são que mulheres não ocupam mais, no mundo, posições subalternas; o casamento entre homossexuais está a um passo de ser reconhecido. Talvez demore alguns anos, ainda, mas nos grandes centros urbanos já tem legitimidade social. E sexo antes do casamento, na verdade, é uma questão irrelevante. Não existe mais – soa como arcaísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que a Igreja Católica Romana volte ao mundo real, terá de lidar com essas questões. Não será fácil, pois os movimentos conservadores ainda são fortes. O problema é que, no momento em que ela não representa mais o bojo das pessoas, perde a relevância. Deixa de fazer parte da vida comunitária e passa a ser apenas uma tradição, uma coisa do passado que, lentamente, vai sendo esquecida. Não é difícil perceber esses efeitos em países como o próprio Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estourou agora quinta-feira, numa reunião em Brasília, a notícia de que João Paulo II tinha sido novamente internado, desta vez para uma traqueostomia, um representante da CNBB comentou: “Já vai tarde”. Parece de uma crueldade, de um anticatolicismo absoluto. Mas está na hora de um novo papa. Não será fácil: precisará mudar muita coisa e rápido, coisas que já deviam estar sendo mudadas, lentamente, há duas décadas. Vai ser difícil e talvez não seja questão de sobrevivência. Mas de manter-se relevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) por Pedro Dória. &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;amp;pageCode=10&amp;amp;textCode=15613&amp;amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110958644489371504?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110958644489371504/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110958644489371504' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110958644489371504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110958644489371504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/o-papahomossexualidade-nova-face-do.html' title='O Papa:homossexualidade é a nova face do mal'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110958539856836446</id><published>2005-02-28T10:09:00.000Z</published><updated>2005-02-28T10:18:40.356Z</updated><title type='text'>Reportagem: BR 163</title><content type='html'>&lt;strong&gt;UMA ESTRADA À MARGEM DA HISTÓRIA&lt;/strong&gt; (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23.02.2005  Um dia, o Governo Federal achou por bem traçar duas estradas, uma de norte a sul, outra de leste a oeste, cruzando a Amazônia. Ao longo dos anos 70 e 80, ainda durante o Regime Militar, espalharam-se à beira de ambas, principalmente da que ia de Cuiabá a Santarém, uma série de colônias. É neste entorno que ocorrem os conflitos que levaram à morte a irmã Dorothy Stang.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a democracia e a pressão ecológica, quem foi para lá se transformou em transtorno – e vilão. Com ou sem motivos, o Estado faltou com suas promessas. Para conhecer a situação, NoMínimo foi a Guarantã do Norte, última cidade de Mato Grosso antes da divisa com o Pará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação fundiária é tão confusa que, ainda hoje, Mato Grosso e Pará disputam a posse de 2,4 milhões de hectares – cada hectare são 10 mil metros quadrados – nos arredores. Embora diariamente o cartório de Guarantã registre compras e vendas de terrenos, quase ninguém tem título de propriedade. Oficialmente, as terras amazônicas, não apenas de lá, pertencem à União.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, em toda a região, a história começa pela estrada que faz seu canto de chamado ao norte, onde a terra é muita. Assim como a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Murillo Valle Mendes estava atrasado. Reunidos na sede do Lions Clube, os empresários mordiscavam ansiosos os comes do bufê, a festa preparada, os envelopes lacrados com propostas. Mas Murillo não chegava. Num canto do salão, Samuel Mendes – seu sobrinho, ou filho, ninguém sabia ao certo – tentava contato telefônico. Não conseguia. Devia estar voando ainda. A meia hora de atraso virou uma, então duas. Três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Samuel havia chegado fazia uns quinze dias a Guarantã do Norte, a última cidade em Mato Grosso antes da divisa com o Pará, a 725 quilômetros de Cuiabá. Consigo, trazia tratores alugados na região, caminhões, um sorriso e o crachá da Mendes Júnior. Registrou-se no hotel, explicou que cuidaria da pavimentação da BR-163. Sua empresa ganhara a concorrência. Algo a ver com as PPPs do governo Lula – era obra grande. No trecho mato-grossense da estrada, ainda são uns 20 quilômetros de terra na estiagem, lama na chuva, serviço para uns 14 milhões de reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Doria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma madeireira a pleno vapor atrás da prefeitura&lt;br /&gt;Samuel não parou de trabalhar um segundo durante os últimos quinze dias de janeiro. Colocou anúncio procurando pedreiros e serventes, contratou tantos quanto apareceram. Então, no lado paraense, começou a erguer o acampamento. Acordou a compra de um hotel para os engenheiros e executivos da empreiteira, com um cheque da dona do hotel adquiriu uma farmácia para dar apoio às obras e tratou de levar os medicamentos para o posto avançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitou a cooperativa Cira Braço Sul e fez uma proposta à diretoria. Teriam a exclusividade no fornecimento de leite e queijos para o restaurante do acampamento, a licitação seria ajeitada para isso, mas em troca precisariam oferecer uma ajuda de custo – 10 mil reais. Visitou cada loja de material de construção, cada empresa de telefonia, de elétricos – visitou quem pôde e, para quem aceitou, quase todos, sugeriu acertos equivalentes, invariavelmente maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma certa aura de felicidade, contágio pela simpatia de Samuel talvez, ou pelo alívio de que o pesadelo da lama estava para chegar ao fim, espalhou-se pela cidade. E ele parecia ter gostado de Guarantã, até comprou uma fazenda. Não que fosse tudo em paz – uma equipe da emissora local da Record foi expulsa do acampamento aos berros. Samuel só dava entrevista à Globo. Mas era para o bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enfim conseguiu contato com o telefone do presidente da Mendes Júnior. Tinha sido uma pane no avião, algo assim – estava parado em Sinop. Samuel Mendes pegou o carro para buscá-lo e nunca mais voltou. Levou 1,5 milhão de reais consigo, carteiras de trabalho, pilhas de caixas de remédio. Na empreiteira, ninguém sabe de qualquer contrato para pavimentação da estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma terra sem homens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Doria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Táxis usam o sinal perpendicular para correr na estrada&lt;br /&gt;A estrada: 3.995 quilômetros que cortam o mapa brasileiro do Rio Grande do Sul ao Pará, 1.760 quilômetros no trecho Cuiabá-Santarém, o maior corredor de escoamento do país. É por ela que segue para o mundo boa parte da soja que engorda o PIB, é em suas bordas que alguns dos piores conflitos agrários acontecem, nos seus arredores caiu morta a irmã Dorothy, como caem milhares de anônimos. Foi ela que embalou no rumo norte o sonho militar do Brasil Grande. Integrar a Amazônia para não entregar. Uma terra sem homens para os homens sem terra. Uma cicatriz de barro e asfalto ao longo da maior floresta tropical do mundo, sem a qual o Brasil não seria viável economicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guarantã do Norte é como todas as cidades amazônicas à beira da Cuiabá-Santarém – da BR, como a chamam. Os humores do povo vêm e vão de acordo com as chuvas, com a trafegabilidade. A cidade, como algumas ao sul, como tantas ao norte, foi criada para que a estrada existisse. Em 2004, um único pequeno fazendeiro perdeu 700 mil reais em soja porque os caminhões não atravessaram a lama em tempo. Na pequena delegacia civil, há uns risinhos de corredor por conta da história de Samuel Mendes – risinhos que disfarçam a compreensão. Não há tanta ingenuidade, outros golpes não vingariam – mas este envolveu a estrada, sua esperança mais cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A marca da estrada, o contraste entre lama e asfalto, sente-se em cada veículo. Nas picapes, melhores e piores, que circulam pela cidadezinha. Nos táxis. Nenhum apresenta o sinal TÁXI no capô paralelo ao pára-brisa; estão todos de lado, quem vê o carro de frente não lê. Os motoristas mais jovens surpreendem-se ao descobrir que no resto do mundo é diferente. Mas fica ali, perpendicular à frente mesmo, para que o vento não o leve longe quando está na estrada a 110 por hora ou mais. O asfalto pouco dá sede de correr. Todos correm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A marca está também nas motocicletas – o segundo veículo de quase todos é uma moto e, porque quem usa o segundo veículo costumam ser as mulheres, às vezes parece, de cada três motos, duas têm uma mulher no comando. Mas a experiência da estrada encontra-se, principalmente, nos inacreditáveis jericos. São carros artesanais, como que carroças levadas a motor de diesel, a partida muitas vezes dada pelo puxar de uma corda, pedais de madeira, volantes e marchas de carro velho, uma lona que proteja da chuva. É a picape dos pobres que atravessa a lama que carro popular não enfrenta, seu motor faz um po-po-pó na combustão que serve de trilha sonora para Guarantã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A BR é como a linha de trem no faroeste que faz seu chamado. Se no faroeste americano as ruas eram de chão, mas nos saloons as moças vestiam veludo francês, algo parecido ocorre aqui. Em tudo quanto é lugar em que se entra em Guarantã, estão lá um ou mais computadores ligados à Internet por banda larga. Rarissimamente os monitores têm tubo de imagem. São flat, a última tecnologia que na cidade seria um luxo. Não é uma cidade descolada da modernidade: todos têm celular, tevê a cabo e, quando há dinheiro, ar condicionado. É quente no verão, de um calor desagradável, úmido, que empapa a roupa mesmo de quem não está se mexendo. Um armário embutido para a cozinha feito de mogno sai por uns 700 reais. Afinal, na linha do horizonte ao redor todo, sólida, intransponível, fica a mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só é intransponível por impressão. Há 25 anos, Guarantã do Norte não existia. Era Amazônia fechada. Há 35 anos, enquanto o resto do Brasil celebrava o tri no México, caminhavam desconhecidos por aquela mesma terra os índios kreen-aka-rorê, ou panarás, que tinham parca idéia da existência de uma gente diferente no além mata. Aí veio a estrada. Então, os colonos. Vieram o ouro, a malária, as madeireiras, o gado, a soja; os garimpeiros, os posseiros, os pistoleiros, os grileiros, os grandes proprietários, os sem-terra. E, no fundo, todos parecem ter sido um pouco de tudo em algum ponto de suas vidas: sem-terras, garimpeiros, posseiros, grileiros, proprietários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro contato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Doria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BR-163: embalando os sonhos rumo ao norte&lt;br /&gt;Quando Cláudio Villas Bôas atravessou o rio Peixoto de Azevedo no dia 2 de fevereiro, em 1973, tinha 57 anos. Na margem para a qual se dirigia, ariscos, um grupo de panarás o esperava – Cláudio oferecia uma faca de presente. Queria dar-lhes pessoalmente, eles preferiam que a depositasse numa árvore para pegarem-na. Não falavam nenhum dos dialetos que o antropólogo conhecia. Um encaixou flecha no arco, esticou a corda – outro mandou que baixasse a arma. Cláudio fingiu machucar o pé, caiu no chão ganindo. Curioso, um terceiro panará aproximou-se. Cláudio o abraçou. Do outro lado do rio, seus companheiros de expedição riam. Era alívio da missão cumprida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma longa missão. Os panarás tentaram contato pela primeira vez em 1967, quando se aproximaram em grupo de uma pista de pouso na Base Aérea do Cachimbo, alguns quilômetros ao norte dali. Um militar desastrado, achando que se tratava de ataque, abriu fogo – eles debandaram, alguns mortos. Ficaram mais ariscos do que já eram. Mas, quando o governo Médici anunciou os planos conjuntos de traçar duas grandes estradas, uma de leste a oeste, outra de norte a sul, cruzando a Amazônia, o isolamento teria de chegar a um fim. Os operários empregados na Cuiabá-Santarém fatalmente cruzariam seu caminho e o resultado desse encontro traria conseqüências imprevisíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A missão de contato coube aos irmãos Orlando e Cláudio Villas Bôas, fundadores do Parque Nacional do Xingu, talvez os maiores conhecedores das coisas indígenas. A expedição teve início em janeiro de 1972, quando as obras da estrada, tocadas pelos 8o e pelo 9o Batalhões de Engenharia e Construção, já estavam iniciando. Um operário chegou a ser flechado na perna – e o governo não admitia qualquer atraso. Os tratores, as serras-elétricas, estava tudo em franca operação. Quando o presidente Ernesto Geisel inaugurou a Cuiabá-Santarém, em outubro de 1976, os índios já haviam sido transferidos para o Xingu, o leito da estrada fora elevado, tudo devidamente terraplanado – mas em quase toda extensão só havia mato ao redor. E, até hoje, apenas 40% do percurso está pavimentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos seguintes, veio o esforço de colonização – em Guarantã, os pioneiros chegaram entre o final de 1980 e meados de 81.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PARTE II: A MORTE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A irmã Vanda Heleusa vira as páginas de seu caderno de espiral, as pontas das folhas amareladas pelo tempo. Irmã Vanda sorri, um sorriso plácido de que nada pode incomodá-la, de que está em paz e que ajudará em todo o necessário. Sempre. “Mortos, mortos”, ela balbucia para si mesma e vira as folhas, leva polegar e indicador aos lábios para umedecê-los e tornar a virar: “Está por aqui, eu tenho esses números, lembro que anotei”. E então a tabela se mostra: natimortos, causa malária, outras causas, homens, mulheres, crianças, até 81, até maio de 82; e, além da tabela, uma longa lista de nomes, cada um com data ao lado. Cada nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plasmódio só existe onde há calor, mosquitos anófeles e gente. Na saliva do mosquito fêmea, o protozoário se reproduz e toma forma de esporos. Perante contato com sangue humano, os esporos seguem para o fígado, onde se dividem, passam por uma metamorfose e de lá são bombeados coração afora. Pouco após uma semana da picada, vêm as dores de cabeça, no corpo, o fígado começa a processar violentamente, enche-se duma bile escura – vômito preto. Febre, tremores. Falência hepática, renal, líquido nos pulmões, convulsão, coma. Morte. Não havia hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em finais dos anos 70, as Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário viviam no Mato Grosso do Sul, perto da fronteira com o Paraguai. Centenas de famílias brasileiras ocupavam terras arrendadas no país vizinho, uma crise que se incrementava a cada segundo. O general Alfredo Stroessner as queria fora. Na virada para 1980, as irmãs escreveram ao general João Figueiredo pedindo ajuda – notícia de ajuda chegou na Páscoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando cheguei lá, chamei as irmãs e falei, 'gente, vocês pensem duas vezes, porque tem malária, é mato fechado', e aí, quando elas vieram, e vieram uns homens para conhecer, levei eles no garimpo, mostrei o lugar, já tinha a Cotrel, e o pessoal achou bom, quis vir.” Aos 53 anos, José Humberto Macedo é o prefeito de Guarantã do Norte – e nome do estádio municipal. Em finais de 1980, ele tinha 25 anos, era o executor do Incra no Projeto de Assentamento Conjunto Incra-Cotrel, o homem do governo federal naquele cantão da Amazônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros a vir, em dezembro de 80, não foram os brasiguaios, foram gaúchos de Erechim, cujas terras Brasília fez alagar para a construção da Barragem de Paço Real – não havia obra pequena no tempo militar. Faziam todos parte de uma cooperativa, a Cotrel, e a Cotrel criou filial no norte do país para fornecer algum tipo de infra-estrutura aos associados. Cada uma das 1.200 famílias gaúchas ganhou um lote de 100 hectares para desmatar, semear, erguer casa e viver à beira da Cuiabá-Santarém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A irmã Cleunice que teve a idéia de a gente acompanhar os brasiguaios, ela disse que se alguma outra das irmãs acompanhasse ela ia também, a irmã Glícia falou que vinha e uma sobrinha dela, a Maria Lúcia, estava procurando alguma coisa e quis vir e eu morava no sul, na época, num seminário, e acabei topando a parada”, lembra irmã Vanda. “Porque a gente tinha participado desse processo de encontrar um lugar, não é? - e então a gente sentia que tinha uma responsabilidade nisso. Aí passamos 80 preparando a mudança, dividindo os grupos e, essa foi uma idéia da irmã Cleunice, em cada grupo ela procurava botar alguém de mais estudo porque aquela seria a professora, você vê, as crianças só perderam o ano de 81, em 82 já tinha escola. De dois em dois dias, quatro ônibus vinham, a estrada era de terra ainda, e começamos a chegar em junho de 81. Até setembro foi terrível.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No total, o Incra assentou 500 famílias de brasiguaios, 2.177 pessoas. Em uma semana, veio a febre. Quase todo mundo teve. Quase toda família perdeu alguém. Em duas famílias, morreram pai e mãe. Numa delas, a criança mais nova não tinha 10 anos. Os primeiros caixões, fabricavam-nos com madeira de lei. Depois davam as tábuas para que as famílias construíssem elas próprias. No fim, enterravam os corpos embrulhados em lençóis. Primeiro enterraram nos próprios lotes, depois o executor José Humberto demarcou uma área para o cemitério – em um ano, parecia plantação de cruzes. Antes do primeiro ano bom: 10 adultos, 4 adolescentes, 21 crianças, 49 natimortos. Ninguém chega a uma conclusão a respeito do número final. “Mas, para cada morto, nasciam dez” emenda o prefeito. Ele se casou com a menina Maria Lúcia, sobrinha de uma das freiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corpos, urubus e orgias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Doria&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Estádio Municipal, que leva o nome do prefeito  &lt;br /&gt;Após o primeiro contato com os panarás, em inícios de 1973, tudo pareceu festa. Pelos cálculos dos irmãos Villas Bôas, a população indígena descoberta nos arredores do que seria Guarantã do Norte poderia ter algo entre 300 e 600 pessoas espalhadas por dez aldeias. Começaram a morrer de gripe. De malária, índio não cai, mas o gripado de branco e de preto leva das dores do corpo à febre, à morte. Assustados, sem entender exatamente o que se passava, não enterravam os corpos, largavam-nos para urubus e abandonavam aldeias, acuados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando começaram a morrer às dezenas, acendeu a luz vermelha na Funai e teve início a briga política. Cláudio Villas Bôas, que tinha feito o contato, foi destituído da responsabilidade e retornou ao Xingu. Ele e o irmão Orlando queriam férias – foram para o Japão. Embora ainda não inaugurada oficialmente, em 1973 mesmo a BR-163 foi aberta ao tráfego – e “O Globo” flagrou, na primeira página, uma índia panará pedindo biscoito a um motorista de ônibus. Desestruturaram-se – não queriam plantar, pedir comida era mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então veio o sexo. Índias, seduzidas pelos homens do Batalhão de Engenharia e Construção, terminavam em suas camas. Morriam de gripe, tinham diarréia por conta do açúcar que não conheciam e não queriam deixar de comer, morriam ao chegar em casa pelas mãos dos maridos enciumados. E depois das mulheres, foram os homens. Um sertanista, empregado da Funai, dentre os sucessores de Cláudio Villas Bôas, foi acusado em relatório oficial de apresentá-los à homossexualidade. Orgias no meio da mata. Muito rapidamente após a festa do primeiro contato, a situação dos panarás deteriorava-se a olhos vistos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta do Japão, Orlando e Cláudio entregaram-se ao jogo de gabinete, de corredores do Planalto. Queriam trazer os panarás para o Xingu, a alguns quilômetros dali. Nem todos os indigenistas achavam boa a idéia de tirá-los da região com a qual estavam acostumados. Mas, em janeiro de 1975, exatos dois anos após a travessia do rio Peixoto de Azevedo por Cláudio para o primeiro abraço, os panarás deixaram sua casa em aviões do exército. Sobravam 79 dos 300 a 600 iniciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de toda a década de 80, sua existência no Parque Nacional do Xingu foi sobrevivência e pouco mais. Na recepção, para o cumprimento, estava o chefe Raoni dos caiapós, seus inimigos tradicionais. Sentiram-se implorando por casa. Como eram muitas as mulheres, homens de outras tribos requisitaram-nas para casar. Os homens panarás encolheram-se. A taxa de natalidade caiu. As frutas com as quais estavam habituados, as carnes que comiam, não tinha nada do tipo no Xingu, outro ecossistema. Os rios tinham peixe pouco e diferentes. Arrancados da vida semi-nômade que tinham havia centenas de anos, foram lançados repentinamente no século 20. Parecia que rumo à extinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciclos econômicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terra que largaram, as novas colônias não tinham vida mais fácil. Nos primeiros anos de Guarantã do Norte, o gerador que fornecia energia ficava ligado até às 22h, fora nos picos de malária. Então, para que irmã Vanda Heleusa checasse cada lâmina ao microscópio, deixavam mais tempo de luz. Os colonos foram para plantar, mas o chamado do ouro foi mais forte. Estava lá, na beira dos rios, bastava cavucar a terra que tinha ouro, houve quem não precisasse sair do próprio lote para garimpar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com o ouro, além da riqueza, vieram as boates – que não são lugar para dançar, são prostíbulos –, a falta de higiene no garimpo de homens amontoados uns sobre os outros. Na primeira rua de Guarantã, abriu-se um corredor de lojinhas de Compro Ouro. Maridos largaram suas famílias, passaram a beber, e fazia calor o verão todo, todo verão, que era o momento de a malária correr sua foice. Sentado à sua mesa, o presidente local do Sindicato dos Trabalhadores Rurais dá um suspiro. Valter Neves de Moura tem 35 anos, veio criança. Hoje é ligado ao MST, mas foi como todos, grileiro, posseiro, garimpeiro. “Sabe, a gente que é daqui vê: a floresta tem seus segredos, ela também sabe se defender.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o preço do ouro despencou, rumo aos anos 90, quando já era preciso cavar um metro ou mais para encontrá-lo, vieram as serrarias – o ciclo das madeireiras. Entrava um sujeito na mata, marcava as árvores boas, vinha depois a equipe das motosserras. Até hoje, toda hora chega alguém e põe anúncio no rádio local angariando braços. O responsável chega com um topógrafo no meio da mata, diz que é para cortar 40 quilômetros num sentido, quarenta no outro, fecha o quadrado – põe abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2004, onze trabalhadores de Guarantã contratados para o grilo estavam calmamente derrubando um naco de Amazônia quando se depararam com pistoleiros contratados por outro interessado na terra. Foram mortos todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando a morte não vem e já não há árvore que preste, taca-se fogo, a cinza que sobra fertiliza – a terra vira capim para pasto ou, se não tiver morro, é boa para cereal, para arroz, para soja. Está no fim o ciclo econômico das madeireiras e no início o da nova febre: a soja, do PIB, da balança comercial, do Brasil que está crescendo. Quando a morte do homem não vem, quem morre é a mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duzentas cruzes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Doria&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dona Loredana: dolorosas memórias da colônia  &lt;br /&gt;Loredana Balbinot tem 37 anos – mas antes precisa fazer a conta para lembrar. Usa seus cabelos negros bem curtos, tinha 13 anos quando chegou com a família a Guarantã. Prosperaram. Ela, que era a mais velha, hoje é dona da principal farmácia: a Farmácia Catarinense. Seus dois irmãos homens são fazendeiros, as irmãs formaram-se todas, uma é médica. Loredana recorda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A gente morava na divisa do Paraguai, em Mundo Novo, e o pai puxava tora, quer dizer, ele roubava madeira, né?, do Paraguai, só que as coisas estavam ficando difíceis e as freiras lá da pastoral fizeram um cadastro de 500 famílias para virem para cá, o governo deu a terra para as freiras, e o pai veio aqui em maio de 81. Em julho ele voltou para buscar a gente, a mãe e sete filhos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isso aqui tudo era mata. A gente fez uma casa de palmeira, tinha muita palmeira de palmito aqui, e, como era época de seca, a gente fez essa casa de palmeira, com chão de terra mesmo. Dormíamos na tarimba, que é uma esteira de palmito com palha e folha. Acho que a gente viveu uns seis meses assim, casa mesmo, mais direita, a gente só foi ter nuns três anos, quando o pai derrubou uns paus e melhorou a casa; com assoalho, demorou uns quatro anos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Para comer a gente matava bicho do mato e plantava mandioca, milho, a gente já veio com as sementes. O feijão, o arroz, o óleo que a gente tinha trazido deu só pra uns vinte dias. Ia lá no vizinho para moer milho e dizia que era pro cachorro, que a gente tinha vergonha, mas era pra gente mesmo. Comia muito tatu e palmito, hoje não consigo nem ver palmito, tenho horror. De noite, aparecia onça pintada lá no barraco.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Então, teve um dia, acho que foi agosto, a gente chegou em julho e isso foi em agosto, a irmã Glícia foi perguntar pra mãe - o nome dela é Elita Camila, mas todo mundo chama a mãe de dona Carmen -, e a irmã Glícia disse ‘dona Carmen, a Loredana não quer trabalho?’, e eu fui lá prum hospital que tinha em Peixoto, ela levou umas oito meninas, e o médico topou comigo e disse ‘você tem cara de enfermeira’, acho que é porque eu era branquinha, que as outras eram moreninhas, porque ninguém tem cara de enfermeira, né?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aí eu lembro que nunca tinha ganhado tanto dinheiro. Assim, eu tinha o costume, achei que fosse trabalhar de doméstica, e lá no sul, se eu ganhava um, aqui eu fui ganhar oito vezes isso. Lembro que, com o primeiro salário, comprei 12 latas de leite Ninho pra Fernanda, que é minha irmã. Ela nasceu em fevereiro; então, tinha o quê? Uns sete meses. Aí, com o segundo salário, foi uma porca, um saco de trigo, uns sessenta quilos, três galinhas e um galo, que também não adiantava ter galinha e não ter galo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O pai derrubava mato pros outros, era disso que vivia. Aí, acho que foi no quinto ano da gente aqui, ele foi pro garimpo, mas antes ele construía escola pro Incra, era carpinteiro. Ele largou o garimpo rápido, montou uma serraria. Aqui não tinha médico, só ambulatório, e a nossa família deu sorte porque ninguém morreu de malária, mas acho que na nossa rua toda família perdeu alguém. Assim, das quinhentas famílias, depois duns três anos, acho que eram umas duzentas cruzes lá no cemitério. Até 93 ainda morria gente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas o pai fez um dinheiro tanto que a nossa casa, era lá que tinha a primeira tevê, e isso deve ter demorado um tempão, era uma tevê preto e branco, a gente de noite tirava a bateria do caminhão e ligava nela, e vinha todo mundo ver televisão, mas às vezes as velhas queriam ver novela e o pai chegava bêbado e mandava todo mundo embora porque ele queria ver futebol. Mas não era bêbado que batia, não, ele ia dormir. Ele separou da mãe, faz o quê?, uns anos, só. Mas é engraçado que eles ainda moram um perto do outro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No ano passado, teve aquele evento, um de slides, com as fotografias do início de Guarantã e a gente foi lá. Eu não sei, porque aquilo foi me dando um aperto, fui assim, me esquentando, abrindo a blusa, e não deu não, tive de sair.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PARTE III: A POSSE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em finais de 1991, um grupo de seis índios panarás retornou às terras que tinham deixado em 1975, pela primeira vez. O documentário norte-americano “Before Columbus” (“Antes de Colombo”) registrou a cena do encontro do chefe Akè Panará com um grupo de garimpeiros. Ele estava transtornado – seu discurso foi reproduzido no livro “Panará, a volta dos índios gigantes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A gente ficava aqui, neste trabalho”, disse Akè, de borduna e cocar, “Eu estou vendo e não estou gostando nem um pouco. Esta terra aqui era nossa. E agora eles comeram. Agora está tudo feio. Eu estou triste de ver o que foi feito aqui, o que a mão do branco fez. O lugar onde eu nasci. Destruíram tudo. Isso aqui era parte da nossa terra. Aqui era uma terra boa. Eu não gosto do trabalho dos garimpeiros. Vocês mataram a floresta. O rio acabou. Acabaram os peixes. Aquilo que a gente viu, aquele lugar, do avião, vocês não vão para lá, não.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na viagem, Akè e os seus encontraram apenas um trecho da região onde viviam em que a mata ainda era considerável. Estavam preparando um projeto de reserva – queriam deixar o Xingu, voltar para casa. Mas o resto de sua casa, por toda parte, era barro enlameado de estrada, barro enlameado de garimpo, pasto de boi, plantação e até barro de nada, barro abandonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Essa terra aqui, onde eu nasci, já foi. Lá, onde a gente viu, vocês não podem ir pra lá, não. Por que o chefe de vocês mandou vocês destruírem a nossa terra? O chefe de vocês tem que entender que vocês não podem ir pra nossa terra. Eu caçava aqui. Pescava aqui. Aqui era minha terra. Não é a terra de vocês. Se o chefe mandar branco pra lá, vocês acham que eu estarei de mão vazia? Não. Olha que eu estou aqui com a borduna. Eu não estarei desarmado se o chefe mandar vocês pra lá. Vocês comeram a terra aqui. Lá, eu vou estar com a borduna e nós vamos brigar. Olha esta terra, aqui. Eles comeram o lugar onde eu nasci. Tudo acabou. Eu vou explicar pro chefe dos brancos que vocês acabaram com tudo, com a floresta e com a água.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 1995 e 96, os panarás todos voltaram, uma nova casa demarcada entre os municípios de Guarantã do Norte e Altamira (PA). Em outubro de 1997, a Justiça deu ganho de causa aos índios panarás, num processo movido contra Funai e União para reparação de danos. Foi a primeira vez que um povo indígena venceu causa do tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogo de máscaras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geraldo Sehn tem 41 anos, 23 passados em Guarantã do Norte, última cidade antes do Pará na Amazônia mato-grossense. “Olha, nós viemos de 2.500 quilômetros para cá. Se quer nos tirar, vai ter de tirar no caixão. A gente não teve nenhum financiamento, abrimos isso aqui tudo no peito. Eu sou grileiro. O sujeito que vai hoje para o Pará e abre uma picada, é esse que quer terra mesmo, não são esses sem-terra aí. Porque ele vai lá, ele abre e planta. O fazendeiro, não, ele nem ocupa e já vai demarcando.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grileiro: o homem que chega numa terra aparentemente sem dono, desmata, ocupa, revende. Posseiro: faz o mesmo, mas planta ou põe gado – mora. Colono: chegou por convite ou imposição do governo federal. Fazendeiro: grande ou pequeno proprietário, não importa, produz em sua terra – que ganhou como colono, comprou de grileiro ou fez-se dono posseiro. Sem-terra: aquele que acampa na beira da estrada e vez por outra invade fazenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, no fundo, nenhuma destas palavras parece importar muito. São usadas com flexibilidade, o grileiro confunde-se com o posseiro, com fazendeiro ou com o colono. Não raro, um lança olho interesseiro na terra do outro, na terra de ninguém. Ser grileiro, posseiro, fazendeiro ou colono é questão de momento da vida, não de fato consumado. E confundem-se todos até mesmo com os sem-terra, porque se é grileiro contratado por latifundiário para abrir picada num dia, feito o serviço, vai para a beira da estrada no outro erguer a bandeira do MST.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aqui em Guarantã, as coisas estão melhores, já não há tanta violência.” Geraldo Neves de Moura, 35, é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, ligado à CUT e ao MST. “Já fui garimpeiro, desmatei irregularmente, hoje sou agricultor familiar. A gente já aprendeu a fazer as coisas, já sabe que não pode desmatar na beira de rio, já sabe como fazer a queimada só dum trecho sem comprometer a mata, a gente só faz queimada aqui depois do período seco, depois de duas chuvas. Mas, de vez em quando, ainda tem problema, ainda topa com pistoleiro. Lá em cima, no Pará, compara com Gaza. Não tem diferença.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em novembro último, justamente quando um grupo de técnicos chegaria para uma sindicância interna na sede do Ibama em Guarantã, as janelas laterais do prédio foram arrombadas, espalhou-se gasolina pelos arquivos. O incêndio lambeu tudo. As madeireiras acusam o órgão de corrupção, de que têm de dar dinheiro para conseguir licenças de venda mesmo quando legítimas. A investigação ainda corre na Polícia Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portarias e vacas leiteiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Doria&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vista aérea do que foi a Amazônia  &lt;br /&gt;Dono de terra quase ninguém é – não com escritura lavrada em cartório e com selo da República. Na Amazônia, as terras todas são da União. Mesmo nos casos de colonos que tiveram suas terras submersas no Rio Grande do Sul, que foram indenizados com a promessa de 100 hectares no norte, título ninguém vê. E, sem título, não há como pegar empréstimo no banco. Como, sem título, ninguém tem qualquer segurança de propriedade, um pode invadir o que é do outro e, vez por outra, da briga sobram defuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto Cesário tem 65 anos. É o seu Betinho – fala mal: confunde concordâncias, troca o l pelo r, acusa o primário incompleto. Suas contas de cabeça têm velocidade atordoante, conhece profundamente legislação ambiental, burocracia sobre terras e seu negócio. Faz melhoramento genético em gado, vende embriões puros de origem, bicho premiado, tecnologia de ponta. É nervoso, talvez tímido – “às vezes pra falar dá uma tremedeira na barriga” – e preside o Comitê Pró Regularização Fundiária do Norte do Mato Grosso. Rapidamente explica que é coisa de fazendeiro, mas não tem nada a ver com a UDR – “a gente tem grande, mas também tem pequeno”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sabe qual é o problema do título?”, seu Betinho pergunta para responder na seqüência. “Uma vaca boa produz 15 litros leite por dia, mas custa 1.500 reais cada. Uma vaquinha qualquer produz uns três litros. Se o sujeito compra cinco vacas boas e uma ordenhadeira mecânica, a filha dele, o filho, vão ajudar e ele vai produzir 75 litros por dia, vai vender o leite, vai fazer queijo, a gente tem uma muzzarela boa aqui, que vende no Rio, em São Paulo. Não é dessa muzzarela que esfarela, não. Mas, se ele só tem vaquinha fraca e não tem dinheiro para ordenhadeira, então ele não sai do lugar, fica sem dinheiro, o filho e a filha vão pra cidade, e na cidade vão ser o quê? Vão trabalhar em quê? Ela vai se prostituir, ele vai se meter com vagabundo. Sem título, não tem empréstimo, não tem vaca boa, o filho vai embora.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de Betinho uma das propostas que o governo mato-grossense fez ao Planalto, mas que não trouxe resposta. Em troca da regularização de suas propriedades, os fazendeiros deixariam 50% do total como reserva de mata virgem mais quaisquer nascentes ou caminhos de rio e, do que sobrasse, abririam mão de um percentual para assentamento de sem-terra. Em troca, teriam título. O MST gostou. Brasília diz que não pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em fevereiro agora, os com-terra fecharam a Cuiabá-Santarém na altura de Guarantã do Norte para ver se recebiam uma resposta. Foram ignorados – estão pensando em fechar de novo. O problema é que, embora a Constituição de 1988 reconheça o direito às terras para quem já vive há muito num local, o mecanismo de repassar a posse ainda não foi regulamentado pelo Incra. Falta uma portaria. Ano passado, o próprio Incra ameaçou a retomada de quatro fazendas. Aí desistiram – se acontecer, ninguém diz com todas as palavras, mas terá sangue. Todo mundo sente a lâmina no pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o próprio punho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Doria&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Seu Betinho, ruralista: proposta agradou ao MST   &lt;br /&gt;Há outra ameaça, vem do Pará. Poucos dias antes do assassinato da irmã Dorothy, o governador Simão Jatene enviou à Assembléia Legislativa um projeto-de-lei para o zoneamento do Estado. O Vale do Quinze, próximo a Guarantã, mas em terras paraenses, pode virar Área de Proteção Ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A região – 2,4 milhões de hectares – é disputada. Quem primeiro a descreveu foi o francês Henry Coudreau, em finais do século 19, no livro “Viagem ao Tapajós”. A partir deste trabalho, em 1919, o governo federal delimitou as divisas entre ambos os estados cruzando a Cachoeira de Sete Quedas, como sugerido por Coudreau e, depois, pelo Marechal Cândido Rondon. O traçado da fronteira foi concluído em 1952 pelo IBGE – mas o governo de Mato Grosso contesta. Os técnicos do IBGE, dizem, confundiram o Salto de Sete Quedas do decreto de 19 com uma quase homônima, a Cachoeira de Sete Quedas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A causa está na Justiça Federal há anos. Se Mato Grosso vencer, a região do Araguaia, a Base Aérea do Cachimbo, um bom naco do sul paraense passa à sua responsabilidade. Por ali, há quem tenha título eleitoral de um estado e do outro. “Se tem coisa que a gente tem horror a ouvir é em APA” – diz um. E, perante a ameaça de ver suas terras transformadas em APA, os fazendeiros do Vale do Quinze preferem estar em Mato Grosso. Lá, o governador Blairo Maggi é produtor de grãos – uma espécie de herói local. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento dos produtores é de que os ecologistas só pensam no macro, em grandes áreas de proteção, e não nas pessoas que vivem ali. “É a gente quem planta, que sustenta o Brasil, não são os engravatados.” Chamam as ONGs de máfia verde. Crêem que deviam, ao invés de ficar traçando APA que ninguém consegue fiscalizar, dedicar-se ao ensino do manejo sustentável da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As famílias que migraram para Guarantã do Norte, Mato Grosso, ao longo da década de 1980 deixaram o próprio sangue na região – e sangraram a mata. Algumas prosperaram, outras não. Em uma das cooperativas, todo mundo tem o nome no Serasa. Há meninas bonitinhas que encaram os homens que passam, olhos nos olhos, e quem não conhece os códigos não entende de imediato que são prostitutas. Algumas com bem menos de 18 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se a impressão é de que nestes últimos anos perderam todos um quê de suas dignidades, isto não é verdade. Foi justamente o contrário. Quem está lá é porque sobreviveu, como diz um jornalista local, “com o próprio punho” – e é mais que um ato falho a troca de “mãos” da expressão pela palavra punho. Não há nenhum inocente – mas todos são vítimas das mudanças políticas, contradições, indecisão e mesmo ignorância do Governo Federal. Em todos, inclua-se na lista, também índios, também a Amazônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epílogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para chegar a Guarantã do Norte é preciso pegar a BR toda vida, ou seguir de avião, um bimotor da empresa aérea local Cruiser. A passagem é cara, dá quase 900 reais o percurso de ida e volta, e a viagem longa, quase três horas, com escalas, uma para reabastecimento. De cima, indo ou voltando, a paisagem de todo Mato Grosso parece ser uma grande lavoura de soja. Às vezes, aqui e ali, os rios foram respeitados, há um braço verde para abraçá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aeroporto de Guarantã, onde táxis esperam os recém-chegados, fica ao lado dum pasto e, dele, de longe, mira-se uma linha verde de árvores. O avião atrasou quase uma hora na viagem de retorno – mas já estava aterrissando quando chegaram os índios, um senhor de bermuda e cocar e um casal de adolescentes. Todos com camadas de tártaro nos dentes que restavam. Quando Cláudio Villas Bôas os encontrou, há 33 anos, os panarás tinham dentes perfeitos, a mudança na dieta lhes foi desastrosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei ao senhor se poderia fotografá-lo, ele fez que não, mal-humorado. Então, o rapaz me procurou, falando português de estrangeiro que ainda não dominou a língua. “Você paga eu, fotografa ele.” O velho sorriu largo, esfregando polegar e indicador na minha direção. Sorri, agradeci, deixei passar a oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) por Pedro Dória. &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;amp;pageCode=54&amp;textCode=15564&amp;amp;date=currentDate&amp;contentType=html"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110958539856836446?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110958539856836446/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110958539856836446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110958539856836446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110958539856836446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/reportagem-br-163.html' title='Reportagem: BR 163'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110958500091714164</id><published>2005-02-28T10:03:00.000Z</published><updated>2005-02-28T10:03:20.916Z</updated><title type='text'>Amazônia: Novos Parques de Papel</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Lula e a Amazônia: tudo errado &lt;/strong&gt;(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23.02.2005 |  Quis o destino que a chegada do Exército brasileiro ao Pará, em operação contra os conflitos agrários, ocorresse na mesma semana dos 60 anos da tomada de Monte Castelo. No Rio, para celebrar a vitória da FEB na Segunda Guerra, a batalha histórica da Itália foi encenada no meio da cidade – não por atores, mas pelos próprios militares. Na região de Anapu, onde a missionária Dorothy Stang foi assassinada, o desembarque dos soldados foi mais patético, porque ali o teatro era real. Num momento em que o Exército poderia ser bastante útil ao país, as cenas dessas pantomimas militares são o melhor símbolo da desorientação do governo sobre o que fazer com a Amazônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comemoração dos 60 anos de Monte Castelo é um ato importante, sobretudo pela presença emocionante dos velhos ex-combatentes que ainda estão vivos e firmes. Mas a encenação montada para reproduzir a batalha, com uma tropa de verdade constrangida a rastejar no meio da rua e simular explosões de festim, fez soar o alarme do ridículo. Pelo simples fato de que logo ali, um pouco mais ao norte, existem quase 5 milhões de quilômetros quadrados de território brasileiro precisando de brasileiros que possam defendê-lo – a sério – da barbárie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cenas da chegada de pelotões do Exército a Anapu também deixaram claro, logo de cara, que aquela operação não era para valer. Soldados se atirando de um helicóptero e rastejando num campinho de futebol, em posição de ataque, como se estivessem em Monte Castelo a poucos metros das baterias alemãs. Puro show para as câmeras de TV. O alarme do ridículo já começa a ficar rouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A convocação do Exército pelo governo federal para a ocupação no Pará não é séria porque foi feita com embalagem de intervenção policial no conflito agrário. Sabe-se como termina esse tipo de ação, até pelas experiências nos casos de violência urbana: o Exército ajuda os governos a espalhar uma sensação de proteção e logo depois volta para o quartel, porque não pode se transformar em polícia do dia para a noite. Enquanto isso, continuam lá, de um lado, os quase 5 milhões de quilômetros quadrados ao Deus-dará, e de outro, o poderio das Forças Armadas totalmente ocioso – desde que as guerras e as conspirações saíram de moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da encenação com soldados bancando répteis em campinho de futebol, o governo adotou uma outra medida após o assassinato da missionária, esta no campo legal. Criou uma reserva ecológica de mais de 3 milhões de hectares, onde fica proibido tocar na floresta, e embargou o corte de árvores em mais 8 milhões de hectares, ao longo da BR-163. Na mesma canetada, criou mais alguns parques de menor porte. O que alguém precisava soprar ao presidente da República é que, neste Brasil grande, não faltam parques, reservas, nem unidades de conservação ecológica. Ao contrário: sobram, e ninguém sabe direito o que fazer com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é o país dos parques de papel. São exatamente como esses que Lula acaba de criar, que passam a existir a partir de uma canetada e de alguns gráficos em jornais, mas que ao nível do chão, ali no meio do cipoal, ninguém é capaz de ligar o nome à pessoa. No máximo consegue-se demarcá-los (em processos que levam anos), o que muitas vezes só serve para que ecologistas bissextos passem por ali e denunciem que a floresta continua sendo devastada, estuprada etc. etc. Mas agora é tudo “dentro do parque” – o que, sem dúvida, dá um sabor bem mais amargo à denúncia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a resposta do governo ao assassinato da irmã Dorothy é essa nova safra de parques de papel, o crime terá compensado. O que a floresta amazônica precisaria, antes de mais nada, era de um zoneamento sério para suas atividades econômicas. É um trabalho difícil e minucioso, mas nada é fácil quando se trata de civilizar a Amazônia. Uma experiência desse tipo foi realizada em Rondônia no fim dos anos 80 e, mal ou bem, reduziu as taxas de destruição daquele que era o estado mais devastado da região. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que adianta embargar os cortes de árvores em uma imensidão de 8 milhões de hectares (quase o tamanho de Portugal)? Por quanto tempo será possível manter essa tranca, e como fazer para resguardá-la? Quantos Ibamas seriam necessários para que, a cada naco gigante desses de floresta ameaçada, se resolvesse colocar todo mundo para correr (madeireiros, boiadeiros, índios, caboclos, até o mais miserável dos ribeirinhos)? A economia amazônica é um pouco mais complexa do que querem os burocratas. Sem um mínimo de planejamento territorial, numa terra onde o Estado leva uma vida para chegar, má fé e sobrevivência acabam misturando-se no mesmo e incontrolável faroeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ironia, o próprio Exército já iniciou vários projetos visando esse tipo de ordenação territorial-econômica-ecológica. Mas os governos sempre negam-lhe o dinheiro suficiente – que nem é tanto assim. Seria uma das missões mais nobres dos militares na história brasileira: ajudar a ordenar a ocupação da Amazônia e ir a campo zelar por ela. Não como polícia para caçar pistoleiro, mas como avalista da ocupação civilizada da metade mais problemática (e potencialmente mais rica) do território nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que tudo indica, porém, o governo prefere mesmo o Exército como protagonista de videoclipe na selva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Por Guilherme Fiuza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ler &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;amp;pageCode=5&amp;amp;textCode=15526&amp;amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110958500091714164?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110958500091714164/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110958500091714164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110958500091714164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110958500091714164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/amaznia-novos-parques-de-papel.html' title='Amazônia: Novos Parques de Papel'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110955751605893828</id><published>2005-02-28T02:25:00.000Z</published><updated>2005-02-28T02:25:16.056Z</updated><title type='text'>2ª Aparição do Papa</title><content type='html'>&lt;strong&gt;POPE WAVES FROM HOSPITAL &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;28.2.2005. 09:53:06&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pope John Paul II has made a surprise appearance at his hospital window, his first since undergoing throat surgery last week, waving to crowds and making the sign of the cross.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio na &lt;a href="http://www9.sbs.com.au/theworldnews/region.php?id=106181&amp;amp;region=3"&gt;SBS - The World News&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110955751605893828?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110955751605893828/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110955751605893828' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110955751605893828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110955751605893828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/2-apario-do-papa.html' title='2ª Aparição do Papa'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110955703731234595</id><published>2005-02-28T02:17:00.000Z</published><updated>2005-02-28T02:17:17.313Z</updated><title type='text'>Life &amp; Leisure News Article | Reuters.com</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Young Prosecutor Roils Brazil with Gay Marriage Case&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sun Feb 27, 2005 02:17 PM ET &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By Terry Wade &lt;br /&gt;TAUBATE, Brazil (Reuters) - Assigned by the Brazilian government to a backwater factory town, 27-year-old prosecutor Joao Gilberto Goncalves has turned the obscure post into anything but, using it to mount the country's first serious effort to legalize gay marriage. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua &lt;a href="http://www.reuters.com/newsArticle.jhtml?type=ourWorldNews&amp;amp;storyID=7749646"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110955703731234595?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110955703731234595/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110955703731234595' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110955703731234595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110955703731234595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/life-leisure-news-article-reuterscom.html' title='Life &amp; Leisure News Article | Reuters.com'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110955627866300539</id><published>2005-02-28T02:04:00.000Z</published><updated>2005-02-28T02:07:36.706Z</updated><title type='text'>CNN.com - Police re-enact murder of American nun - Feb 25, 2005</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Police re-enact murder of American nun&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Friday, February 25, 2005 Posted: 1656 GMT (0056 HKT)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIO DE JANEIRO, Brazil (AP) -- With the help of two murder suspects and a witness, police re-enacted the killing of Dorothy Stang, a 73-year-old American nun authorities believe was shot because of her work defending rain forest communities.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The group gathered Thursday at the crime scene on a muddy jungle road to show what happened February 12, when Stang was shot six times. Para state police said the three versions, re-enacted separately, were consistent with each other.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"There was no discrepancy," police inspector Walame Machado said in a televised interview after the re-enactment. "This helps to clear things up."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The witness said the gunmen exchanged words with Stang, who read two verses of the Bible to them before she was shot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;According to the suspects' accounts, Stang tried to protect herself with her shoulder bag and a bible when she was gunned down.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"It was barbarous. She was shot at point-blank range," said Joaquim Araujo, a legal expert who watched the re-enactment.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A third suspect, charged with hiring the gunmen, was not asked to re-enact events because he was not present when Stang was shot. Police are still searching for rancher Vitalmiro Moura, who is accused of ordering the killing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stang spent the last 23 years of her life working with poor rain forest communities around Anapu, a small town on the Trans-Amazon highway about 1,300 miles (2,100 kilometers) northwest of Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Police believe she was killed in a dispute over a pristine stretch of rain forest that she wanted to protect for poor settlers. Moura wanted to clear the trees on the land to make a pasture.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stang's killing focused international attention on the violent state of Para, where jungle devastation and violence are common.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Catholic Church's Pastoral Land Commission estimates that Para was the site of nearly half the 1,237 land-related killings carried in Brazil over the past 30 years.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Environmentalists say the Amazon loses 9,170 square miles (23,473 square kilometers) of forest every year, and that about 20 percent of the 1.6 million square miles (4.14 million square kilometers) of wilderness has already been cut down.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio &lt;a href="http://edition.cnn.com/2005/WORLD/americas/02/25/brazil.missionary.ap/"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110955627866300539?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110955627866300539/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110955627866300539' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110955627866300539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110955627866300539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/cnncom-police-re-enact-murder-of.html' title='CNN.com - Police re-enact murder of American nun - Feb 25, 2005'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110955595705736892</id><published>2005-02-28T01:59:00.000Z</published><updated>2005-02-28T01:59:17.056Z</updated><title type='text'>Financial Times: Latin America Agenda</title><content type='html'>&lt;a href="http://news.ft.com/cms/s/d897d2be-88d6-11d9-b7ed-00000e2511c8.html"&gt;FT.com / Home UK - Latin America Agenda&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110955595705736892?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110955595705736892/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110955595705736892' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110955595705736892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110955595705736892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/financial-times-latin-america-agenda.html' title='Financial Times: Latin America Agenda'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110955564404376225</id><published>2005-02-28T01:50:00.000Z</published><updated>2005-02-28T01:54:04.046Z</updated><title type='text'>Morreu Peter Benenson, Fundador da Amnistia Internacional</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Amnesty founder dies&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;27/02/2005 13:48 - (SA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;London - Peter Benenson, who founded Amnesty International more than four decades ago, has died, the human rights organisation said Saturday. He was 83.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benenson had been ill for several years, and he died on Friday night at John Radcliffe Hospital in Oxford from pneumonia, Amnesty spokesperson Brendan Paddy said.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benenson, who was educated in some of Britain's top schools, began his own human rights campaigns as a boy in support of Spanish civil war orphans and Jews fleeing Hitler's Germany.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In 1961, at the age of 40, he set up Amnesty after reading an article about the arrest and imprisonment of two students in a cafe in Lisbon, Portugal, who had drunk a toast to liberty.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He initially envisioned Amnesty as a one-year campaign, but it went on to become the world's largest independent human rights organizations. Currently, Amnesty, which is based in London, has more than 1.8 million members and supporters worldwide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It considers itself a citizens' movement to expose and confront government injustice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Better light a candle'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Once the concentration camps and the hell holes of the world were in darkness. Now they are lit by the light of the Amnesty candle; the candle in barbed wire. When I first lit the Amnesty candle, I had in mind the old Chinese proverb: 'Better light a candle than curse the darkness'," Benenson once said.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irene Khan, Amnesty's secretary-general, praised him on Saturday, saying his "life was a courageous testament to his visionary commitment to fight injustice around the world. He brought light into the darkness of prisons, the horror of torture chambers and tragedy of death camps around the world."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;She said: "This was a man whose conscience shone in a cruel and terrifying world, who believed in the power of ordinary people to bring about extraordinary change and, by creating Amnesty International, he gave each of us the opportunity to make a difference."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Born on July 31, 1921, Benenson was the grandson of Grigori Benenson, a Russian-Jewish banker, and the son of Flora Solomon, who raised him alone after the death of her husband, British Army Colonel John Solomon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Revolutionary tendencies'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;After being tutored privately by poet WH Auden, Benenson went to Eton and Oxford University, where he studied history.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At Eton, a prestigious prep school, Benenson showed early signs of a flair for controversy by complaining to the headmaster about the poor quality of the food there. That prompted a letter to his mother warning of her son's "revolutionary tendencies".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At age 16, he launched his first campaign: to win school support during the Spanish Civil War for the newly formed Spanish Relief Committee, which was helping Republican war orphans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benenson then helped Jews who had fled Hitler's Germany. Despite some opposition, he succeeded in getting his school friends and their families to raise the money needed to bring two young German Jews to Britain.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;After leaving Eton, he helped his mother find homes for refugee children who had arrived in London.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efforts in South Africa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Following his graduation from Oxford, Benenson joined the British Army, where he worked in the Ministry of Information press office. After World War II, he studied law as a soldier, then left the military to become a practicing lawyer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In the 1950s, his human rights activism included efforts in Fascist Spain, British-ruled Cyprus, Hungary and South Africa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benenson stepped down as Amnesty's leader in the mid-1960s after an independent investigation did not support his claim that Amnesty was being infiltrated by British intelligence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;However, Benenson maintained an active interest in Amnesty.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He is survived by his wife, Susan Benenson, their son and daughter, and two daughters from a previous marriage.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amnesty planned to hold a public memorial service for him, but the time and location were still being discussed. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pode ler-se &lt;a href="http://www.news24.com/News24/World/News/0,,2-10-1462_1668554,00.html"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110955564404376225?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110955564404376225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110955564404376225' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110955564404376225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110955564404376225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/morreu-peter-benenson-fundador-da.html' title='Morreu Peter Benenson, Fundador da Amnistia Internacional'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110845471324831202</id><published>2005-02-15T07:59:00.000Z</published><updated>2005-02-15T08:07:48.990Z</updated><title type='text'>Waldemar Henrique: A tradução musical das grandes águas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;WALDEMAR HENRIQUE: &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A tradução musical das grandes águas&lt;/strong&gt; (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É atribuída a Jaime Ovale, poeta e músico, frasista invejado do qual todo cronista de meados do século passado – ele morreu em 1955 - tinha uma história para contar, a invenção do Exército do Pará, formado pelos provincianos de todos os estados que vinham triunfar na então capital federal. Entre os combatentes puros-sangues dessa tropa, isto é, nascidos paraenses, como o próprio Ovale, dificilmente outro terá atingido a culminância artística consagrada a Waldemar Henrique, compositor e pianista que faria 100 anos nesta terça-feira, 15 de fevereiro, criador amazônico no conteúdo e na dimensão. Sua obra é a mais completa e a mais popular tradução musical das lendas indígenas, dos mistérios da floresta e das grandes águas. E nas escalas da sua hipotética viagem de ita, Waldemar Henrique transpôs talento para musicar poemas nordestinos, de Ascenso Ferreira e Jorge de Lima, entre outros, e cenas dos rituais negros baianos, como as do “Abaluaiê” , que anos mais tarde pareceria haver sido feito para tão bem integrar-se à voz poderosa de Clementina de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neto de portugueses, Waldemar Henrique da Costa Pereira passou parte da infância no Porto. De volta, viajou uma pré-adolescência de rios e ilhas, Amazonas arriba, Tocantins inteiro e Marajó, onde a família tinha casa. “Nessas andanças, impregnei-me de folclore e cantigas”, disse. Começou a compor aí: teria 14 anos quando fez o rascunho da peça que algumas dezenas de anos depois o pianista Arnaldo Rebello poria em disco com o título de “Valsinha de Marajó”. Compunha com o que o escritor Antônio Tavernard, talvez o seu mais constante letrista, chamou de “inaudita facilidade”: “Tenho mesmo a impressão de que lhe basta correr os olhos pelo teclado para que o motivo procurado cresça e se desenvolva, espontâneo, justo, tradução em sons do seu pensamento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio para o Rio em novembro de 1933. Crestado por longas jornadas de estudo, de prática e criação, chocou-o de início, no ambiente artístico metropolitano que tanto idealizara, o fato de que muitos dos compositores populares mais famosos não sabiam escrever, sequer ler, música. Socorreu alguns deles nessa falta de conhecimento musical, como conta o biógrafo Claver Filho (“Waldemar Henrique, o canto da Amazônia”, Funarte, 1978). Já trazia no matulão de partituras, ainda desconhecidas nacionalmente, algumas das canções que logo o inscreveriam no primeiro escalão, títulos como “Foi boto, sinhá!”, “Matintaperera” e “Minha terra”. No ano seguinte, destacou-se na produção de amplitude crescente – batuques, carimbós, cocos, lundus, acalantos, uma gama de gêneros exercitada com escoramento na inspiração folclórica – o “Tamba-tajá”, provavelmente sua composição mais difundida, apresentada às gerações mais recentes pela cantora Fafá de Belém. Faz parte do segmento da obra de Waldemar catalogado pelos especialistas como o das lendas amazônicas (há o das cenas regionais, o das danças dramáticas e outros): tamba-tajá, no fabulário indígena, é a planta que fortalece os laços do amor. Paschoal Carlos Magno definiu a canção como uma das mais ternas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citado tanto em dicionários do que se chama grande música, nesses casos com preconceituosa timidez, como em antologias da canção popular, aqui fartamente reproduzido, Waldemar Henrique se dizia, em tom de brincadeira, “do concerto e dos cassinos”, referência ao muito que se apresentou nas casas de jogo, palco dos principais cartazes musicais nos anos 30 e 40. Mas atuou sobretudo no rádio, o grande veículo de sua época, no teatro, e em excursões, por todo o país e pelo exterior, Uruguai, Argentina, Paraguai, Portugal, Espanha e França. Ficou amigo de Villa-Lobos (mas achava que o maestro criara musicalmente uma Amazônia utópica, especial) e de Barroso Neto, de quem foi, aliás, o último aluno. E também, na outra ponta do arco musical, de Francisco Alves e Carmen Miranda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, Carmen não gravou música sua – e de Chico há apenas uma das gravações de “Minha terra”, feita em 1946. O intérprete mais entranhado na obra de Waldemar Henrique terá sido o duo que ele, ao piano, formou com a voz de sua irmã, por parte de pai, Mara Henrique. Ela renunciou definitivamente à vida artística em 1951 (morreu em 1975, no Rio), depois de haver consolidado, em milhares de recitais por toda parte, grotões brasileiros e capitais européias, a propagação da música misteriosa do irmão. Foi a maior intérprete dele, afirma Claver Filho, “inigualável”, segundo Mariza Lira. Há escassos registros da dupla em disco, entre eles de “Abaluaiê” e do maracatu “Hei de seguir teus passos”. O primeiro a gravar Waldemar Henrique, a canção “Cabocla malvada”, em 1934, foi Gastão Formenti. Importante divulgador das músicas do compositor, coube a ele também lançar em disco duas das mais representativas, a toada “Foi boto, sinhá!” e o batuque “Boi-bumbá”. Cantor e pintor de grande prestígio, Gastão Formenti acabou, na década de 40, por optar pela pintura. Morreu em 1974.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Waldemar Henrique está ao piano em parte substancial de sua discografia, acompanhando por exemplo o cantor Jorge Fernandes ou as cantoras Maria D’Aparecida e Maria Helena Coelho Cardoso. Provavelmente o intérprete que mais gravou o autor, e o primeiro, no Brasil, a fazê-lo em LP, em 1956, Jorge Fernandes, morto em 1989, foi o criador, em disco, entre várias, da canção preferida de Waldemar, “Essa negra Fulô”, realizada sobre o poema de Jorge de Lima, com aproveitamento da totalidade dos versos. As gravações com Maria D’Aparecida foram feitas em Paris, em 1955. O repertório de Waldemar Henrique abriu à intérprete, até então mais conhecida como “rainha das mulatas”, troféu de predicados plásticos conquistado em concurso no Rio em 1948, as portas de uma bem-sucedida carreira de cantora lírica na Europa. Com Maria Helena, o compositor gravou pela primeira vez, já em 1976, a canção marajoara “Morena”, de 1935.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa peça belíssima, de instantâneo poder de sedução, ganharia em seguida, ainda em 1976, uma versão primorosa do notável baixo pernambucano José Tobias, apoiada em arranjo refinado de Radamés Gnattali. É uma das oito faixas, divididas entre Tobias e a cantora Jane Vaquer, todas orquestradas por Radamés, dedicadas a Waldemar Henrique na coletânea “Música Popular do Norte”, arremate do mapeamento musical do Brasil que uma gravadora de intenções culturais, a extinta Discos Marcus Pereira, empreendia desde 1973. As sete canções editadas da série das lendas amazônicas – “Cobra grande”, “Curupira”, “Foi boto, sinhá!”, “Manha-nungara”, “Matintaperera”, “Uirapuru” e “Tamba-tajá” – foram reunidas em 1969 na voz eloqüente da soprano Maria Lúcia Godoy, com arranjos adequados de Guerra Peixe. O compositor tinha grande carinho por essas interpretações. De resto, reservava sempre algum louvor aos que transmitiram a sua arte, uma lista que se diversifica do barítono Ataíde Beck aos carnavalescos Vocalistas Tropicais e inclui estrelas como Marlene e Inezita Barroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De bem com os intérpretes, Waldemar Henrique amargurava-se com os direitos autorais. Considerava-se “espoliado, e não editado”. De gravações, só recebia regularmente o que vinha do exterior (em plena Guerra Fria, não se sabia onde era mais gravado, se nos Estados Unidos ou na União Soviética). De tanto contrariar-se com esses maus-tratos, resolveu parar de editar. Já voltara ao Pará (fez a marcha-regresso em 1966, depois de mais de 30 anos de cidadania carioca), onde morreria em março de 1995, confortado pelo reconhecimento dos conterrâneos: diretor do Teatro da Paz, membro do Conselho Estadual de Cultura e da Academia de Letras do estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixara de compor. É provável que haja um acervo inédito a vir à tona um dia. Novas lendas da mata suntuária e das águas portentosas, tudo isso que faz a música de Waldemar Henrique ser confundida às vezes com o mais puro folclore. E essa é certamente a maior homenagem que se presta a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) por Moacyr Andrade. &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=15&amp;amp;textCode=15463&amp;amp;date=currentDate"&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110845471324831202?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110845471324831202/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110845471324831202' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110845471324831202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110845471324831202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/waldemar-henrique-traduo-musical-das.html' title='Waldemar Henrique: A tradução musical das grandes águas'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110845689862637599</id><published>2005-02-14T08:12:00.000Z</published><updated>2005-02-15T08:41:38.646Z</updated><title type='text'>Land reform nun is shot dead in jungle</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Pistoleiros assassinam irmã Dorothy Stang:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A freira de 73 anos, líder dos movimentos sociais na luta contra o crime organizado em Anapu (sul-sudeste do Pará), estava ameaçada há vários anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CHEGA DE SANGUE E IMPUNIDADE NA AMAZÔNIA&lt;/strong&gt; (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último sábado, dia 12/2, a Irmã Dorothy, missionária americana naturalizada brasileira, foi cruelmente assassinada no Pará. O motivo? Defender a Amazônia e seus habitantes da ação destruidora de madeireiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irmã Dorothy dedicou quase metade de seus 74 anos para dar voz às comunidades rurais, defendendo o direito à terra e lutando por um modelo de desenvolvimento sem destruição da floresta. Lutava para que o Estado se fizesse presente na Amazônia, denunciando inclusive o envolvimento de policiais com fazendeiros e grileiros da região. Foi ameaçada de morte inúmeras vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos mais terão que morrer para que medidas eficazes sejam tomadas para proteger a Amazônia e suas comunidades? Por quanto tempo ainda haverá violência causada por grilagem de terras públicas e exploração ilegal de madeira? Já faz mais de 16 anos que perdemos Chico Mendes, muitas vidas se foram em todos esses anos e a violência continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROTESTE AGORA!&lt;br /&gt;Acesse: &lt;a href="www.greenpeace.org.br/amazonia/proteste/?=1"&gt;AQUI.&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vamos exigir do governo medidas concretas para das um basta&lt;br /&gt;a essa violência e garantir um futuro sustentável e seguro&lt;br /&gt;para a floresta amazônica e seus habitantes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) por &lt;strong&gt;&lt;a href="www.greenpeace.org.br"&gt;Greenpeace&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Basta de sangue no chão da floresta!&lt;/strong&gt; (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 14 de fevereiro de 2005&lt;br /&gt;No último dia 12 de fevereiro, a Irmã Dorothy Stang foi cruelmente assassinada no Pará. Missionária americana naturalizada brasileira, ela vivia há mais de 30 anos na região da Transamazônica e dedicou quase metade de sua vida para dar voz às comunidades rurais, defendendo o direito à terra e lutando por um modelo de desenvolvimento sem destruição da floresta. Há alguns anos, o Greenpeace tem denunciado a violência, os desmatamentos ilegais, a exploração de madeira, a grilagem de terras, o trabalho escravo e o desrespeito aos direitos humanos, como mostra nosso relatório “Pará: Estado de Conflito”, lançado em outubro de 2003. O Pará apresenta o maior índice de assassinatos ligados às disputas de terra. Entre 1985 e 2001, quase 40% das 1237 mortes de trabalhadores rurais no Brasil aconteceram neste Estado. Nossa preocupação e obrigação, a partir desse momento, é impedir que as autoridades tratem essa morte como mais um caso de violência local, encontrem os pistoleiros e mandantes e dêem o caso por encerrado. É fundamental que o governo brasileiro implemente medidas concretas que acabem com as causas motivadoras de toda essa violência. Assim, solicitamos mais uma vez seu apoio e participação. Preencha os dados &lt;a href="www.greenpeace.org.br/amazonia/proteste/?=1"&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; e envie já sua mensagem para o governo federal e o governo do Estado do Pará.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Obrigado!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(*) por Frank Guggenhein &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Morte de missionária americana choca entidades de Direitos Humanos em todo o mundo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;14/2/2005 - AMS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BELÉM - A missionária americana Dorothy Mae Stang foi assassinada na manhã de sábado, 12/2, numa localidade a 40 quilômetros do município de Anapu, oeste do Pará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irmã trabalhava há 20 anos na área, onde predominam conflitos de terra, por intensa atividade de grileiros, ajudando agricultores rurais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A missionária de 73 anos fazia parte da congregação Notre Dame. Segundo a Comissão Pastoral da Terra, a irmã foi assassinada com 3 tiros, por dois pistoleiros, por volta das 9h da manhã, quando caminhava com dois trabalhadores rurais para uma reunião no Projeto de Desenvolvimento Sustentável – PDS – Esperança. Um agricultor que estava com a missionária conseguiu fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dorothy vinha enfrentando ameaças de mortes por fazendeiros da região, desde que começou um trabalho de apoio aos trabalhadores rurais, em 1997, que pretendiam projetos de assentamento adequados a conservação da Amazônia, os conhecidos PSD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao saber da morte da irmã, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que participava de uma audiência Pública no município de Porto de Moz, no baixo Amazonas, se deslocou imediatamente para Anapu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte de Dorothy Stang chocou entidades de Direitos Humanos no mundo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma equipe de agentes da Divisão de Operações Especiais da Polícia Civil seguiu de avião para o município de Anapu. São policiais e peritos do Instituto de Criminalística, que vão ajudar a equipe da polícia de Anapu, que já começou as investigações na localidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sociedade Paraense de Direitos Humanos, acionou o advogado da SDDH de Marabá, que também se desloca para Anapu, para acompanhar as investigações. O SDDH também entrou em contato com o Ministério da Justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entidades ligadas à questão agrária se organizam para fazer um protesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) in Notícias da Amazônia. &lt;a href="http://portalamazonia.globo.com/apresenta-noticias.php?idN=17006&amp;idLingua="&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Globo Online&lt;br /&gt;Juiz decreta prisão de 4 acusados do assassinato de freira americana no Pará&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;14/02/2005 - 19h12m&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BELÉM, BRASÍLIA e RIO - Quatro pessoas estão com a prisão decretada pela morte da missionária americana naturalizada brasileira Dorothy Stang, no Pará: José Maria Pereira e Uquelano Pinto, que seriam os pistoleiros; Amauri Cunha, o intermediário; e Vitalmiro de Moura, que seria o mandante do crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro Nilmário Miranda, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, acompanhou nesta segunda-feira a chegada em Anapu (PA) do corpo da missionária de 74 anos, assassinada no último sábado no assentamento Esperança, em Anapu, a 600 quilômetros de Belém. Nilmário participou do cortejo que levou o corpo até a igreja Imaculada da Conceição, onde uma multidão aguardava para o velório da Irmã Dorothy. O corpo será enterrado nesta terça-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro viajou para Anapu acompanhado do superintendente da Polícia Federal no Pará, José Sales; do delegado da PF em Brasília, Valdinho Caetano, e do funcionário do Ibama, Paulo Maia. Em Anapu, eles se reuniram com lideranças locais, integrantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e com a esposa e dois filhos do colono assassinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nilmário também acompanhou a apuração da morte de Adalberto Xavier Leal, colono encontrado morto na madrugada de domingo. De acordo com o ministro, com base nas informações obtidas, está quase descartada a hipótese de que a morte do colono seja uma represália à morte da freira. Adalberto Leal, que trabalhava para o suspeito de ser o mandante do crime, foi morto em casa. A polícia trabalha com a hipótese de a morte ser um acerto de contas entre eles, e não um ato de vingança pela morte da freira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O juiz substituto da Comarca de Pacajá, no Pará, Lauro Alexandrino Santos, decretou a prisão preventiva de quatro suspeitos de envolvimento na morte da freira. A prisão foi pedida pelo delegado de Anapu, Marcelo Ferreira de Souza Luz, que está à frente do inquérito policial que investiga o crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No despacho, o juiz concluiu que "está confirmada a participação dos indiciados". Os suspeitos teriam sido vistos por três testemunhas. A principal é o agricultor que estava com Dorothy e que fugiu para a mata após os tiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo uma testemunha, a freira americana chegou a ler trechos da Bíblia para os pistoleiros que a assassinaram. Um agricultor que estava com a religiosa no momento do assassinato disse - em entrevista ao "Fantástico", da TV Globo - que os bandidos teriam rendido Dorothy e perguntado se ela tinha alguma arma. A testemunha, que não quis ser identificada, contou que a freira disse que a única arma que trazia era a Bíblia, tirando, em seguida, o livro da bolsa e lendo trechos para os assassinos. Após escutarem a leitura, a testemunha disse que os bandidos começaram e atirar em Dorothy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os agricultores que estavam com a freira fugiram correndo pela mata. Segundo o Instituto Médico-Legal de Belém, que examinou o corpo, Dorothy foi atingida por seis tiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A freira trabalhava há mais de 30 anos na região Amazônica defendendo trabalhadores rurais e lutando por seu assentamendo em terras tomadas por madeireiras. Nos últimos meses, lutava para expulsar grileiros de um lote incluído no projeto de assentamento rural de Anapu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, ela teve uma reunião com o secretário Nilmário Miranda. No encontro, a missionária denunciou que quatro pessoas da região estavam recebendo ameaças de morte. A freira pertencia à ordem das Irmãs de Notre Dame de Namur, um grupo de mais de duas mil mulheres que trabalham em cinco continentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista gravada no ano passado e mostrada pela TV Globo, Dorothy dizia não acreditar que as ameaças de morte que vinha sofrendo fossem reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irmã da freira, Margareth, que vive em Fairfax, no estado de Virgínia, nos Estados Unidos, disse que a maior homenagem que o governo brasileiro pode fazer a Dorothy é realizar uma investigação séria para punir os responsáveis pelo assassinato. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;in Globo Online. &lt;a href="http://oglobo.globo.com/online/pais/166724297.asp"&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;TELEGRAPH NETWORK:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Land reform nun is shot dead in jungle&lt;/strong&gt; (*)&lt;br /&gt;(Filed: 14/02/2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brazilian police launched a manhunt yesterday for two men they believe shot and killed an elderly American nun whose support for environmental causes and human rights provoked controversy in a remote jungle region of Amazonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dorothy Stang, a 74-year-old nun who lived in Brazil for almost 30 years, was shot dead on Saturday morning near Anapu, a small town in Para state.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;She was on her way to a meeting with local activists about land reform when two gunmen approached her and shot her three times in the face, police said.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;One of Brazil's most respected ministers said she believed that gunmen wanted to silence Sister Dorothy because she refused to stop speaking out against the powerful loggers and ranchers who have carved up large parts of the Amazon into their personal fiefdoms.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The environment minister, Marina Silva, went to the region to oversee the investigation in person and said she would do her utmost to find the killers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Brazil is going to ensure justice is done here so that intimidation does not impede land reform or the battle against illegal logging," she said&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By Andrew Downie in Rio de Janeiro. &lt;a href="http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2005/02/14/wstang14.xml&amp;amp;sSheet=/news/2005/02/14/ixworld.html"&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110845689862637599?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110845689862637599/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110845689862637599' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110845689862637599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110845689862637599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/land-reform-nun-is-shot-dead-in-jungle.html' title='Land reform nun is shot dead in jungle'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110828650413577145</id><published>2005-02-13T09:21:00.000Z</published><updated>2005-02-19T21:16:57.730Z</updated><title type='text'>Chico Buarque e a MPB</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CHICO BUARQUE E A MPB&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a title="photo sharing" href="http://photos5.flickr.com/5067926_460ddead37_o.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" alt="align=" src="http://photos5.flickr.com/5067926_460ddead37_o.jpg" width="250" heigth="334" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="MARGIN-TOP: 0px; a: font-size:0;" &gt;&lt;a href="SITEEEEEEEE"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br clear="all"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os bêbados zonzos, dançando trôpegos no meio da rua; os malandros, pobres acabrunhados; os meninos lépidos e tristes, são paisagens da música de Chico, mas são, antes, momentos dos olhos de Chico. Cenas que começaram, desde cedo, a ser impressas em sua alma. Afinal, alguns artistas têm alma branca como papel e nela se pode imprimir quase tudo.&lt;br /&gt;Chico sempre foi da classe média carioca, paulista e, depois, carioca de novo. Suas paisagens são as mesmas de todos nós. Sua música brotou do meio da rua e do meio do povo. As imagens sempre estiveram aí, estampadas na cara do Brasil e alguém, como Francisco, como Chico, saiu a recolhê-las.Trôpego, como todos nós, emocionado, como todos nós, um pouco triste, muito poeta, brasileiro, com todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final dos anos 50, havia um ouvido popular que fechava os anos dourados ao som de Frank Sinatra, Bing Crosby e Nat King Cole. Havia também aqueles mais moderninhos que curtiam Elvis Presley e The Platters. Chico estava entre eles, sem abandonar antigos sucessos de velhos sambistas como Noel Rosa, Ataulfo Alves e Ismael Silva. Mas, para o ouvido de Chico, o rock que nascia pareceu velho quando ele ouviu a voz e a bossa nova de João Gilberto na composição de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Chico Buarque não sabia, mas aquela música influenciaria os rumos de sua futura vida artística. Aquela música misturava o molejo do morro e uma certa sofisticação do jazz. Era a contribuição brasileira para a modernidade da música. Era a criatividade do Brasil mostrando novos caminhos. Era Chico ouvindo até vinte vezes por dia Chega de Saudade na casa da rua Buri. Era o Brasil de Juscelino Kubistchek, de Brasília, de Oscar Niemeyer, da delicadeza do homem cordial.&lt;br /&gt;E foi essa mistura que lhe aguçou a vista e lhe abriu a alma. Foi essa mistura que o foi transformando no Chico brasileiro, capaz de reunir a poesia ao futebol, a feijoada à música, a solidariedade ao bom humor. Assim, 1965 viu nascerem os sessenta versos de Pedro Pedreiro. O estudante de arquitetura da FAU já tinha algum prestígio no mundo da música de São Paulo. Ele gravara seu primeiro compacto com Pedro Pedreiro. Os sambas tocados no Juão Sebastião Bar, no Quitanda e no Sambafo já haviam Ihe garantido participação na efervescência musical daquela geração. Assim, também em 1965, Chico era convidado por Roberto Freire, diretor do TUCA, a musicar Morte e Vida Severina, de João Cabral de Mello Neto. Era a segunda encomenda que Chico recebia e, como em todas as outras que viriam depois, deixou tudo para a última hora. Na Véspera do dia da entrega das músicas de Morte e Vida Severina, ele se trancou numa sala da casa da rua Buri para realizar, nervoso, o trabalho.&lt;br /&gt;Apesar de o Brasil já estar sob as botas da ditadura, a televisão era ainda incipiente e a juventude da época respirava música brasileira, teatro brasileiro, literatura brasileira e cinema brasileiro. Morte e Vida foi um sucesso. Foi excursionar na Europa, onde ganhou o festival de teatro universitário de Nancy, na França. O cenário intelectual e artístico brasileiro - especialmente na música - rumava para uma fase de grande criatividade e qualidade, uma fase que acabou tendo como símbolo os festivais de música. Carlos Drummond de Andrade disse, em 1966, que o Brasil andava precisando de amor e que era isso que a marchinha, "tão antiga em sua tradição lírica", nos havia dado. O poeta falava de A Banda, que acabava de ser uma das ganhadoras do II Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. No mesmo ano de 66, Chico gravava seu primeiro LP e se tornava uma celebridade em várias partes do país e no exterior.&lt;br /&gt;Mas o regime endurecia e esse endurecimento forçava aqueles que participavam do mundo da produção cultural a tomar posições. Em 67, as ruas brasileiras começavam a sentir melhor o estremecimento provocado pelos tanques e pelas botinas dos militares no poder. Por outro lado, a oposição amordaçada se dividia. A esquerda começava a se fragmentar em posições radicais e em posições que ainda acreditavam numa negociação. Assim acontecia também com a música. Caetano Veloso e Gilberto Gil encabeçavam o Tropicalismo que, segundo o próprio Caetano, queria fazer uma exploração estética também do que é feio, enquanto o Chico preferiu ficar com o que é bonito. Num país que ainda não havia entrado de vez na era da televisão, a música mostrava-se o catalisador do pensamento nacional.&lt;br /&gt;Em 1968 a peça Roda Viva começou a ser encenada. Teve vida curta. O recrudescimento do regime e as organizações de direita se encarregariam de tirá-la dos palcos. Em São Paulo, a Universidade Mackenzie, na rua Maria Antônia,em frente à USP era um dos centros do temido CCC - Comando de Caça aos Comunistas. Uma organização que recrutava seus membros entre os jovens menos politizados (e geralmente mais ricos) e organizava ações violentas contra quem eles chamavam de comunistas ou inimigos do regime. Um desses alvos foi a peça de Chico. No dia 17 de julho, um dos grupos do CCC invadiu o Teatro Galpão, em São Paulo. Os cenários foram destruídos e os atores espancados. A medida que o regime dos generais endurecia, seus seguidores iam mostrando as unhas. Do outro lado, a oposição cavava subterrâneos, nos quais muitos se perderiam na clandestinidade imposta pelo AI-5, de 13 de dezembro de 1968. Era o início de um longo processo que culminaria, muitos anos depois, num ouvido popular diferente.&lt;br /&gt;A música de Chico, de Tom Jobim, de Vinicius e Toquinho, de Edu Lobo, de Carlos Lyra, de Caetano Veloso, de Gilberto Gil começava, lentamente, a escapar do popular.A música de Chico continuaria a ter como paisagem o bêbado, o&lt;br /&gt;malandro, o pivete, a prostituta, o que se alimenta de luz, mas os ouvidos desses mesmos personagens começavam, lentamente, a deixar de ouvir. A essas alturas, o Brasil delicado, do final dos anos 50 e do começo dos anos 60, começava a deixar de existir.&lt;br /&gt;Antes mesmo do AI-5, a música de Chico não conseguia escapar do rótulo de alienada. Em julho de 68, Bom Tempo ficou em segundo lugar na Bienal do Samba, que foi vencida por Baden Powell, com Lapinha. Bom Tempo foi vaiada e criticada, pois falava de dias claros quando o horizonte brasileiro se escurecia. Em setembro foi pior. Na final do Festival Internacional da Canção, se enfrentaram Sabiá, de Chico e Tom, e Prá não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré. A música de Chico e Tom recebeu a maior vaia da história dos festivais, mas ainda assim foi escolhida vencedora. Naquele momento, a música de Vandré já se tornara hino da oposição e Sabiá parecia uma música mais de nostalgia, saudosista. O tempo, no entanto, mostrou que Tom e Chico haviam sido premonitórios. Poucos anos mais tarde, a saudade e as imagens de casa de Sabiá eram o hino do exílio a que foram obrigados inúmeros brasileiros, Chico inclusive.&lt;br /&gt;Quando o AI-5 ganhou as ruas, o povo perdeu a praça. Para Chico foram cinco dias de angústia. Até que no dia 18 de dezembro ele acordou com os militares já forçando a porta de seu apartamento. No dia 3 de janeiro de 1969, ele e Marieta embarcavam para Cannes, na França, onde aconteceria o Midem, a grande feira da indústria fonográfica. De lá, os dois seguiram para a Itália, onde Chico era aguardado com grande ansiedade. A gravadora tinha uma estratégia para colocá-lo no circuito internacional. Uma estratégia que acabou naufragando. Chico gravou um disco, misturando faixas de seus dois LP's brasileiros, que não deu em nada. Mas, ainda assim, não faltavam convites para aparições na TV e Chico chegou a ter um programa de rádio. Porém, sua popularidade caiu rapidamente. A novidade de um cantor brasileiro já não chamava a atenção e o trabalho foi se tornando escasso. Por outro lado, a mão de ferro da ditadura impedia sua volta ao Brasil. Antes mesmo de sua viagem, no dia 27 de dezembro de 68, Caetano e Gil haviam sido presos. E até aquele momento, já no final de janeiro, continuavam detidos, com as cabeças raspadas. O jeito foi ficar. A primeira filha do casal, Sílvia, acabou nascendo em solo italiano, em 28 de março de 69.&lt;br /&gt;Havia a impossibilidade de voltar ao Brasil. Mas havia, também, a vontade de voltar ao Brasil. E ele acabou retornando, no início de 1970. Não sem antes ouvir o conselho de Vinicius: volte fazendo barulho. O aeroporto do Galeão presenciou a chegada de Marieta, Sílvia e Chico, que regressava ao país a bordo de um grande esquema de divulgação, com especial na TV Globo e apresentação na boate Sucata, além do lançamento de um novo LP o Chico Buarque n° 4. Mas, o Brasil que recebeu Chico já não era o mesmo que o vira sair.No poder, a ditadura impunha seu general mais duro, Emílio Garrastazu Médici. Nos quartéis, a tortura aumentava em ritmo e requintes. Nas ruas, uma mistura de pão e circo levava os brasileiros a andarem em fusquinhas com adesivos "Ame-o ou deixe-o", festejando o milagre brasileiro. Na produção cultural, estava instituída a censura prévia. E a música de Chico Apesar de você passou pela censura.&lt;br /&gt;Em 1971, foi lançada Construção. Chico dava tons concretos à realidade dura dos brasileiros das classes mais populares. Construção deveria incomodar a censura, mas passou. A história do brasileiro trabalhador, flagrado em sua pequenez, flagrado em seu sufoco diante das grandes estruturas de poder que se formavam no começo dos anos 70, flagrado em sua impossibilidade de ação. Chico mostrava os tons cinza e negro do pão e circo.Sem querer, Chico se transformava no símbolo de luta contra a ditadura, título que lhe dificultou muito a vida em relação aos censores. Suas músicas passaram a ser sistematicamente proibidas. Foi assim com Minha História, com Tanto Mar, com Atrás da Porta e com Cálice. Foi assim com Calabar, uma peça de teatro, um projeto seu e de Ruy Guerra, que a ditadura proibiu sem maiores explicações, deixando um prejuízo de 30 mil dólares investidos na época. Chico percebeu que nada que levasse seu nome passaria incólume pelos censores. Foi aí que nasceu Julinho da Adelaide, um personagem que Chico criou para tentar fugir à marcação dos censores. Julinho compôs três músicas: Acorda, amor, Jorge Maravilha e Milagre Brasileiro. Julinho morreu em 75, depois que uma matéria do Jornal do Brasil desmascarou a verdadeira identidade do sambista. Por esse tempo, a figura de Chico estava muito politizada. Ele diz que, nessa época, era mais aplaudido quando entrava no palco para cantar do que quando saía. Em 75, Chico decidiu se afastar das apresentações. Ficou nove anos longe e sua volta foi, como ele mesmo diz, num "meio-show" com Toquinho, em Buenos Aires, em 84.&lt;br /&gt;No final da década de 70, João Batista Figueiredo era o general da vez e a crise do petróleo fazia caírem por terra as ilusões do milagre brasileiro. A ditadura perdia a única justificativa possível:o crescimento econômico. Os generais preparavam sua saída e anunciavam a anistia aos exilados. Chico constatava a existência de um Brasil diferente. Muitas casas não tinham sequer fogão, mas tinham um aparelho de TV. Era um país cujo ensino foi ficando de lado e cuja classe média começava a se mediocrizar em frente à televisão. Foi no final dos anos 70 que surgiu Bye Bye Brasil, mais um trabalho de encomenda, para o fìlme de Carlos Diegues.&lt;br /&gt;Os anos 80 começavam e Chico comprou um terreno no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, e inaugurou o famoso campinho de futebol onde, até hoje, realiza torneios e mostra as habilidades de centroavante no time do Politheama. A década de 80 marcou, também, a volta de Chico a programas da Rede Globo. Ele e a emissora tiveram vários problemas durante a década de 70. Ainda nos anos 60, Chico deveria apresentar um programa com Norma Bengell, o Shell em Show Maior, mas, confirmando a fama de não levar muito jeito para o vídeo, só apareceu no primeiro dia de gravação. A Globo decidiu processá-lo por quebra de contrato. A situação só se resolveu com a interferência de Walter Clark, então superintendente da emissora. Ele propôs uma troca: Chico faria uma música para o II Festival Internacional da Canção, de 67, e a emissora retiraria o processo. Chico, de má vontade, criou Carolina. Finalmente, depois desse longo desentendimento, em 86, Chico fez seu programa na Globo, em parceria com Caetano: era o Chico e Caetano, levado ao ar uma vez por mês. O país vivia ainda a ressaca da campanha das diretas de 84 e estava mergulhado numa profunda crise econômica, a pobreza das cidades aumentava e a música se tornava, cada vez mais, um fenômeno ligado quase exclusivamente à mídia de televisão. Foi de 83 um dos últimos grandes sucessos de Chico: Vai Passar. O país já alcançava a marca de 120 milhões de habitantes, mas o crescimento não se refletia nas vendagens de boa parte da MPB. Já no final da década de 80, Chico ratifica sua postura ideológica e dá seu apoio à candidatura de Luiz Ignácio Lula da Silva, nas primeiras eleições diretas para presidente, depois de quase trinta anos de presidentes escolhidos indiretamente.&lt;br /&gt;Os anos 90 começaram e o popular, de alguma maneira, já havia perdido a dimensão de Chico e de boa parte daqueles que fizeram a MPB dos anos 60 e 70: eles viraram música apenas para uma parte da classe média. Em meados dos anos 90, o Brasil ainda é um país indeciso entre o asséptico e o plástico de Miami e a sujeira e a lama das favelas e dos conflitos de terra. O mesmo tema de 65, em Morte e Vida Severina, continua vivo no final do século. A posse da terra leva fazendeiros a contratar mortes e leva os sem-terra a organizar um movimento que propõe invasões. Os conflitos se acirram e o ano de 96 vem encontrar Chico mais uma vez envolvido com o popular. Ele prepara um álbum com músicas que falam desse movimento e cede os direitos autorais aos sem-terra. O ouvido popular mudou sua sintonia, mas o compositor continuou lá, popular, brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas letras magistrais: &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.cifrantiga.hpg.ig.com.br/Cifras/cifras_chicob.htm"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.cifrantiga.hpg.ig.com.br/Crono2/chico.html"&gt;Cifra Antiga&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;fonte: MPB Compositores - Editora Globo&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110828650413577145?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110828650413577145/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110828650413577145' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110828650413577145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110828650413577145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/chico-buarque-e-mpb.html' title='Chico Buarque e a MPB'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110828620419316482</id><published>2005-02-13T09:16:00.000Z</published><updated>2005-02-13T10:48:25.903Z</updated><title type='text'>Edu Lobo: Breve Resenha</title><content type='html'>&lt;strong&gt;EDU LOBO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a title="photo sharing" href="http://www2.uol.com.br/cliquemusic/imgfotos/197.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" alt="align=" src="http://www2.uol.com.br/cliquemusic/imgfotos/197.jpg" width="230" heigth="316" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="MARGIN-TOP: 0px; a: font-size:0;" &gt;&lt;a href="SITEEEEEEEE"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br clear="all"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eduardo de Góis Lobo, compositor, instrumentista, arranjador e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 29/8/1943. Filho do compositor Fernando Lobo, foi criado no Rio de Janeiro e na casa dos tios, em Recife PE, onde passava as férias escolares. Seu primeiro instrumento foi o acordeom, que estudou dos oito aos 14 anos. Fez os cursos ginasial e colegial no Colégio Santo Inácio, e por essa época já tentava algumas composições. Na PUC cursou direito até o terceiro ano.&lt;br /&gt;Com 16 anos, começou a se interessar pelo violão, iniciando-se com um amigo de infância, o compositor Téo de Barros, e estudando mais tarde com Vilma Graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 1961, passou a freqüentar shows, principalmente no Beco das Garrafas, em Copacabana, onde assistia a espetáculos dos representantes da nova geração musical, entre os quais João Gilberto e Sérgio Mendes. Nessa época, com Dori Caymmi e Marcos Vale, formou um conjunto que chegou a atuar em shows. Seu pai incentivou-o, em 1962, a editar algumas composições. No mesmo ano, conheceu Vinícius de Morais, que fez a letra para Só me fez bem gravada em 1967, no LP Edu-Betânia, da Elenco. Foi também Vinicius quem escreveu a contracapa de seu primeiro disco, um compacto duplo gravado em 1962 com quatro músicas, entre elas Balancinho e Amor de ilusão (ambas de sua autoria), bem dentro do estilo intimista característico da bossa nova. Logo ampliou seu trabalho com temas e motivos da cultura popular, graças a influência de Sérgio Ricardo, João do Vale, Carlos e principalmente Rui Guerra, seu parceiro em Canção da terra, Reza e Aleluia, canções representativas dessa nova fase de criação, marcada por seu conteúdo social.&lt;br /&gt;Começando a compor para teatro, escreveu em 1963 as músicas para a peça Os Azeredos e os Benevides, de Oduvaldo Viana Filho. Entre elas, a canção Chegança (com Oduvaldo Viana Filho) alcançou grande sucesso. Outro êxito, Borandá, foi incluído no show Opinião, musical de protesto estreado no Rio de Janeiro em 1964. Ainda nesse ano, escreveu músicas para Berço de herói, peça teatral de Dias Gomes, e foi convidado por Gianfrancesco Guarnieri para participar da realização de um musical cuja idéia nascera da canção Zambi (com Vinícius de Morais).&lt;br /&gt;Em maio de 1965, estreou no Teatro de Arena, São Paulo SP, Arena conta Zumbi, de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, musicada por ele. Entre as canções do espetáculo, Upa, neguinho (com Gianfrancesco Guarnieri) tornou-se mais tarde um grande sucesso, cantado por Elis Regina. Em abril desse ano, inscreveu-se no I FMPB, da TV Excelsior, de São Paulo, com duas músicas, Aleluia (com Rui Guerra) e Arrastão (com Vinícius de Morais), ambas já gravadas em LP da Elenco, cuja distribuição foi adiada para que ficassem inéditas até o festival. Interpretada por Elis Regina, Arrastão foi a vencedora, projetando nacionalmente o compositor, já definido como um dos mais importantes da geração posterior ao surgimento da bossa nova. Ainda em 1965, apresentou-se ao lado de Nara Leão, do Tamba Trio e do Quinteto Villa-Lobos na boate carioca Zum-Zum, em show dirigido por Aluísio de Oliveira.&lt;br /&gt;Contratado pela TV Record, de São Paulo, passou a atuar semanalmente em programas dessa emissora, e em 1966 participou novamente de festivais: no II FMPB apresentou Jogo de roda (com Rui Guerra) e no I FIC, da TV Globo, Rio de Janeiro, concorreu com Canto triste (com Vinícius de Morais), esta classificada entre as finalistas. Nesse ano, excursionou pela Europa com outros artistas, entre os quais Sílvia Teles e o Salvador Trio, tendo o grupo gravado um disco na então República Federal da Alemanha.&lt;br /&gt;No Brasil em 1967, depois de quatro meses em Paris, França, onde fez um filme para a televisão, voltou a participar de festivais, saindo vencedor do III FMPB, com Ponteio (com Capinam), interpretada por ele e Marília Medalha. No ano seguinte, saiu seu terceiro LP pela Philips, destacando o frevo-canção No cordão da saideira e a canção Memórias de Marta Saré (com Gianfrancesco Guarnieri), que alcançou o segundo lugar no IV FMPB. Gravada mais tarde (1971 ) nos E.U.A., com o nome de Crystal Illusions, seria também a canção-tema da peça Marta Saré, de Gianfrancesco Guarnieri, musicada por ele, que estreou em janeiro de 1969 no Teatro João Caetano, do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;No início de 1969, participou do MIDEM, em Cannes, França. De volta ao Brasil, depois de uma passagem por Los Angeles, E.U.A., em abril do mesmo ano casou-se com Vanda Sá, partindo em seguida para Los Angeles, onde residiu por dois anos. Aí se dedicou ao estudo sistemático da música, fazendo cursos de orquestração com Albert Harris. Nesse período, excursionou pelo Japão, com Sérgio Mendes, que também produziu o LP Lobo, gravado em 1971 em Los Angeles e lançado pela A &amp; M Records. Gravou ainda com Paul Desmond, saxofonista do Dave Brubeck Quartet, LP com composições suas e de Milton Nascimento. Dentre os discos feitos nos E.U.A., apenas o LP Cantiga de longe foi editado no Brasil, trazendo a participação de Hermeto Pascoal, Airto Moreira e Vanda Sá, que reapareceu como intérprete na canção Água verde (de sua autoria).&lt;br /&gt;De volta ao Brasil em 1971, trabalhou principalmente como arranjador, criando também a trilha sonora do filme Barão Otelo no barato dos milhões, de Miguel Borges. Compôs e realizou orquestrações para a peça teatral Woyzeck, de Georg Büchner (1813-1837), dirigida por Marilda Pedroso e encenada no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, em 1971. Fez arranjos para um disco de Marília Medalha e Vinícius de Morais, e em 1973 lançou o LP Edu Lobo (EMI) com músicas inéditas, inclusive uma missa. Ainda em 1973, trabalhou na orquestração das músicas de Calabar, ou O elogio da traição, peça teatral de Chico Buarque e Rui Guerra, algumas das quais foram lançadas em 1974 no LP Chico canta.&lt;br /&gt;Em 1974 e 1975, atuou como arranjador contratado da TV Globo, tendo sido responsáveI pela parte musical de quatro programas da série Caso especial. Em 1975 lançou o LP Deus Ihe pague (EMI), com músicas suas e de Vinícius de Morais. No ano seguinte, pela Continental, lançou o LP Limite das águas. Em 1977 fez tournée por toda a Alemanha, promovendo Limite das águas, lançado no exterior pela etiqueta MPS. Um ano depois, gravou o LP Camaleão (Philips/Polygram), lançado no Brasil e no Japão. Em 1979 compôs a trilha sonora do filme Barra pesada, de Reginaldo Farias, ganhando prêmio no Festival de Cinema de Gramado RS.&lt;br /&gt;Durante a década de 1980, compôs principalmente para teatro e cinema. Em 1980, após lançar o LP Tempo presente (Philips/Polygram), escreveu e compôs o balé Jogos de dança para o Teatro Guaíra, de Curitiba PR, lançado em disco no ano seguinte pela Som Livre. Em 1981, em parceria com Tom Jobim, lançou Tom e Edu (Philips/Polygram). Em 1983, em parceira com Chico Buarque, compôs o espetáculo O grande circo místico, que daria origem a um LP homônimo lançado pela Som Livre, com a participação de Gal Costa, Tom Jobim, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Tim Maia, entre outros. A parceria com Chico Buarque se repetiria com O corsário do rei, de 1985, e Dança da meia-lua, de 1988, ambos lançados em disco pela Som Livre. Em 1984 escreveu a trilha sonora dos filmes O cavalinho azul, de Eduardo Escorel, e Imagens do inconsciente, de Leon Hirshman.&lt;br /&gt;Compôs em 1990 as músicas do programa infantil Rá-tim-bum, da TV Cultura de São Paulo, posteriormente lançado em CD pela Sharp. Em 1992 voltou a apresentar espetáculos, obtendo grande repercussão, o que o levou a gravar um novo disco de intérprete: Corrupião, lançado em CD pela gravadora Velas. Em 1994 recebeu o Prêmio Shell de melhor compositor de música brasileira, pelo conjunto da obra. Lançou em 1995 Meia-noite (Velas), que traz um choro instrumental em homenagem a Tom Jobim: Perambulando. O disco recebeu o Prêmio Sharp como melhor disco de música popular brasileira. Nesse mesmo ano, foi lançado o Songbook Edu Lobo (duplo), pela editora e gravadora Lumiar. Em 1997 compôs Tema de Canudos, em parceria com Cacaso, para o filme Guerra de Canudos, de Sérgio Resende, e foi lançado o CD-Álbum de teatro, com canções em parceria com Chico Buarque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discografia completa &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.cliquemusic.com.br/artistas/edu-lobo.asp"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Obra de Edu Lobo &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abertura (Premonição de Maria), 1971; Água verde, 1970; Aleluia (c/Rui Guerra), 1965; Alguém sob medida, 1962; Amor de ilusão, 1962; Arrastão (c/Vinícius de Morais), 1965; Balada do campo de junco (c/Rui Guerra), 1972; Balancinho, 1962; Borandá, 1964; Cahuenga (c/Rui Guerra), 1972; Calada cantiga, 1972; Campos da noite, 1972; Canção da faca, s.d.; Canção da terra (c/Rui Guerra), 1965; Canção do amanhecer (c/Vinícius de Morais), 1965; Candeias, 1967; Cantiga de longe, 1970; Canto continental, s.d.; Canto triste (c/Vinícius de Morais), 1967; Cantoria (c/Rui Guerra), 1972; Casa forte, Catarina e Mariana (c/Rui Guerra), 1967; O charlatão, s.d.; Chegança (c/Oduvaldo Viana Filho), 1965; Chorinho de mágoa (c/Capinam), 1972; Choro bandido (c/Chico Buarque), 1985; Cidade nova (c/Ronaldo Bastos), 1970; Cirandeiro (c/Capinam), 1967; O circo místico (c/Chico Buarque), 1983; Círculos (Zanga, zangada), s.d.; Corrida de jangada (c/Capinam), 1967; De você eu quero tudo (c/Rui Guerra), 1972; Definitivamente, 1972; Dois coelhos (c/Rui Guerra), 1973; Dois tempos (c/Capinam), 1967; O dono da verdade, s.d.; Em tempo de adeus (c/Rui Guerra), 1965; Embolada (c/Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal), 1967; O espelho de Maria, s.d.; Estatuinha (c/Gianfrancesco Guarnieri), 1967; Eu vivo num tempo de guerra (c/Gianfrancesco Guarnieri), 1966; Feira de Santarém (c/Gianfrancesco Guarnieri e Rui Guerra), 1970; Festa de sangue, s.d.; Festas mortas (c/Gianfrancesco Guarnieri), 1973; Flor de Itamaracá, s.d.; Foi preciso viver, 1972; Frevo de Itamaracá, 1970; Glória, s.d.; Incelença (c/Rui Guerra), s.d.; Jogo de roda (c/Rui Guerra), 1966; Kyrie, s.d.; Libera nos, s.d.; Lua nova (c/Torquato Neto), 1967; Maré morta (c/Rui Guerra), 1972; Maria e a festa, s.d.; Mariana, Mariana (c/Rui Guerra), 1970; Marta e Romão (c/Gianfrancesco Guarnieri), 1970; Meia-noite (c/Chico Buarque), 1985; Memórias de Marta Saré (c/Gianfrancesco Guarnieri), 1968; As mesmas histórias, 1965; Meu caminho (c/Dori Caymmi), 1967; Na ilha de Lia, no barco de Rosa (c/Chico Buarque), 1988; Nego maluco (c/Chico Buarque), 1994; No cordão da saideira, frevo-canção, 1968; Norte sul (c/Rui Guerra), cantoria, s.d.; Oremus, s.d.; Paris seis por oito, 1972; Ponteio (c/Capinam), 1967; Porto do sol (c/Ronaldo B. Ribeiro), s.d.; Pra dizer adeus (c/Torquato Neto), 1967; Quatro ventos, s.d.; Rainha porta-bandeira (c/Rui Guerra), 1972; Rancho de ano novo (c/Capinam), 1970; Réquiem nQ 3 (c/Rui Guerra), 1972; Réquiem para um amor (c/Rui Guerra), 1965; Resolução (c/Lula Freire), 1965; Reza (c/Rui Guerra), 1965; Rosinha (c/Capinam), 1967; Sailing night (c/Rui Guerra), 1972; Saudades só para mim, 1962; O sim e o não, s.d.; Sinherê (c/Gianfrancesco Guarnieri), 1967; Só me faz bem (c/Vinícius de Morais), 1967; Sobre todas as coisas (c/Chico Buarque), 1983; O tempo e o rio (c/Capinam), 1967; Upa, neguinho (c/Gianfrancesco Guarnieri), 1965; Valmi, s.d.; Valsa brasileira (c/Chico Buarque), 1988; Vamos amar (c/Marcos Vale), s.d.; Veleiro (c/Torquato , Neto), 1967; Vento bravo (c/Paulo César Pinheiro), 1973; Viola fora de moda (c/Capinam), 1973; Vira e mexe, s.d.; Zambi (c/Vinícius de Morais), 1964; Zanga, zangada (c/Ronaldo B. Ribeiro), 1973; Zanzibar, 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;a href="http://www.cifrantiga.hpg.ig.com.br/Crono2/edu_lobo.htm"&gt;Cifra Antiga&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellspacing="0" cellpadding="3" width="550"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr bgcolor="#667788"&gt;&lt;td&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 12px; COLOR: #ffffff; FONT-FAMILY: verdana"&gt;Matérias, artigos, entrevistas&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="reg"&gt;&lt;a href="/br/Acontecendo/Acontecendo.asp?Nu_materia=4023"&gt;A era dourada da MPB passada a limpo&lt;/a&gt; - 19/6/2003&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="reg"&gt;&lt;a href="/br/Cybernotas/Cybernotas.asp?Nu_materia=3660"&gt;&lt;i&gt;Grande Circo Místico&lt;/i&gt; começa turnê por SP&lt;/a&gt; - 20/6/2002&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="reg"&gt;&lt;a href="/br/Cybernotas/Cybernotas.asp?Nu_materia=2814"&gt;&lt;i&gt;Cambaio&lt;/i&gt; agora em turnê nacional&lt;/a&gt; - 5/8/2001&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="reg"&gt;&lt;a href="/br/Cybernotas/Cybernotas.asp?Nu_materia=2230"&gt;Nelson Ayres rege Filarmônica de Israel em programa de música brasileira&lt;/a&gt; - 11/5/2001&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="reg"&gt;&lt;a href="/br/Acontecendo/Acontecendo.asp?Nu_materia=2122"&gt;&lt;i&gt;Cambaio&lt;/i&gt;: ainda em processo de criação&lt;/a&gt; - 21/4/2001&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="reg"&gt;&lt;a href="/br/Acontecendo/Acontecendo.asp?Nu_materia=2121"&gt;Em cena, a poesia de Edu Lobo e Chico Buarque&lt;/a&gt; - 21/4/2001&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="reg"&gt;&lt;a href="/br/Acontecendo/Acontecendo.asp?Nu_materia=2082"&gt;&lt;i&gt;Cambaio&lt;/i&gt; em contagem regressiva&lt;/a&gt; - 12/4/2001&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="reg"&gt;&lt;a href="/br/Cybernotas/Cybernotas.asp?Nu_materia=905"&gt;Um grande show para &lt;i&gt;O Grande Circo Místico&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; - 12/10/2000&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="reg"&gt;&lt;a href="/br/Acontecendo/Acontecendo.asp?Nu_materia=677"&gt;Gal Costa e Edu Lobo enfrentam público frio&lt;/a&gt; - 2/9/2000&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="reg"&gt;&lt;a href="/br/Acontecendo/Acontecendo.asp?Nu_materia=315"&gt;Final do 3º Prêmio Visa de MPB homenageia Edu Lobo&lt;/a&gt; - 6/7/2000&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="reg"&gt;&lt;a href="/br/Entrevista/Entrevista.asp?Nu_materia=110"&gt;Edu Lobo resgata parceria e compõe para o cinema&lt;/a&gt; - 25/5/2000&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="right"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellspacing="0" cellpadding="3" width="550"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr bgcolor="#667788"&gt;&lt;td&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 12px; COLOR: #ffffff; FONT-FAMILY: verdana"&gt;Críticas&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="reg"&gt;&lt;a href="/br/lancamentos/lancamentos.asp?nu_critica=341"&gt;SÃO BONITAS AS CANÇÕES - As Parcerias Para Teatro de Edu Lobo e Chico Buarque&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="reg"&gt;&lt;a href="/br/lancamentos/lancamentos.asp?nu_critica=543"&gt;CAMBAIO - Trilha Sonora da Peça - MÚSICAS DE CHICO BUARQUE E EDU LOBO&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="reg"&gt;&lt;a href="/br/lancamentos/lancamentos.asp?nu_critica=765"&gt;TODO DIA É DIA D&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellspacing="0" cellpadding="3" width="550"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr bgcolor="#667788"&gt;&lt;td&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 12px; COLOR: #ffffff; FONT-FAMILY: verdana"&gt;Obra&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="reg"&gt;&lt;img height="14" src="http://www2.uol.com.br/cliquemusic/i_br/icone_livro.gif" width="16" align="baseline" border="0" /&gt; SONGBOOK EDU LOBO&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="reg"&gt;Sobre a discografia:&lt;a href="../Sobre/Discografia.asp"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellspacing="0" cellpadding="3" width="550"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr bgcolor="#667788"&gt;&lt;td&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 12px; COLOR: #ffffff; FONT-FAMILY: verdana"&gt;Artistas&lt;br /&gt;relacionados&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="tit2"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="chico-buarque.asp"&gt;Chico Buarque&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;hr color="#cccccc" size="1"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="dori-caymmi.asp"&gt;Dori Caymmi&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;hr color="#cccccc" size="1"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="elis-regina.asp"&gt;Elis Regina&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;hr color="#cccccc" size="1"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="tom-jobim.asp"&gt;Tom Jobim&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;hr color="#cccccc" size="1"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="vinicius-de-moraes.asp"&gt;Vinicius de Moraes&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110828620419316482?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110828620419316482/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110828620419316482' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110828620419316482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110828620419316482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/edu-lobo-breve-resenha.html' title='Edu Lobo: Breve Resenha'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110815827158993967</id><published>2005-02-11T21:20:00.000Z</published><updated>2005-02-11T21:44:31.590Z</updated><title type='text'>Prémios World Press Photo 2004</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foram hoje divulgados os trabalhos fotográficos de 2004 premiados pelo &lt;strong&gt;World Press Photo&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotografias vencedoras podem ver-se &lt;a href="http://www.worldpressphoto.nl/index.php?option=com_photogallery&amp;task=view&amp;amp;id=211&amp;Itemid=39&amp;amp;bandwidth=high"&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110815827158993967?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110815827158993967/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110815827158993967' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110815827158993967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110815827158993967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/prmios-world-press-photo-2004.html' title='Prémios World Press Photo 2004'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110815426972255556</id><published>2005-02-11T20:34:00.000Z</published><updated>2005-02-11T20:38:27.120Z</updated><title type='text'>Recém-nascidos trazem consigo a fórmula mágica do coração humano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Leio em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, via &lt;em&gt;Reuters&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Cientistas descobriram, no coração de recém-nascidos, células extremamente raras que são capazes de se multiplicar e transformar em músculo cardíaco. O achado pode abrir caminho para novos tratamentos de crianças com problemas do coração. »&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua &lt;a href="http://oglobo.globo.com/online/plantao/166668783.asp"&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110815426972255556?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110815426972255556/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110815426972255556' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110815426972255556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110815426972255556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/recm-nascidos-trazem-consigo-frmula.html' title='Recém-nascidos trazem consigo a fórmula mágica do coração humano'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110813592054646089</id><published>2005-02-11T15:32:00.000Z</published><updated>2005-02-11T15:36:11.470Z</updated><title type='text'>«Cracks show as Lula celebrates party's anniversary» - in Finantial Times</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Aniversário do PT &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Partido Trabalhista (PT), que Luiz Inácio Lula da Silva ajudou a fundar há 25 anos, mediante activa militância sindical, comemora hoje mais um aniversário.&lt;br /&gt;Nascido da aliança falhada entre defensores da união, com a ala esquerda dos intelectuais e elementos progressistas da igreja, para combater a ditadura militar, o PT tornou-se hoje o partido político mais popular da América Latina.&lt;br /&gt;Contudo, apesar da aparente unidade nas celebrações públicas, a política seguida desde Janeiro de 2003, no âmbito da coligação coligação governativa com o PMDB, fracturou profundamente o partido, com o núcleo mais ortodoxodo do PT a acusar Lula de uma viragem ao centro. Esta inversão agrada a Wall Street, mas continua a desagradar aos apoiantes mais à esquerda que, no começo da semana passada, durante o Fórum Mundial Social exigiram a Lula a demissão do actual ministro das Finanças: 112 membros do PT - incluindo um economista de renome - abandonaram as celebrações em sinal de protesto, acusando o partido de se afastar das raízes democráticas e «sobrepôr os interesses do capital aos dos trabalhadores»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num artigo entitulado &lt;a href="http://news.ft.com/cms/s/b3d6b330-7afa-11d9-a8c9-00000e2511c8.html"&gt;«Cracks show as Lula celebrates party's anniversary», &lt;/a&gt;o &lt;strong&gt;Financial Times&lt;/strong&gt; refere que José Genoino, presidente do PT, admite que o partido se afastou da sua base ideológica e reconhece a necessidade de reavaliar estratégias e resgatar valores tradicionais ao seu projecto histórico.&lt;br /&gt;A existência de dois candidatos do PT à presidência do Congresso, é apontada como reveladora da divisão interna que o partido atravessa e que se estende ao mais votado partido - seu parceiro de coligação - o PMDB, que ainda não se comprometeu no apoio a nenhum dos dois candidatos, emergidos do PT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110813592054646089?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110813592054646089/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110813592054646089' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110813592054646089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110813592054646089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/cracks-show-as-lula-celebrates-partys.html' title='«Cracks show as Lula celebrates party&apos;s anniversary» - in Finantial Times'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110813264495339675</id><published>2005-02-11T14:37:00.000Z</published><updated>2005-02-11T15:34:40.883Z</updated><title type='text'>What's in a (Brazilian) name?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Artigo divertido pelo espanto com que parece descobrir a inusitada &lt;em&gt;arte de nomear&lt;/em&gt; do povo brasileiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://newpaper.asia1.com.sg/sports/story/0,4136,82703,00.html"&gt;What's in a (Brazilian) name? - FEB 11, 2005&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110813264495339675?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110813264495339675/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110813264495339675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110813264495339675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110813264495339675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/whats-in-brazilian-name.html' title='What&apos;s in a (Brazilian) name?'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110812566533493047</id><published>2005-02-11T12:41:00.000Z</published><updated>2005-02-11T13:31:51.046Z</updated><title type='text'>Link para Várias Reportagens</title><content type='html'>Reportagem de &lt;strong&gt;Pedro Dória&lt;/strong&gt; na Colina do Sol: &lt;a class="outras-noticias" href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=54&amp;amp;amp;textCode=15328&amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;&lt;span class="outras-noticias"&gt;Todo mundo nu&lt;/span&gt;&lt;span class="data-outras-noticias"&gt; 04.02&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem de &lt;strong&gt;Eduardo Graça&lt;/strong&gt; na Dexter House, a comunidade brasileira mais animada de Manhattan: &lt;a class="outras-noticias" href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=54&amp;amp;amp;textCode=15308&amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;&lt;span class="outras-noticias"&gt;Uma casa brasileira em Manhattan&lt;/span&gt;&lt;span class="data-outras-noticias"&gt; 02.02&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem de &lt;strong&gt;Timóteo Lopes&lt;/strong&gt; com Ney Oliveira, simplório cabeleireiro com salão de beleza montado no bairro da Azenha, em Porto Alegre, e sua ilustre clientela: &lt;a class="outras-noticias" href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=54&amp;amp;amp;textCode=15271&amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;&lt;span class="outras-noticias"&gt;Barba, cabelo e... bola&lt;/span&gt;&lt;span class="data-outras-noticias"&gt; 31.01&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem de &lt;strong&gt;Carla Rodrigues&lt;/strong&gt; sobre nova plataforma de Internet nos países menos desenvolvidos: &lt;a class="outras-noticias" href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=54&amp;amp;amp;textCode=15259&amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;&lt;span class="outras-noticias"&gt;Um outro mercado no Fórum Social&lt;/span&gt;&lt;span class="data-outras-noticias"&gt; 27.01&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem de &lt;strong&gt;Ricardo Calil&lt;/strong&gt;: &lt;a class="outras-noticias" href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=54&amp;amp;amp;textCode=15196&amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;&lt;span class="outras-noticias"&gt;A pornochanchada toma Viagra&lt;/span&gt;&lt;span class="data-outras-noticias"&gt; 24.01&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem de &lt;strong&gt;Marcelo Camacho&lt;/strong&gt; sobre a linha férrea do Acre que inspira a série da Rede Globo «Mad Maria»: &lt;a class="outras-noticias" href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=54&amp;amp;amp;textCode=15187&amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;&lt;span class="outras-noticias"&gt;Loucura na selva&lt;/span&gt;&lt;span class="data-outras-noticias"&gt; 22.01&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="outras-noticias" href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=54&amp;amp;amp;textCode=15176&amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;&lt;span class="outras-noticias"&gt;Ressurreição no Araguaia&lt;/span&gt;&lt;span class="data-outras-noticias"&gt; 20.01&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem de &lt;strong&gt;Timóteo Lopes&lt;/strong&gt; sobre o gaúcho Leandro Agostinho Kroth, Prémio Mundial Energia Global Para a Sustentabilidade, engenheiro civil que desenvolve um inusitado projeto habitacional na pequena Santa Cruz do Sul, a 150 quilômetros de Porto Alegre: &lt;a class="outras-noticias" href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=54&amp;amp;amp;textCode=15151&amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;&lt;span class="outras-noticias"&gt;A casa ecologicamente correta&lt;/span&gt;&lt;span class="data-outras-noticias"&gt; 16.01&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem de &lt;strong&gt;André Luis Mansur&lt;/strong&gt; sobre o único vulcão brasileiro, descoberto há 25 anos em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro: &lt;a class="outras-noticias" href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=54&amp;amp;amp;textCode=15153&amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;&lt;span class="outras-noticias"&gt;Yes, nós temos vulcão&lt;/span&gt;&lt;span class="data-outras-noticias"&gt; 15.01&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem de &lt;strong&gt;Maurício de Oliveira&lt;/strong&gt; sobre a história de fantasmas que assombra a Fortaleza de Santa Cruz, uma ídilica ilhota de Florianópolis, sul do Brasil: &lt;a class="outras-noticias" href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=54&amp;amp;amp;textCode=15093&amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;&lt;span class="outras-noticias"&gt;Os fantasmas de Anhatomirim&lt;/span&gt;&lt;span class="data-outras-noticias"&gt; 11.01&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista de &lt;strong&gt;Tania Mednai&lt;/strong&gt; a Françoise Girard, advogada de direitos humanos, que há seis anos trabalha questões relacionadas com a sexualidade feminina na Coalizão Internacional de Saúde da Mulher: &lt;a class="outras-noticias" href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=54&amp;amp;amp;textCode=15070&amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;&lt;span class="outras-noticias"&gt;Sexo não é luxo&lt;/span&gt;&lt;span class="data-outras-noticias"&gt; 10.01&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem de &lt;strong&gt;Maria Helena Passos&lt;/strong&gt; sobre os meninos que sonham ser jogadores de futebol: &lt;a class="outras-noticias" href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=54&amp;amp;amp;textCode=15076&amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;&lt;span class="outras-noticias"&gt;Robinhos do amanhã&lt;/span&gt;&lt;span class="data-outras-noticias"&gt; 08.01&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110812566533493047?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110812566533493047/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110812566533493047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110812566533493047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110812566533493047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/link-para-vrias-reportagens.html' title='Link para Várias Reportagens'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110812306392154349</id><published>2005-02-11T11:50:00.000Z</published><updated>2005-02-11T12:09:42.586Z</updated><title type='text'>Reportagem: Campanha pela Abstinência Sexual nos EUA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;REPORTAGEM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bush quer todo mundo virgem &lt;/strong&gt;(*)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a title="photo sharing" href="http://images.meridianosparalelos.multiply.com/image/1/photos/2/600x600/1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" alt="align=" src="http://images.meridianosparalelos.multiply.com/image/1/photos/2/600x600/1.jpg" width="300" heigth="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="MARGIN-TOP: 0px; a: font-size:0;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A dona-de-casa Anne Marie Doverspike sugere que o pai de quatro adolescentes dê uma aula sobre abstinência para as filhas. As instruções são simples: “Pegue uma barra de chocolate e diga para elas passarem de mão em mão inúmeras vezes, até que vire uma massa nojenta. E, então, pergunte se é aquilo ou uma barra nova o que elas pretendem dar para seus futuros maridos na noite de núpcias.” A mensagem é explícita. “Suas filhas vão entender que, se não fizerem abstinência até o casamento, vão acabar como a velha barra de chocolate: suja e pegajosa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena foi ao ar no mês passado no reality show “Trading Spouses: Meet Your New Mommy” (“Troca de esposas: conheça sua nova mãe”), no horário nobre da Fox, nos Estados Unidos. A idéia do programa é trocar as mães de duas famílias durante uma semana. No episódio em questão, Anne Marie, que é republicana fiel, religiosa e eleitora de George W. Bush, foi parar na casa da família Egly, judia e liberal. A metáfora da barra de chocolate não foi bem aceita por John Egly, o pai das adolescentes, mas certamente ecoou bem nas casas de parte dos 3,5 milhões de espectadores do programa. A campanha de abstinência sexual até o casamento tem o apoio irrestrito do governo Bush, está substituindo as aulas de educação sexual no currículo de escolas americanas e vem sendo exportada para países subdesenvolvidos como a grande solução no combate à Aids.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) por &lt;strong&gt;Adriana Maximiliano&lt;/strong&gt;. Na íntegra &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=54&amp;amp;amp;amp;amp;textCode=15352&amp;amp;date=currentDate"&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Links relacionados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="corpo" href="http://www.notmenotnow.org/" target="_blank"&gt;Not Me, Not Now&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="corpo" href="http://www.greattowait.com/" target="_blank"&gt;It's Great to Wait&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="corpo" href="http://www.respectcampaign.net/" target="_blank"&gt;Respect Campaign&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="corpo" href="http://www.choosingthebest.org/" target="_blank"&gt;Choosing the Best&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="corpo" href="http://www.freeteens.org/" target="_blank"&gt;Free Teens&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="corpo" href="http://www.familyfirst.net/" target="_blank"&gt;Family First&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="corpo" href="http://www.abstinencedu.com/" target="_blank"&gt;AbstinencEdu.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="corpo" href="http://www.ccwny.org/projectruth/" target="_blank"&gt;ProjecTruth&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="corpo" href="http://www.worththewait.org/" target="_blank"&gt;Worth the Wait&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="corpo" href="http://www.upwi.org/" target="_blank"&gt;Up Connection Inc&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="corpo" href="http://www.ohioabstinencecampaign.com/" target="_blank"&gt;Ohio Abstinence Campaign&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="corpo" href="http://www.missthemess.com/" target="_blank"&gt;Miss the Mess&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="corpo" href="http://www.aimforsuccess.org/" target="_blank"&gt;Aim for Sucess&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="corpo" href="http://www.lifeway.com/tlw/" target="_blank"&gt;True Love Waits&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110812306392154349?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110812306392154349/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110812306392154349' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110812306392154349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110812306392154349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/reportagem-campanha-pela-abstinncia.html' title='Reportagem: Campanha pela Abstinência Sexual nos EUA'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110812123253654040</id><published>2005-02-11T11:22:00.000Z</published><updated>2005-02-11T11:27:12.540Z</updated><title type='text'>Tutty Vasques : Umbigos Brasileiros</title><content type='html'>&lt;strong&gt;CRÓNICA &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Brasil mostra o umbigo &lt;/strong&gt;(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Favela não é mais manifestação isolada da estética nacional. Volto de férias 8 mil quilômetros mais rodado para dizer-vos o seguinte: barrigas de fora – as grandes, inclusive – são hoje expressão cultural tão disseminada no país quanto puxadinho em laje de barraco. Brasil afora, o piercing no umbigo virou acessório tão freqüente na paisagem quanto antena parabólica em comunidades de beira de estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem preconceitos, acho verdadeiramente lindo quando uma adolescente meio desengonçada desafia todos os padrões de beleza impostos à sua geração para explorar sensualidade na própria abundância abdominal, mas, convenhamos, há limites para tudo. Certos umbigos – sabes muito bem do que estou falando – deveriam ser proibidos à exposição pública. Deixa pra lá, não quero aqui me estender nesse aspecto até para não ganhar a adesão do movimento Basta!. Barriga de fora é uma coisa, bolha de indignação é outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início das férias estive em Bonito (MS) por recomendação do Zuenir Ventura, que no lugar ficou famoso ao perder a hora de sua palestra em seminário olhando umbigos na praça. Justificou-se depois, aqui mesmo em NoMínimo, dizendo-se hipnotizado pela beleza de um azul nunca visto no lago de uma gruta, bla-bla-blá... Cascata! Vi com meus próprios olhos: até as índias terenas já estão de piercing no umbigo. Lá no meu hotel tinha uma gracinha descendente da tribo que usava uma pedrinha, coincidentemente azul, linda como a descrição do jornalista para a gruta que o fez perder a hora da palestra, bla-bla-blá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu velho amigo perderia o rumo de vez se estivesse cumprindo agenda cultural em Blumenau. Não que na terra da Hering os umbigos das meninas sejam mais bonitos do que no resto de Santa Catarina. Em Florianópolis e Guarda do Embaú, por exemplo, as namoradas dos surfistas sabem como poucas mulheres do mundo o que fazer com a barriga. A questão é que em Blumenau as donas de alguns dos umbigos mais incríveis do Brasil estão por todos os lados, em qualquer ponto de ônibus, carrocinha de sorvete, quiosque de incensos, balcão de farmácia... O Zuenir teria um treco se fosse ao shopping da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se por conta da crise na indústria de malhas na região, em Blumenau todas as mulheres deixam à mostra uma faixa de cinco a dez centímetros de pele clara entre o cós da calça e a bainha da blusa. Nada demais, não fosse a caixa do banco os cornos da Vera Fischer. A vendedora das Casas Bahia parece clone da Ana Paula Arósio, tem Maitê Proença aos montes trabalhando em lanchonetes, posso jurar que Maria Fernanda Candido tem uma irmã gêmea que vende produtos esotéricos num quiosque de galeria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todo respeito às salsichas alemãs, à cerveja Erdinger, ao Kassler com chucrute, à arquitetura européia, aos homens que fazem vidros no sopro, à aparente tranqüilidade que reina naquele centro urbano do Vale do Itajaí, Blumenau é terra de mulher bonita. Ouso dizer que, sob o ponto de vista do umbigo, a cidade é uma das mais lindas do Brasil, lugar pra ser visto de joelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Blumenau, fui para Guarda do Embaú, onde cheguei a uma conclusão dura para alguém como eu, que já foi cabeludo e usou sandálias de pneu. É o seguinte: não tenho mais nenhuma paciência para os hippies, aí incluídas as meninas que não lavam o umbigo. Falo sobre isso na próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(*) por &lt;strong&gt;Tutty Vasques&lt;/strong&gt;. &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=14&amp;amp;textCode=15408&amp;amp;date=currentDate"&gt;&lt;strong&gt;Aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110812123253654040?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110812123253654040/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110812123253654040' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110812123253654040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110812123253654040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/tutty-vasques-umbigos-brasileiros.html' title='Tutty Vasques : Umbigos Brasileiros'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110813707856359750</id><published>2005-02-10T15:40:00.000Z</published><updated>2005-02-11T15:52:07.976Z</updated><title type='text'>Legislativas 2005: Debate dos Candidatos pelo Círculo Europeu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A &lt;em&gt;SIC Notícias&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;SIC Internacional&lt;/em&gt; emitem este fim de semana, incluído no programa &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mar Português&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, um debate único entre os cinco candidatos às legislativas de 20 de Fevereiro pelo círculo da Europa. Um debate que interessa sobretudo aos emigrantes portugueses na Europa. Para ver nos seguintes formatos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;SIC Notícias&lt;/em&gt;: Sábado, dia 12, às 20h 30 (duração 25 minutos);&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;SIC Internacional&lt;/em&gt;: Domingo, dia 13, às 21h 30 (duração 50 minutos).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110813707856359750?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110813707856359750/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110813707856359750' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110813707856359750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110813707856359750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/legislativas-2005-debate-dos.html' title='Legislativas 2005: Debate dos Candidatos pelo Círculo Europeu'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110812217707752541</id><published>2005-02-09T11:35:00.000Z</published><updated>2005-02-11T11:42:57.080Z</updated><title type='text'>Villas-Boas Corrêa: Lula é maior do que o Governo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CRÓNICA &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lula é maior do que o governo&lt;/strong&gt; (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há anos, especialmente nas quatro últimas campanhas presidenciais, o obstinado candidato Lula, em três derrotas sucessivas e na eleição com 53 milhões de votos em 2002, vem ampliando e consolidando a sua identificação com o povão, cultivando a imagem do maior líder sindical do país, que passou como tsunami pela articulação das greves dos metalúrgicos no ABC paulista, daí saltando para o plano nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A marca forte e indelével de origem, contada e cantada em centenas de entrevistas, em depoimentos a dezenas de publicações – com destaque para as 200 páginas do desabafo emocionante, recolhido por Denise Paraná no livro de leitura indispensável “Lula, o filho do Brasil” –, levada ao cinema no documentário “Entreatos”, de João Moreira Salles, vacina o presidente, com proteção impermeável, contra os erros em penca, as trapalhadas em cachoeira, os fracassos seguidos do governo, e o imuniza contra as críticas, a cada dia mais severas e fundamentadas da oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise na rotina do dia-a-dia, com a sonolenta repetição de insucessos, denúncias de irregularidades e o grito de alerta de escândalos, conduz à singela decifração do enigma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começo da conversa, convém passar em revista as profundas alterações do quadro político, reformando hábitos e costumes, e o empurrão da mudança da capital para Brasília. De lá para cá, com 21 anos de ditadura militar de brutalidade, tortura, censura à imprensa e 15 anos de frustração com a democracia restaurada e a decadência moral do Congresso da farra das mordomias, vantagens e a madraçaria da semana de dois a três dias úteis, a população alargou a rachadura da discriminação social, empurrando a classe média de ladeira abaixo. Em desdém crescente, ela desligou-se da maçante mediocridade do noticiário político, que se desperdiça em páginas inteiras dos jornais e revistas com o blablablá repetitivo de meia dúzia de paparicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Diferente e única a sua relação com o presidente Lula, moldada com a mesma massa cinza da pobreza extrema do menino nordestino, filho de dona Lindu, heróica mãe analfabeta, que levou os filhos para São Paulo num pau-de-arara. Ultrapassa todas as barreiras até chegar à Presidência da República, na coerência do discurso da denúncia das injustiças sociais, do desemprego, dos salários de fome, roídos pela inflação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acertos com o FMI, dívida externa e interna, juros na estratosfera, nada disso arranha a pele do trabalhador e do povo. Lula e o governo não se misturam no julgamento e na estima popular. Daí a contradição dos índices de avaliação de Lula e do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo pode errar, embrulhar-se em confusões. Por enquanto, nada respingou no presidente que fala, viaja e não governa. Mas, é o xodó do povo, o primeiro e único saído das funduras da pobreza, o igual a todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as coisas não virarem pelo avesso e a oposição não abrir o olho, a reeleição é mais do que uma probabilidade: é uma certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) por &lt;strong&gt;Villas-Boas Corrêa&lt;/strong&gt;. A ler na íntegra &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=12&amp;amp;textCode=15322&amp;amp;date=currentDate"&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110812217707752541?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110812217707752541/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110812217707752541' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110812217707752541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110812217707752541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/villas-boas-corra-lula-maior-do-que-o.html' title='Villas-Boas Corrêa: Lula é maior do que o Governo'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110811657399348705</id><published>2005-02-08T10:05:00.000Z</published><updated>2005-02-11T10:25:32.853Z</updated><title type='text'>Dora Ribeiro: Diários Gratuitos Chegam a Portugal</title><content type='html'>&lt;strong&gt;MÍDIA PORTUGUESA &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Notícias de graça no metrô&lt;/strong&gt; (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lisboa entrou no início deste ano definitivamente na rota dos jornais gratuitos com a chegada do diário Metro, propriedade da empresa sueca Metro Internacional, que publica 67 edições em 17 países, sobretudo europeus. Embora a primeira publicação do gênero tenha aparecido em Portugal em 1995, com o Jornal da Região, seguido em 2001 pelo &lt;a href="http://www.destak.pt"&gt;Destak&lt;/a&gt;, a entrada dos suecos aliados ao grupo português Media Capital é a que traz de fato novidades ao mercado lusitano. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, alavancou a venda de parte do capital do concorrente Destak ao grupo Cofina e garantiu a passagem do então semanário a diário, confirmando o interesse dos grandes grupos de mídia nacionais no negócio dos commuter newspapers. Depois, fez uma campanha de lançamento ruidosa. E trouxe um conceito novo para os gratuitos portugueses: a sua aparência. Descontando o reduzido número de páginas, é muito semelhante à dos títulos ditos tradicionais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os gratuitos são um fenômeno a estudar, avisam os especialistas. Segundo dados da Universidade de Amsterdã, em 2004, os jornais grátis estavam em 29 países e eram responsáveis por uma circulação diária de 15 milhões de exemplares, com uma audiência de 40 milhões de pessoas; e calcula-se que em 2005 cheguem aos 16 milhões de cópias. Isso ocorre ao mesmo tempo em que a circulação média mundial de jornais pagos decresce, assim como as suas vendas. E as edições eletrônicas se multiplicam (duplicaram entre 1999 e 2003).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) por &lt;strong&gt;Dora Ribeiro&lt;/strong&gt;, jornalista. Continua &lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=315MON003"&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110811657399348705?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110811657399348705/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110811657399348705' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110811657399348705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110811657399348705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/dora-ribeiro-dirios-gratuitos-chegam.html' title='Dora Ribeiro: Diários Gratuitos Chegam a Portugal'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110812489701171711</id><published>2005-02-06T12:15:00.000Z</published><updated>2005-02-11T12:28:17.020Z</updated><title type='text'>Reportagem: Uma Sapucaí de desafios</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;REPORTAGEM&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Uma Sapucaí de desafios&lt;/strong&gt; (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a title="photo sharing" href="http://images.meridianosparalelos.multiply.com/image/1/photos/2/600x600/3.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" alt="align=" src="http://images.meridianosparalelos.multiply.com/image/1/photos/2/600x600/3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="MARGIN-TOP: 0px; a: font-size:0;" &gt;Barracão da Mangueira&lt;a href="SITEEEEEEEE"&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br clear="all"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Laíla, diretor de carnaval da Beija-Flor de Nilópolis, caprichou na alegoria da descompostura. Do alto de seu um metro e setenta e mais um tiquinho, bem menor que a proeminência da barriga, botou medo em marmanjo capaz de empurrar sozinho um daqueles carros mastodônticos que atravessam a Avenida Marquês de Sapucaí salpicados de extremistas calipígeas. Com voz grave anunciou na noite de segunda-feira, a uma semana do desfile, que o ensaio da bateria da escola estava suspenso e chamou a comunidade na chincha. Atravessou o samba e com razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É com um desfile como o que foi mostrado no ensaio técnico de ontem que vocês querem ganhar o tricampeonato?”, perguntou aos nilopolitanos que imaginavam se proteger da chuva na quadra da escola antes de se descobrirem encharcados por outros respingos. Já que ninguém ousou responder, tratou ele próprio de tocar o surdo. “Não vai dar. Foi um desastre, uma correria desenfreada. Os três inimigos, que todo mundo aqui sabe quem são, devem ter ficado felizes com o que viram.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os adversários da Beija-Flor na disputa pelo tricampeonato que a igualaria à Imperatriz Leopoldinense são a própria tricampeã do Carnaval Carioca, a Mangueira e a Viradouro. Há muita expectativa pelo desfile da Unidos da Tijuca. O carnavalesco Paulo Barros surpreendeu no ano passado, logo na estréia. Com um desfile inusitado, pelo qual os especialistas haviam passado batido, alçou ao vice-campeonato a agremiação condenada ao pelotão intermediário. Há ainda a força do samba do Salgueiro, a revolução da bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel ao botar os chocalhos na frente da percussão, o desfile milionário da Mangueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se o fim da Era Joãosinho Trinta, internado num hospital vítima do terceiro Acidente Vascular Cerebral, não bastasse para um carnaval só. As discussões pré-carnavalescas estão reduzidas a duas – além de qual será a campeã. Uma é de quem vai ocupar o trono deixado vago pelo reinventor dos desfiles nos anos 70. A segunda insiste no repique temático dos trejeitos com que todas as escolas insistem em evoluir na avenida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há anos só se espera outra coisa: menos coreografia e mais samba. Os repórteres de televisão que cobrem o Sambódromo ao vivo se sentem como espécies ameaçadas. Depois das indefectíveis entrevistas inaudíveis, eles já estavam adaptados ao ecossistema que os mandava ordenar peremptórios: “Agora, mostra aí o samba no pé.” É ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Academias de dança ou de samba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que diz a marchinha, este ano vai ser exatamente igual àquele que passou – salvo as surpresas metereológicas de sempre e os segredos que serão desempacotados de hora em hora nas noites de domingo e segunda-feira. Das comissões de frente à ultima alegoria vai ser um teatro só, mas os restos de criatividade sempre foram suficientes para saciar a fome de folia da multidão que se espreme nas arquibancadas da Passarela do Samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Viradouro, com o enredo “A Viradouro é só sorriso!”, repete a comissão de frente coreografada por Deborah Colker. A Mangueira, com seu quilométrico tema “Mangueira energiza a Avenida. Carnaval é pura energia e a energia é o nosso desafio”, mantém a aposta em Carlinhos de Jesus para abrir o desfile da escola. A Beija-Flor, com “Sete povos na fé e na dor... sete missões de amor”, não buscou nenhum coreógrafo de renome, mas também vai entrar na Sapucaí com o passo marcado. Cristo, jesuítas, índios, feiticeiros, ninguém escapa. Até os centuriões romanos, que sequer Nero saberia explicar como foram parar na catequese dos guaranis na região gaúcha das Missões, vão ser mais generosos em gestos do que em gingados. Suspeita-se que saibam bradar melhor uma espada – as da Beija-Flor são de plástico – do que dançar no sapatinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vila Isabel promete coreografia em todos os carros alegóricos. De quebra, uma encenação dramática na alegoria do Navio Negreiro para cantar “Singrando em mares bravios... Construindo o futuro”. A Portela, que entra na avenida como a preferida do presidente Lula por causa do tema “Nós podemos: oito idéias para mudar o mundo”, o que inclui um zero para a fome, terá cinco carros coreografados para dar “sustança” ao enredo de cunho social inspirado nas Metas do Milênio da ONU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo circense Intrépida Trupe é o abre-alas da Grande Rio. Um trigal humano vai sacudir ao vento na Porto da Pedra. Uma réplica da arquibancada da Sapucaí, em plena Sapucaí, promete ser a sensação da Caprichosos de Pilares. Uma plataforma de petróleo vai atrás do mesmo combustível que embala o enredo da Mangueira no mar de águas profundas, mas menos rico em reservas, da Vila Isabel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Carnaval Carioca é também um desfile de classes. A Mangueira vem regada por seis milhões de reais. Três milhões e meio saíram dos cofres da Petrobras, mais um milhão da Eletrobrás, outro naco do Banco do Brasil. Quem pensa que é a escola das estatais se engana em dobro. O Icatu Hartford, grupo privado de investimentos e previdência privada, também plantou erva no cofre da Mangueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dinheiro suficiente para alçar a candidatura de Max Lopes à sucessão de Joãosinho Trinta. Autor do enredo feito sob medida para atrair o marketing da Petrobras, maior companhia de energia do país, o carnavalesco vai repetir a fórmula de fugir o possível e o impossível do verde-e-rosa. Em troca vai travestir a escola com seu estilo barroco futurista. Dispensam-se explicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mangueira já bombou. Só na bilheteria da quadra, com o ingresso a trinta paus, tirou mais de 150 mil reais a cada sábado. No último, antes de exibir aquela maravilha de cenário na Passarela do Samba, juntou cinco mil pessoas aditivadas pelo refrão “A energia do samba é combustível pro amor/ Sou Mangueira/ Nos braços do povo fazendo fluir/ A verde e rosa na Sapucaí.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elegâncias e paetês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Portela cobrou dez reais por cabeça. Botou cinco mil pessoas para dentro, deixou outras tantas de fora, e ainda exibiu um reforço – esse sim com ginga, molejo e malícia, como se não bastassem os 260 mililitros de silicone em cada seio. Valéria Valenssa desceu do pedestal de globeleza para prestigiar com rara assiduidade os ensaios da bateria da qual é madrinha. Foi até Madureira num portentoso Toyota VX com direito a estacionamento dentro da quadra e à escolta de quatro seguranças. Paulinho da Viola, Dodô, primeira porta-bandeira campeã da escola, e Clovis Bornay vão abrir o desfile na Sapucaí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Portela só não está entre as favoritas porque teima na batida abafada da bateria, herança genética que mestre Marçal deixou ao filho Marçalzinho, e preferiu um samba menor de Noca. O compositor, integrante da Velha Guarda, foi bafejado pelos novos ventos que sopram por lá: saiu a turma de Carlinhos Maracanã, voltou a dos sucessores de Natalino José dos Nascimento, o Natal. Trocou bicheiro por bicheiro, mas oxigenou o ambiente. “Essa sim é a Portela”, dizia Dodô, entusiasmada com a quadra cheia na sexta-feira, 28.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Portela também ganhou uma alavanca financeira estatal. Dinheiro da Caixa Econômica Federal para fazer um desfile estimado em uns quatro milhões de reais. A Viradouro sorri com outros quatro milhões. A Imperatriz Leopoldinense gastou algo parecido para apresentar na avenida o samba-enredo “Uma delirante confusão fabulística”, tema sob medida ao estilo rococó da carnavalesca Rosa Magalhães e às pretensões da escola de conquistar o tetracampeonato. A Beija-Flor ganhou uma mãozinha de última hora do governador Germano Rigotto: um milhão de reais que o governo gaúcho captou no Ministério do Turismo. O resto, o patrono Anísio Abrahão David bancou. É do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da caixa-preta das escolas de samba sabe-se apenas o que é preciso e o que a prudência recomenda. O Carnaval Carioca deste ano desfila o luxo de dez milhões de reais só em patrocínio – tudo indica que subfaturados. É só fazer a conta. Além dos 4,5 milhões da Mangueira, a Grande Rio vai se lambuzar de Leite Moça para institucionalizar o enredo “Alimentar corpo e alma faz bem” com 2,5 milhões de reais da Nestlé. Com o 1,4 milhão que a TIM destinou à Mocidade Independente para que a escola de Padre Miguel exiba a cultura italiana em “Buon mangiare, Mocidade! A arte está na mesa”, se chega a 8,4 milhões de reais. Com mais um milhão da Beija-Flor a marca bate nos 9,4 milhões de reais. A Vila Isabel enfeita seu carnaval de 4,5 milhões de reais com um milhão da Transpetro e de um pool de estaleiros. Na ponta do lápis: 10,4 milhões de reais – sem falar nos caraminguás que pingaram na Tradição e em outras escolas menos favorecidas na folia financeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Unidos da Tijuca tem pouco mais de dois milhões para dar asas à imaginação do carnavalesco Paulo Barros. Não é muito, nem é pouco – é o que a maioria diz que vai gastar. Nem o vice-campeonato do ano passado ajudou a escola a conseguir um patrocinador. Ainda assim, o carnavalesco sensação de 2004 promete repetir a dose. Paulo Barros radicalizou no ano passado com 127 figurantes para compor a alegoria do DNA. Este ano, só no abre-alas, serão cerca de 250 componentes. Um carro vai desfilar no mundo fulgurante da Sapucaí a timidez de materiais foscos. Trata-se de uma heresia para uma festa em que o brilho é tudo – e um pouco mais. Vai também dispensar o chassi para montar uma alegoria das grandes, sabe-se lá assentada no quê. Os ensaios estão sendo realizados em segredo em algum lugar perto do barracão, na zona portuária do Rio. Da cauda de um pavão escorregarão destaques. “Não posso revelar nada”, esconde Paulo Barros. “A gente sabe tudo”, rebate Mauro Quintaes, carnavalesco da Viradouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, se não. A mão-de-obra que desenvolve a alegoria da Unidos da Tijuca é a mesma que faz o segundo turno num barracão qualquer e depois hora extra no Salgueiro. Só o que muda é o samba-enredo. De “Entrou por um lado, saiu pelo outro... Quem quiser que invente outro!” a “Do fogo que ilumina a vida, Salgueiro é chama que não se apaga” – que ameaça incendiar a avenida com o refrão “Hoje o fogo da alegria/ Se alastrou na Academia/ Por inteiro/ Vem no show da bateria/ Esse fogo que arrepia.../ É Salgueiro, Salgueiro, Salgueiro.” Ao menos na escassez de emprego, o samba já dançou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) por &lt;strong&gt;Paulo Eduardo de Vasconcellos&lt;/strong&gt;. &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=54&amp;amp;amp;textCode=15338&amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110812489701171711?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110812489701171711/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110812489701171711' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110812489701171711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110812489701171711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/reportagem-uma-sapuca-de-desafios.html' title='Reportagem: Uma Sapucaí de desafios'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110812933025159463</id><published>2005-02-05T13:35:00.000Z</published><updated>2005-02-11T13:42:10.256Z</updated><title type='text'>Reportagem: Prostitutas juntam-se ao Fórum Social</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;REPORTAGEM&lt;br /&gt;Elas exigem respeito&lt;/strong&gt; (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu nome é Vânia, moro no Recife - e sou puta”, apresentou-se uma mulata, usando óculos e chapéu de crochê preto. O termômetro beirava os 40 graus na tarde do último sábado na capital gaúcha, quando Vânia, Ivanilda, Tina, Gabriela e Maria Eugênia entraram numa tenda do Fórum Social Mundial para participar do debate: “Construindo a Cidadania: a experiência da rede brasileira de Profissionais do Sexo”. Nem a presença, numa sala ao lado, do escritor português José Saramago, prêmio Nobel de Literatura, afetou o número de interessados em ouvir o quinteto feminino. O público tomou todas as cadeiras, deixando os atrasados em pé, para assistir à conversa das cinco mulheres, líderes que atuam, respectivamente, em Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Córdoba, na Argentina. Bem articuladas, elas promoveram um evento que, ao contrário de Lula, só arrancou aplausos, de médicos, feministas, estudantes, cegos, travestis e, claro, colegas de profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profissional há 32 anos – começou aos 20 - Vânia (que, segundo uma colega, é chamada assim como “nome de guerra”) pertence à Associação Pernambucana das Prostitutas. Ela e suas colegas lutam por respeito, saúde e fazem questão de mostrar à sociedade que elas, sim, fazem sexo seguro. "Não queremos brigar. Inclusive, já conseguimos ser respeitadas”, diz Vania, que promove oficinas e palestras na rede estadual de saúde e já se reuniu com mais de 200 delegados do estado. “Vocês sabem como é, os delegados nordestinos são muito machistas, mas a delegada da Delegacia de Mulheres nos abriu esta oportunidade - e a situação já melhorou bastante”, alegra-se. “Faço zona no local há 32 anos e o pessoal sempre passava com a maior cara feia. Hoje, muitos dão boa noite e já perguntam 'como vai, madame? Como foi o seu dia?' É o exemplo de como o sistema de sensibilização resolve problemas de relacionamento.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teoria e prática do sociólogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política de sensibilização já foi também usada, com bons resultados, em contatos com lojistas e guardas municipais do Recife, mas o maior orgulho de Vânia é ter sido capa do jornal mensal “Beijo da Rua”, editado no Rio de Janeiro. “Antigamente, prostitutas só chegavam às páginas dos jornais quando estavam envolvidas em crimes – hoje, temos o nosso meio de comunicação.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o estigma em relação às prostitutas ainda preocupa estudiosos como o sociólogo da Universidade Federal da Bahia, professor Gey Espinheiras, autor de vários livros sobre o assunto, que estudou a prostituição em Salvador na década de 80. Ele ainda lembra, indignado, que a polícia baiana chegou a desencadear uma chamada Operação Inseticida para limpar as ruas de Salvador com a prisão, muitas vezes violenta, das prostitutas. “Temos de descobrir de onde vem o estigma em relação às prostitutas para depois bolar estratégias eficazes que dêem o reconhecimento da sociedade a esta profissão tão antiga quanto a de sacerdotes e magos”, prega o professor. E confessa conhecimento prático da questão: “Sempre freqüentei bordéis.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor Espinheira lembra que, até o século 20, as mulheres ficaram restritas à vida familiar, reservadas apenas à procriação. “Esta superioridade natural da mulher em parir fez dela a escrava da sociedade, uma mercadoria, uma prisioneira”, diz. “Mulheres e escravos não participavam da vida política e dos negócios da sociedade. Por quase dois mil anos, acreditava-se que o cérebro da mulher era menor que o do homem, e que elas eram serem inferiores”. Segundo ele, as prostitutas eram uma forma de resistência a isso. São mulheres que saíram do espaço limitado da casa e ganharam o espaço público da rua. “Os homens que usufruíam destas mulheres se sentiam ameaçados por aquelas criaturas estranhas, que transgrediam física e socialmente os limites da mulher”, ensina. E garante: “Eis a razão do estigma.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espinheira surpreendeu parte da audiência do Fórum Social Mundial ao declarar: “Nenhuma outra profissão pode ser mais digna, carinhosa e terna como esta, que nos acolhe.” As observações práticas e teóricas do professor baiano o levam a acreditar que “as mulheres da vida tratam e curam as impurezas da alma e a solidão dos viajantes, dos estranhos – e dos homens casados”. Diante do espanto de parte da platéia, justifica: “Prostitutas sempre foram terapeutas, psicólogas. Esta deve ser a profissão mais valorizada – sobretudo neste mundo do desencontro e do efêmero.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filosofia na zona&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado do balcão, a paulista Gabriela, da Rede Brasileira das Profissionais do Sexo, mostra que o professor tem, pelo menos, alguma razão no que diz: “Amo os homens. Eles são de uma fragilidade incrível. Quando chegam a uma área de prostituição, querem conversa, precisam de carinho. Para nós, eles sempre foram isso.” E há reciprocidade na relação, segundo ela: “Não sofremos preconceitos dos nossos clientes. Sofremos abusos da polícia, dos cafetões, das cafetinas, mas nunca daquele homem solitário que nos procura. Quando ele chega tirando sarro da nossa cara, é sinal de insegurança.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriela conta que, certa vez, fez uma operação e ficou muito tempo sem trabalhar. Diariamente, ia à zona de prostituição e ficava no canto, lendo seus livros. Seus antigos clientes chegavam, pediam desculpas ao lhe comunicar que iriam fazer programas com outras colegas e lhe davam algum dinheirinho para que sua noite não fosse de todo perdida. “Fiz grandes amigos e bati altos papos filosóficos na zona”, conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Politizada, Gabriela relembra que em alguns estados do Brasil, até a década de 70, prostitutas tinham de andar com carteirinhas para poder trabalhar e eram obrigadas a fazer exames de saúde mensalmente. “Depois de muitos debates e desacordos ao longo das últimas décadas, só agora a nossa classe está começando a dialogar, a ser ouvida e a colher resultados. Estamos muito felizes com isso”, festeja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a questão da Aids é levantada, Gabriela defende o direito de as mulheres serem examinadas por ginecologistas sem ter de ouvir deles precisam mudar de profissão. “Eles não têm direito de dizer a ninguém a profissão que se deve exercer”, afirma. Ao seu lado, Vania diz: “Estamos conscientes de que a Aids não é uma doença de prostitutas - é uma doença de quem transa sem camisinha. Aprendemos a colocá-la com a boca ou com a mão, mas, no Nordeste, por causa da pobreza, muitas meninas não conseguem recusar um programa depois de 12 horas sem ter descolado nada. Se um homem oferece 100, 200 reais para transar sem camisinhas, é difícil de recusar se a auto-estima dela estiver baixa. Nossas oficinas levantam sua auto-estima e lhes ensinam tudo sobre a camisinha.” Vania ainda faz questão de lembrar: “Puta não usa droga injetada. Nós amamos o nosso corpo, precisamos dele para trabalhar. Puta só fuma maconha ou toma uma cerveja, uma cachaça. Se a gente ficar bêbada na zona, amanhã não terá dinheiro nenhum.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriela também reconhece que a questão econômica é a maior causa da prostituição, mas faz questão de lembrar que as dificuldades não são exclusivas das prostitutas. “Na noite de Natal, fui ao supermercado e a mocinha do caixa me disse que ficaria trabalhando até duas da manhã. Ela estava lá desde o começo do dia – e para ganhar quanto?” – pergunta, indignada. “Não somos só nós que trabalhamos na madrugada. Olhem para moças como essa, para os garçons e enfermeiros. Quanto eles ganham para virar a noite?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma senhora conservadora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que, para as prostitutas, a carga de trabalho pesa por mais tempo, no entanto. Sem data marcada para aposentadoria, algumas têm de ouvir, com bom humor, que são quase tão antigas quanto a profissão. É o caso de Ivanilda Santos de Lima, da Associação Fio da Alma, entidade que atua em 15 áreas do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense. Ivanilda, carioca de 65 anos, cinco filhas, um marido e mais de cem quilos de peso, apresentou-se assim à platéia do Fórum em Porto Alegre: "Boa tarde, desculpe o atraso - mas prostituta não se atrasa, tem apenas outro compromisso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E emendou: "Sou prostituta há 50 anos, ou seja, não existe ex-prostituta, muito menos velha; é o sapato velhinho que fica bom no pé." Ivanilda conta que lhe faltava auto-estima durante os longos anos de carreira, mas, inspirada no exemplo da paulista Gabriela e incentivada pelo próprio marido, ganhou ânimo para criar a Associação Fio da Alma e, hoje, vê com felicidade que as profissionais afiliadas dispõem de uma casa onde podem tomar banho, descansar e até assistir a vídeos. “Temos um projeto de prevenção de saúde, projetos ligados à cidadania e estímulo às profissionais”, diz. Faz questão de ressalvar: “Ainda as chamo de profissionais, mas a palavra é prostituta mesmo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ONG criada por Ivanilda também se preocupa no Rio com as questões que afligem o professor Espinheira em Salvador. “Proporcionamos auto-estima a estas moças, ajudamos a providenciar documentação e lhes ensinamos a dizer não aos policiais que as abordam. Elas têm de dizer a eles que prostituição não é crime”. Segundo Ivanilda, crime é ter uma mulher em casa, levantar a mão para ela, explorá-la ou tirar seu dinheiro. “Mas, se você tem em casa uma mulher que está batalhando o próprio dinheiro, isso não é crime.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todas as colegas que foram a Porto Alegre, Ivanilda ressalta que é contra a prostituição infantil e adolescente, com um argumento tocante: “Também somos mães, temos sonhos. Muitos sonhos.”. Ela se confessa uma mulher extremamente conservadora, que deseja que as filhas se casem virgens - das cinco, duas são casadas e as três solteiras estão na escola. “Só faço festa de quinze anos para as virgens”, avisa. “Agora, se a minha filha chegar aos 20 anos e disser que quer ser prostituta, vou adorar, mas vou dizer a ela quais são as barreiras da profissão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não são poucas as barreiras. Ela conta que a sociedade as rotula de ladras, de traficantes de drogas, de traficantes de adolescentes ou de vagabundas. “Nos rotulam de tudo. E sabem por que? Porque somos mulheres alegres, somos flores que falam. E onde há alegria, há movimento. E onde há movimento, as pessoas chegam para ganhar dinheiro”, diz ela. “Não somos donas do mundo para expulsar ninguém ou para mandar vender cocaína em outro canto”, argumenta. “Mas podemos dizer às menores: Olha, querida, aqui você não pode ficar”. Ivanilda conta que, às vezes, as próprias prostitutas dão dinheiro a essas menores para que elas não tenham de fazer programa. Bem diferente é o próprio caso: "Ficar três dias sem ganhar nada não dá - por isso que eu ainda não parei. Perguntam-me com eu ainda trabalho aos 65 anos, mas meus clientes envelheceram junto comigo. Se velhice fosse problema, eles teriam de permanecer jovens para sair com as novinhas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivanilda tem fãs também fora da zona. “Essa mulher é demais, vim aqui só para ouvi-la falar” – diz, entusiasmado, o motorista Gaudêncio, que levou, de ônibus, 15 prostitutas cariocas a Porto Alegre para o Fórum Social Mundial. “Foram 21 horas de viagem – Ivanilda veio conversando comigo durante todo o tempo”, conta ele, antes de pegar o trajeto de volta ao Rio. Enquanto Gaudêncio mostra sua admiração por ela nos bastidores, Ivanilda resume, no debate, o sentimento de todas elas: “A sociedade finge que não fazemos parte dela, mas isso é um engano. Somos eleitoras, pagamos impostos, compramos no mercado. Não estamos pedindo para ninguém fazer o que a gente faz. Apenas pedimos que nos respeitem como mulheres, como cidadãs e como pessoas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) por &lt;strong&gt;Tania Menai&lt;/strong&gt;. &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=54&amp;amp;textCode=15337&amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;&lt;strong&gt;AQUI &lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110812933025159463?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110812933025159463/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110812933025159463' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110812933025159463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110812933025159463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/reportagem-prostitutas-juntam-se-ao.html' title='Reportagem: Prostitutas juntam-se ao Fórum Social'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110833998252286468</id><published>2005-02-03T00:13:00.000Z</published><updated>2005-02-14T00:15:30.756Z</updated><title type='text'>S.O.S Carcavelos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;CONTRA A DESTRUIÇÃO DA PRAIA DE CARCAVELOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a title="photo sharing" href="http://photos3.flickr.com/4754381_6ffb9b4c56.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" alt="align=" src="http://photos3.flickr.com/4754381_6ffb9b4c56.jpg" width="400" heigth="560" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="MARGIN-TOP: 0px; a: font-size:0;" &gt;Foto de &lt;a href="http://www.soscarcavelos.com"&gt;S.O.S Carcavelos&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br clear="all"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110833998252286468?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110833998252286468/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110833998252286468' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110833998252286468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110833998252286468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/sos-carcavelos.html' title='S.O.S Carcavelos'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110811540241517320</id><published>2005-02-01T09:28:00.000Z</published><updated>2005-02-11T10:24:12.123Z</updated><title type='text'>Ricardo Noblat: Os Jornalistas e os Blogs</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;JORNALISMO 24 HORAS&lt;br /&gt;O que um blog pode ensinar&lt;/strong&gt; (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um blog há quase um ano. Anote o endereço e dê uma passadinha lá: (&lt;a href="http://www.noblat.blig.com.br/"&gt;www.noblat.blig.com.br/&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca tinha entrado em um até que inventei o meu. Ouvira falar que blog era uma espécie de diário de adolescente na internet – e ponto. O assunto não me atraía, embora atraísse meus três filhos – André, Gustavo e Sofia, todos na faixa dos 20 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre março e maio do ano passado, escrevi uma página dominical sobre política no jornal O Dia, do Rio de Janeiro. E como notícias cavadas no início da semana acabavam envelhecendo antes que a semana terminasse, um amigo sugeriu que eu criasse um blog para ter onde despejá-las a tempo e a hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a página de O Dia foi extinta, imaginei que deveria também extinguir o blog. Só não o fiz a pedido de algumas pessoas que viam futuro nele. Eu ainda não via. E sentia falta do meio impresso onde vivi os últimos 37 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em setembro, ao instalar um medidor de audiência no blog, comecei a me dar conta de que o passatempo deixara de ser apenas passatempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog foi acessado em outubro por 151.465 visitantes únicos. Em novembro, por 100.715. E em dezembro por 106.685.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você entrar nele mais de uma vez por dia, o medidor só registrará uma visita. A não ser que você utilize terminais diferentes. E que cada um tenha um IP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui obrigado a aprender que IP é uma espécie de impressão digital do computador. Ou melhor: a porta de entrada e de saída para a internet de um usuário ou de um grupo de usuários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expediente integral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que os números registrados pelo medidor de audiência do blog estão muito abaixo dos verdadeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo: a Câmara dos Deputados dispõe de cerca de 4 mil terminais. Mas eles funcionam em rede. Entram e saem da internet via quatro ou cinco IPs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer: no máximo, o medidor de audiência do blog contabilizará por dia quatro ou cinco visitantes únicos oriundos da Câmara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, é razoável imaginar que um blog dedicado a contar os bastidores do poder em Brasília seja acessado diariamente por mais do que quatro ou cinco funcionários da Câmara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, quem acessa o blog e se interessa por algo, copia e repassa aos amigos. Esses, por sua vez, repassam aos seus. Quer dizer: você nunca saberá ao certo quantas pessoas atinge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De madrugada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho mais horas diárias no blog do que jamais trabalhei em jornais ou revistas. Começo por volta das 10h. Uma vez lidos os seis jornais que assino, reproduzo e comento no blog as notícias mais relevantes. Em seguida, passeio pelos sites de jornais e de agências daqui e de fora. Sempre encontro alguma coisa para comentar ou correr atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, me penduro no telefone à caça de notícias frescas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fontes tradicionais de notícias ainda não sabem direito o que é um blog – costumam confundir com site. Mas se lhe conhecem, ajudam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantenho um aparelho de rádio sintonizado na CBN. E um aparelho de televisão na Globo News ou nas TVs Senado e Câmara, a depender do dia e da hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta de ir para a rua com mais freqüência atrás de notícias – mas se for, a relação custo-benefício não valerá a pena. Gastarei mais tempo. E apurarei menos notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta de trabalhar com gente, de preferência muita gente como sempre trabalhei. Tenho apenas uma estudante de Jornalismo que me ajuda em coberturas de fôlego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reservo algumas noites por semana para jantar com políticos e funcionários do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permaneço defronte do computador até a hora do Jornal Nacional. Depois dou um tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto a passear pelos sites de notícias por volta das 23h. E sigo até às 2h ou 3h lendo as edições dos jornais do dia seguinte e postando notícias ou comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gosto do público&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog é um espaço de notícias, análises e debate. Quem quiser pode escrever ali qualquer coisa – menos ofensas pessoais e palavrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engordei de tanto viver sentado – e também porque parei de fumar. Em compensação, trabalho de bermuda, camiseta e chinelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo jornalista deveria ter um blog. A experiência de ser responsável por um ensina mais do que muitos anos de redação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensina, por exemplo, a ser mais rigoroso na apuração de notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O erro cometido no jornal ou na revista tem muitos pais. No blog, ele é só seu. Na dá para pôr a culpa no repórter, no editor que mudou o que você escreveu ou no diagramador que por descuido baixou a penúltima versão de sua matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensina a ser mais humilde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor do blog não quer nem saber: baixa o pau no que você escreve. E as críticas dele, procedentes ou não, ficam registradas. Eu, pelo menos, não as elimino. Se o fizer, estarei na contramão do espírito democrático da internet. E elas aparecerão novamente. Não tem jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog ensina também a levar mais em conta o gosto dos leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles manifestam com clareza sua preferência por determinados assuntos. E a não ser que audiência seja algo que pouco lhe importe, você acabará levando em conta o gosto do seu público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula, leitor e paixão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É reduzido o grupo de leitores que comentam as notícias – no caso do meu blog, algo como uns 60 a 80. Eles usam nomes falsos e, às vezes, se valem de vários nomes. Mas os que comentam são muito ativos. E gostam de colaborar com o blog apurando notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me empenho em valorizar a contribuição deles. Não raro, pinço comentários de uns e de outros e os destaco no espaço principal do blog. Privilegio comentários que divergem dos meus. E respondo à maioria das perguntas ou provocações que me fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse há pouco que o blog ensina a levar mais em conta o gosto do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, nem por isso você deve se render a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minoria dos leitores que escreve no blog não representa em todos as ocasiões o gosto médio do total da audiência. Tenho pesquisa que mostra isso. É uma minoria que aprecia bater boca e que tem fixação por determinados temas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do meu blog, ela se divide entre os que atacam e os que defendem com paixão o PT e o governo Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortesia em família&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes vira um diálogo de surdos: escrevo sobre as eleições iraquianas e os leitores discutem sobre a viagem de Lula a Davos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa: escrevo assim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é outra vantagem de fazer jornalismo em blog: você não tem patrão. Desfruta de ampla liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tudo correr bem, em março ou abril o blog será reformado. Ganhará novo desenho, novos conteúdos e recursos que tornarão a navegação mais fácil e ágil. Será uma espécie de blog dentro de um site – ou de site dentro de um blog. Oferecerá até música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então verei se além de me dar prazer e muito trabalho, o blog será capaz de me dar algum dinheiro. Por ora, ele não me rende um tostão. É uma cortesia da minha mulher que paga as contas da casa, mas que não parece disposta a continuar pagando por muito tempo. E ainda reclama de que não saio da frente do computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) por &lt;strong&gt;Ricardo Noblat&lt;/strong&gt;, jornalista. &lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=314ENO002"&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110811540241517320?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110811540241517320/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110811540241517320' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110811540241517320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110811540241517320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/02/ricardo-noblat-os-jornalistas-e-os.html' title='Ricardo Noblat: Os Jornalistas e os Blogs'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110813035133708414</id><published>2005-01-27T13:51:00.000Z</published><updated>2005-02-11T13:59:11.406Z</updated><title type='text'>Reportagem: O homem que desnuda as mulheres</title><content type='html'>&lt;strong&gt;REPORTAGEM&lt;br /&gt;O homem que desnuda as mulheres&lt;/strong&gt; (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a title="photo sharing" href="http://images.meridianosparalelos.multiply.com/image/1/photos/2/600x600/5.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" alt="align=" src="http://images.meridianosparalelos.multiply.com/image/1/photos/2/600x600/5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="MARGIN-TOP: 0px; a: font-size:0;" &gt;O fotógrafo &lt;a href="http://www.hegre-archives.com/"&gt;Petter Hegre&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em março de 2001, Petter Hegre estava agitado. Tinha passado dos trinta fazia quase dois anos, casado e separado duas vezes e tido duas filhas pelo caminho. Fora assistente de um dos maiores fotógrafos do século 20 e até, por conta própria, havia ganhado alguma reputação internacional com a publicação de "My wife", livro com imagens de sua ex-mulher nua. Mas a bela islandesa Svanborg já não estava mais por ali. E a cidadezinha portuária de Stavanger, no sul de sua Noruega natal, o oprimia. Hegre precisava de algo novo. Um projeto, uma saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no entanto, nada lhe satisfazia. Durante horas, cruzava os sites das agências de modelos à procura de uma nova musa, uma moça que lhe inspirasse outro livro. Nunca a encontrava. Se o rosto era marcante, algo da proporção não lhe satisfazia – seios grandes, bunda miúda ou o contrário, muito baixa, pernas finas ou grossas demais. Até então, no estúdio que montara, tinha feito de tudo. Propaganda de carro e da indústria petroleira, pôsteres de teatro, álbuns de casamento, mas agora, não, agora queria fixar-se como fotógrafo de mulheres nuas. Aí encontrou Luba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo nu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fotografia, as duas gêmeas idênticas vestiam roupa de ginástica e meias pretas até o joelho, usavam os cabelos castanhos - nem curtos, nem longos. Esguias, eslavas, evocavam, para Hegre, a perfeição. Imprimiu a imagem, colhida do book de uma agência em Kiev, e decidiu que gostava mais da que estava à esquerda. O batimento cardíaco acelerou, não sabia nada dela, sorriu para seu assistente: "Bjorheim, vou casar com essa mulher". Lançou mão do telefone, ligou para os ucranianos, identificou-se como fotógrafo e convidou Luba Shumeyko para uma visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotografou-a por uma semana, horas a fio, dia e noite, tudo estritamente profissional. Quando ela voltou para casa, ele sentiu saudades. Tornou a telefonar-lhe, ansioso, explicou que gostara do trabalho, perguntou se ela não faria uma segunda visita. Hegre ri ao contar essa parte: "Aí não conseguimos mais manter o profissionalismo". Apaixonaram-se, ela se mudou para Stavanger de forma que o namoro engatasse e ele já tinha uma idéia do que faria com o resto da vida: pôs um site no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hegre-archives.com tem hoje por volta de 55.000 fotografias de mulheres nuas e algo entre 20 e 200 novas vão ao ar diariamente, uma série por vez. São modelos que Petter descobre viajando pelo mundo. Além disto, são também 120 pequenos filmes, em geral making of das sessões – e há um novo a cada semana. Contem-se ainda mais de 25 relatos de suas viagens pelo mundo, que ele descreve diletantemente na forma de diário. Incluam-se também histórias eróticas de escritores profissionais e fotografias amadoras enviadas por seus usuários, umas 500, um bojo que atrai meio milhão de pessoas diariamente, entre as quais dezenas de milhares de pagantes da taxa mensal de 29 dólares. O número exato de assinantes, não revela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site, seus livros – está no sexto, o quinto chamou-se "Luba" –, as exposições nas melhores galerias da Europa e dos EUA e a revista que deve lançar este ano representam o que chama New Nude – o Novo Nu –, movimento de um homem só para relançar o conceito da nudez feminina. "Eu nunca me impressionei muito com o que era publicado pelas revistas norte-americanas ‘Playboy’, ‘Hustler’, ‘Penthouse’." A maquiagem, as poses, a iluminação, tudo, parecia a Hegre, culmina com um efeito de artificialidade que jamais revela quem é de fato aquela mulher. A revista, que será distribuída mundialmente, se chamará "New Nude", será impressa em inglês e alemão, mas terá, na versão online, traduções para o francês e o espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À porta de Richard Avedon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hegre é natural de Stavanger, onde nasceu em 1969. A Noruega é o país mais conservador da península nórdica e o cinturão religioso, que tem em sua cidade natal a maior aglomeração urbana, é o foco mais conservador do país. Seu pai é dentista, a mãe contadora, criaram-no numa família de classe média pacata e ele sempre achou que terminaria dentista como o pai, herdando eventualmente seu consultório. Quando completou vinte anos, pediu entrada na faculdade local de odontologia, mas, num rasgo de ousadia, decidiu apelar também para o Instituto Brooks em Santa Bárbara, Califórnia, uma das principais escolas de fotografia do mundo. Aceitaram-no.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curso não era nada do que esperou. Aulas de economia, história, matérias empilhadas que não o interessavam. Trancou matrícula e decidiu pagar apenas pelas disciplinas avulsas que o profissionalizariam, abrindo mão do diploma superior. No fim de um ano e meio, tinha a formação que procurava e nenhum emprego. Precisava descolar algum fotógrafo nos arredores que tivesse condições de bancar um assistente, como fizeram seus colegas. Mas, ao invés disso, em 1990 viajou para Nova York e bateu à porta de Richard Avedon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alto, grisalho, elegante, a essência do nova-iorquino cosmopolita, Avedon tinha 67 anos. Não era um fotógrafo de moda – era o inventor da fotografia de moda como arte. Avedon já estava no topo da carreira fazia tantas décadas que, parecia, tinha existido desde sempre. Ainda nos anos 50, quando a Metro preparava-se para filmar um de seus grandes clássicos, "Cinderela em Paris", foi na porta de Avedon que Fred Astaire bateu em busca de inspiração para o que seria um de seus personagens mais lembrados, Dick Avery.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora era Hegre quem lhe batia à porta. Um jovem louro de 21 anos, muito magro, traços finos, sotaque rascante e oriundo de uma província no fundão da Europa. "Acho que ele só me aceitou porque, como eu tinha feito serviço militar, sabia lavar o chão." E teria ficado muito mais do que um ano como assistente de Avedon não fosse a gravidez repentina de sua jovem namorada. Era hora de voltar para Stavanger, abrir um pequeno estúdio, fazer-se produtivo e ganhar dinheiro, sustentar família. Tinham já duas filhas quando o casamento desandou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"My wife": retrato da intimidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1996, uma jovem islandesa de cabelos louros e rosto quadrado procurou-o. Queria ser modelo. Apaixonaram-se e casaram, dois anos depois. Desde o início, Petter fotografou-a, não apenas no estúdio, mas também na intimidade da casa: Svanborg com creme de beleza cobrindo-lhe o rosto ou dormindo entorpecida e desleixada, uma garrafa de destilado à mesa; Svanborg desconcertada num grito de gozo; Svanborg fazendo pose no campo e a filhinha de Hegre imitando-a, ambas sorriem; Svanborg com outra mulher, na cama, enlaçadas. De um acervo de 6.000 imagens, Hegre fez a seleção que deu forma a "My wife", um desconcertante e ao mesmo tempo poético retrato de sua intimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lançamento do livro, em 2000, marcou a catarse da relação que, enfim, terminou. Em 2001, valeu-lhe o prêmio de Fotógrafo Erótico do Ano, em Londres. Mas, em casa, a obra no limite do explícito foi rechaçada. Seus pais, profissionais liberais, agüentaram a pressão. No entanto, a comunidade local – ao menos, sentiu assim – parecia querer expurgá-lo. E, de qualquer forma, se a fotografia erótica era seu futuro, na Noruega suas possibilidades estavam limitadas. Hegre precisou viajar cada vez mais. Com a chegada da jovem Luba, uma modelo de quilate internacional que tinha dificuldade, tão longe, de conseguir trabalho, ficou enfim claro que deveriam se mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hegre-archives.com foi ao ar em janeiro de 2002; em fevereiro publicou-se nele a primeira imagem de Luba nua, mesmo mês em que casaram. No mesmo ano, tomaram um vôo para Portugal, encontraram um sítio com várias laranjeiras no Algarve e compraram-no. E o site deslanchou muito rápido. De repente, Petter recebia telefonemas de colecionadores de arte, galeristas de Hamburgo, Londres e Paris. Estava alçado à listagem dos grandes fotógrafos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada cinco ou seis semanas, Petter Hegre faz uma viagem, quase sempre acompanhado de Luba. Planeja tudo com antecedência. Escolhido o país que visitará, entra em contato com agências de modelo para fuçar possíveis candidatas. Tem em mente sempre um padrão: altas e magras, com bunda e peito, bonitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia anterior à sessão, recomenda que tenham uma boa noite de sono e que não bebam, para chegarem bem-dispostas. Explica que gosta de mulheres de todo depiladas – não é uma exigência, apenas sugestão. Pede para que não usem sutiã ou calcinha apertados, de forma a não marcar a pele, e que evitem maquiagem. A sessão pode durar de oito a dez horas, o que faz com que as moças não consigam evitar cãibras vez por outra. Faz tanto disso que raramente se excita – "a não ser que esteja fotografando minha mulher".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto está longe da base, mantém contato constante com a equipe. Seu editor, que cuida de toda a parte de texto, fica em Londres, o webmaster na Noruega, seu escritório é no Algarve e a divulgação é tocada de Nova York e de Kiev, pela irmã mais velha de Luba, que gerencia também projetos de caridade que levam 1% dos lucros do site. E não larga as filhas, de 9 e 13 anos. Passaram o Natal juntos e conversam constantemente, via email, mensagens de texto pelo celular. A toda hora, ajuda em seus deveres de casa, não importa em que parte do mundo, via webcam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Susto no Ceará&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando volta para Portugal, vem o trabalho de pós-produção, ele e seus assistentes revelam as fotos, digitalizam, selecionam e começam a organizar a fila de entrada no site. Do Algarve, eventualmente faz viagens curtas para trabalhos externos para os quais é contratado. Agora em janeiro, passou dois dias em Barcelona, em dezembro esteve em Paris, fotografando Luba e sua irmã gêmea, Nadya Shumeyko, para a edição francesa da “Playboy”. Ele não gosta da “Playboy”, mas lhe pagaram "uma tonelada de dinheiro" para que ele as fotografasse como bem entendesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petter esteve duas vezes no Brasil – a primeira, uma viagem curta a Porto Alegre, em 2001, e depois, em 2003, para o que seria uma estada mais longa, no Ceará. Chegou a Fortaleza acompanhado de um amigo alemão que fala português – apesar de morar no Algarve, Petter ainda não aprendeu a língua. "Meus caros membros", escreveu em seu diário, "aqui estou no Brasil primitivo e devo dizer-lhes que tudo o que vocês vêem na tevê é verdade, o Brasil é todo corpo." Por conta da dificuldade de lidar com as agências de modelos locais que rejeitavam fotografias de suas modelos nuas, tinha apenas uma sessão agendada, com Anahí Florez, uma professora de ioga da Argentina que voou para encontrá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, pareceu que tudo iria bem. Na primeira noite, após a sessão com Anahí, conheceram numa boate uma menina chamada Gisela que jamais havia posado, mas topou. Então uma jovem modelo da Elite, proibida pela agência de fotografar com Petter, decidiu burlar a vigilância patronal. Já no quarto dia, apareceu à porta a amiga da empregada da casa que haviam alugado, uma negra mignon atrás da chance de lançar-se como dançarina, cantora, qualquer coisa. No fim, perguntou a Hegre: "Quer dizer que agora sou modelo?". Ele respondeu que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, o fotógrafo foi acordado com vidros quebrados e a voz de seu amigo, no andar debaixo, gritando "calma! calma!" Petter ficou em silêncio e, no início, esperou. O tempo passava devagar, ele não conseguia distinguir o que acontecia. Escapou da janela para o telhado. Pela janela de seu quarto, abaixo, vê uma mão mexendo nas cortinas – alguém o procura. Espera. Então, quando acha que não há mais perigo, pula para o chão e se aproxima da casa, onde encontra o amigo nu, amarrado, machucado. Dois ou três homens armados com revólveres e correntes haviam invadido o lugar à procura do equipamento. Jamais perceberam que estava tudo ali, em duas malas especiais, na sala de baixo. Tiveram medo de que Petter, tendo fugido, chamasse a polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não sei o que dizer, depois me falaram que não devia mostrar meu equipamento ostensivamente no Brasil, mas é assim que trabalho. Me disseram que devia andar com homens armados, mas será mesmo necessário?" Já hospedado num hotel, refeito do susto e antes de voltar à Europa, ainda convenceu a moça que atendia na lojinha de pedras semi-preciosas do lobby a posar. Pretende voltar ao país para fazer o circuito Rio, São Paulo e sul, e sua equipe em Portugal está tentando agitar com as agências. Se conseguir três ou quatro modelos, voltará. Apreensivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, durante suas sessões de fotografias, as modelos se excitam. Este é o momento que Petter Hegre sempre procura. "Quero uma mulher que esteja orgulhosa de si, que queira se mostrar nua, mostrar-se para a câmera, que goste de ser fotografada, tem de ser uma mulher que queira isso. Umas modelos são preguiçosas demais, ficam esperando você pedir para que elas façam coisas, perdem o foco muito rápido, mas assim não dá. Ela precisa estar prestando atenção sempre, tem de estar alerta, querer aquilo. Porque a pornografia que você encontra por aí tem algo de depressivo, como se as mulheres não tivessem vontade nenhuma. Acho que é por isso que quem vem ao meu site não é aquele cara masturbador, aquele que está procurando um alívio rápido para seguir adiante, esse sujeito acaba se achando na Internet, tem muita coisa pra ele. Quem paga para acessar o Hegre-archives é um voyeur, alguém como eu que quer ver uma mulher sem roupa, mas também está à procura de uma experiência estética porque, sabe, ela é uma mulher bonita e quer ser vista. Ela quer."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) por &lt;strong&gt;Pedro Dória&lt;/strong&gt;. &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=54&amp;amp;textCode=15247&amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110813035133708414?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110813035133708414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110813035133708414' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110813035133708414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110813035133708414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/01/reportagem-o-homem-que-desnuda-as.html' title='Reportagem: O homem que desnuda as mulheres'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110813118877715703</id><published>2005-01-21T14:01:00.000Z</published><updated>2005-02-11T14:13:08.786Z</updated><title type='text'>Reportagem: «Erotic New York» de Tim Haft</title><content type='html'>&lt;strong&gt;REPORTAGEM&lt;br /&gt;Para morder a Maçã&lt;/strong&gt; (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a title="photo sharing" href="http://images.meridianosparalelos.multiply.com/image/1/photos/2/600x600/7.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" alt="align=" src="http://images.meridianosparalelos.multiply.com/image/1/photos/2/600x600/7.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;«Erotic New York» de Tim Haft &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br clear="all"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Se depender do americano Tim Haft, a cidade que nunca dorme tem mais algumas razões para virar a noite. Ele é o autor de “Erotic New York – The Best Sex in the City”, um guia local vendido em qualquer livraria e que, mesmo sem listar restaurantes, tem o poder de abrir apetites. O lançamento da edição de 2005 foi comemorada na quinta-feira, 20 de janeiro, com festa. “O evento foi de arromba, com jogos eróticos e outras surpresinhas”, avisa Tim, um profissional de educação física de 44 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o mesmo formato, fino e esguio, do “Zagat Survey”, a bíblia gastronômica nova-iorquina, “Erotic New York” cabe em qualquer bolsa – saída ideal para situações de emergência. Suas páginas sem fotos listam cerca de 200 lugares na Ilha de Manhattan analisados meticulosamente pelo preciso número de 69 sexperts sob a supervisão e edição de Tim. A leitura é recheada ainda de frases de celebridades. Woody Allen, por exemplo, diz que “sua opção é hetero, mas que ser bissexual dobra imediatamente as chances de se dar bem num sábado à noite”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira versão do guia – a primeira foi lançada em 1998 – ganhou dezenas de novos endereços. “Cansei de escutar histórias monótonas sobre a vida dos meus amigos casados”, diz. “Todas as relações passam por fases mais frias. Quis dar uma ajudinha para aquecê-las.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guia é democrático: traz dicas para todos os fetiches, lados e posições. Para evitar qualquer mal-entendido, cada item é acompanhado por ícones que indicam o público alvo: heterossexuais, gays, lésbicas ou transexuais. Encontram-se bares de strip tease, lojas de DVD, vídeos e peepshows, casas sadomasoquistas, festas eróticas, lojas de “brinquedos”, butiques de moda ardente, literatura, arte e artistas. Para quem se preocupa mais com os endereços do que com a variedade do cardápio sexual, o guia também é divido por bairros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tim Haft conta que nem a epidemia da Aids nem a administração Rudolph Giuliani afetaram o mercado. “Vimos apenas uma diminuição da quantidade de saunas gays, onde aconteciam grandes orgias. Giuliani, por sua vez, trouxe mudanças visíveis para a Times Square, outrora epicentro do sexo, hoje tomada por cinemas e lojas. A maior parte dos lugares eróticos é underground, fora da vista dos turistas, e isso nunca mudou.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor do guia afirma que o estilo burlesque, mulheres que dançam, provocam mas não se despem, algo popular na década de 30, até hoje continua a atrair muita gente. “É algo visto como sofisticado e de bom-gosto.” E bastante freqüentado por mulheres na platéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mini-guia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tim selecionou cinco lugares para deleitar os leitores do NoMínimo pela Internet. A loja &lt;a href="http://www.toysinbabeland.com/"&gt;Toys in Babeland&lt;/a&gt; – aberta de meio-dia à meia-noite, no Lower East Side, um bairro antigo ocupado também por judeus ortodoxos, mas que tem ressurgido como um dos mais vanguardistas da cidade – merece uma visita. Lá se encontra de loções e calcinhas que transformam mulheres em, digamos, super-homens a vibradores de todos os gostos e cores e ainda com mil e uma utilidades. Um deles, rosa-trasparente, promete “fazer tudo, menos lavar a louça”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://www.agentprovocateur.com/"&gt;Agent Provocateur&lt;/a&gt;, localizada no SoHo, explicitamente entre as lojas de alta-costura, é outra opção. Nela se pode provar cintas-liga e lingeries que fazem a linha sexy-sofisticado a sutiãs que sustentam, mas deixam os seios totalmente à mostra. De acordo com os sexperts, a loja só oferece um tamanho de sutiã: o pequeno. Maior pra quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para casais no auge da criatividade, Tim Haft sugere o &lt;a href="mailto:msstara@aol.com"&gt;Den of Inquity&lt;/a&gt;. “Não há nada pior do que ter a polícia a sua porta só porque o vizinho da frente flagrou você vestindo o seu marido com roupas de látex”, ensina o guia. Den of Inquity é, certamente, o lugar para extravasar desejos obscuros. O lugar, dirigido por Mistress Tara, fica no bairro de Chelsea. Trata-se de um espaço de uns quatrocentos metros quadrados dividido por ambientes como o Water World –, uma sala com jacuzzi e hidroterapia torturantes – ou a réplica de um consultório de ginecologia – para os que se ligam em brincar de médico. O endereço não é divulgado. Para marcar hora, deve-se telefonar ou enviar e-mail.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tim Haft recomenda ainda, para quem gosta de arte erótica, a galeria &lt;a href="http://www.artarlarge.com/"&gt;Art at Large&lt;/a&gt;. No “Erotic New York – The Best Sex in the City”, ela ganha a referência de “celebração à forma e ao comportamento humano”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na categoria festas eróticas, a sugestão é participar da &lt;a href="http://www.onelegupnyc.com/"&gt;OneLegUp&lt;/a&gt; uma organização fechada para sócios que promove festas em que o sexo é liberado. Para fazer parte da orgia é preciso passar por um pente-fino, além de pagar uma anuidade. As festas privativas são chamadas de eat-in – alusão a “comer no restaurante” em vez de levar a refeição para viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre temáticas, elas acontecem em lofts decorados para a ocasião com abundância de sofás e almofadas. O endereço é divulgado apenas para os participantes. De vez em quando, porém, a organização promove uma take-out – aquela em que se leva a refeição para comer em casa. O evento ainda assim é chique. Camiseta e calça desbotada nem pensar. Na versão take-out o sexo é apenas implícito e não-sócios também são bem-vindos. A repórter do NoMínimo foi conferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convidada de honra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como em todo evento nova-iorquino, é preciso primeiro enviar o RSVP por e-mail. A resposta é sugestiva:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dear Erotic OneLegUpper’s,&lt;br /&gt;Este e-mail confirma que a nossa sexy equipe recebeu seu RSVP. Sugerimos que vocês se vistam de acordo com o tema da noite: Moulin Rouge.&lt;br /&gt;Get Oral,&lt;br /&gt;OneLegUpNYC”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O local escolhido é a boate Salon, fechada para o evento. Localizada no West Village, na avenida que beira o Rio Hudson, ela revela uma linda vista da cidade. Espero minha companhia na porta – jantamos em lugares diferentes e combinamos nos encontrar ali. A entrada é discreta. Nada indica o que se passa lá dentro. Tirando uma mulher de peruca rosa e meia-arrastão, acompanhada de um senhor que faz o estilo “madrugada em Copacabana”, todos exibem aparência de gente discreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rapaz de uns 30 anos chega sozinho. É barrado. Homens desacompanhados não entram. Mulheres, sim. O celular toca, meu parceiro avisa que acaba de perder a carteira no táxi e que sua noite será um inferno, mas engulo seco e entro sozinha. Desembolso 25 dólares, preço do ingresso para mulheres desacompanhadas, depois de meia-noite - para o casal fica por 65 dólares. Depois de deixar o cachecol de plumas brancas, o gorro, o casaco, a suéter, além de seis dólares, à camareira, é que se percebe que não há saída numa festa em que se despir é o barato – ou caro. A máscara veneziana em forma de borboleta, escondida na bolsa, é a saída Moulin Rouge para o desastre que seria encontrar alguém conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 150 pessoas balançam o corpo numa animação rara em festas nova-iorquinas, nas quais se fala muito e se dança pouco. Lustres imensos refletem uma luz baixa. Parece cabaré parisiense. Mulheres seminuas, com desenhos pelo corpo e coroas de plumas, rebolam sobre o balcão. Na pista, uma mulher pinta o corpo de um homem sem camisa. A abordagem de um homem que aparenta ter uns cinqüenta anos não podia ser mais inusitada. Ele me abraça e convida para dançar – com ele e a mulher dele. Melhor sair de fininho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres usam corpete e cinta-liga ao estilo Tiazinha. Outras exibem adesivos sobre os seios. Ninguém está completamente despido. Uma moça de uns 30 anos samba tão bem que entrega a nacionalidade, enquanto beija e abraça calorosamente... a namorada. Na fila do banheiro misto, homens e mulheres esperam a vez – juntos. Outro cavalheiro, até então vestido de paletó e gravata, faz a abordagem estilo curioso. A estratégia é adivinhar de onde sou. Dá a volta ao mundo, mas nem chega perto da América Latina. Trata-se de um grego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A festa de hoje é para as pessoas se conhecerem. Nas festas fechadas para sócios, as pessoas transam nos sofás, por todos os lados. Nunca fiz isso”, diz ele, antes de se corrigir: “Quer dizer, uma vez fiz”. Depois, puxa sua “amiga”, advogada de uma companhia telefônica americana, para me apresentar. Maquiagem pesada, cabelos cacheados, vários quilos acima do peso e um corpete oceanicamente decotado, ela comenta que acaba de chegar de uma viagem de negócios à Bahia. Pergunta se é a minha primeira vez nesse tipo de festa. Digo que sim. Ela passa a mão levemente sobre o meu ombro e seios e diz: “Então você é virgem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles me puxam para dançar na pista lotada. Ao nosso lado, um casal de mulatos carrega uma câmera digital, artefato proibido nas festas do OneLegUp – gravadores e filmadoras são igualmente proibidos. O grego se apodera da câmera e tira uma foto do casal: ele lambendo os seios dela. Depois aponta Palagia, a organizadora dessas festas. Trata-se de uma grega como ele, de trinta e poucos anos, que deixou a carreira de relações públicas para se dedicar ao mercado de festas eróticas. Loira, de cabelos lisos, ela veste apenas uma calcinha bem-comportada de babados vermelhos – estilo almofada artesanal. “Você sabia que vários casais vêm aqui para conhecer mulheres?”, pergunta-me, com certa malícia, o grego, antes que a advogada o puxe pelo braço para se juntarem a um casal que dançava encaixado na pista. É a senha para uma saída à francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;strong&gt;Tania Menai&lt;/strong&gt;. &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=54&amp;amp;textCode=15183&amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110813118877715703?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110813118877715703/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110813118877715703' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110813118877715703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110813118877715703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/01/reportagem-erotic-new-york-de-tim-haft.html' title='Reportagem: «Erotic New York» de Tim Haft'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110813124136405569</id><published>2005-01-20T14:14:00.000Z</published><updated>2005-02-11T14:26:18.496Z</updated><title type='text'>Reportagem: Ressurreição no Araguaia</title><content type='html'>&lt;strong&gt;REPORTAGEM&lt;br /&gt;Ressurreição no Araguaia&lt;/strong&gt; (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a title="photo sharing" href="http://images.meridianosparalelos.multiply.com/image/1/photos/2/600x600/9.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" alt="align=" src="http://images.meridianosparalelos.multiply.com/image/1/photos/2/600x600/9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="MARGIN-TOP: 0px; a: font-size:0;" &gt;A partir da esq.: Josian, ex-soldado que combateu os guerrilheiros, hoje integrante da comissão encarregada de levantar a memória do período, Miriam Alves, "Zezinho", "Jonas" e Valéria Costa, irmã de Valquíria, última guerrilheira morta no Araguaia &lt;a href="SITEEEEEEEE"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br clear="all"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desaparecido desde o final de 1974, o ex-guerrilheiro Josias Gonçalves de Sousa, o “Jonas”, está vivo e, 31 anos depois de terminada a Guerrilha do Araguaia, ainda leva uma vida semiclandestina nas matas da Amazônia. Ele reapareceu no final do ano passado a ativistas de esquerda que se encontravam em Xambioá, no Tocantins, e São Geraldo do Araguaia, no Pará, para criar na região um memorial em homenagem à guerrilha. Aos parceiros de antigos ideais deixou uma declaração em que conta sua história, desde que aderiu à guerrilha, em fevereiro de 1973, até ser preso, solto e perseguido por pistoleiros que eram, ao mesmo tempo, guias dos militares e caçadores de recompensa. O Exército o libertou clandestinamente da prisão, mas não retirou a recompensa que oferecia por sua captura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josias Gonçalves de Sousa é citado como “Jonas” em dois trechos do “Relatório Arroyo” – único documento oficial do PC do B sobre a Guerrilha do Araguaia, escrito por um dos principais dirigentes da guerrilha, Ângelo Arroyo, morto em 1976 em São Paulo por agentes da repressão no episódio que ficou conhecido como a Chacina da Lapa. Arroyo conta que “Jonas” foi recrutado entre “os elementos da massa”, dentro de um processo de cooptação de moradores da região que teria resultado na adesão de cerca de duas dezenas de camponeses à luta deflagrada pelo PC do B. A maioria está desaparecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josias Gonçalves de Sousa estava até o final do ano passado na mesma lista em que figuram os guerrilheiros desaparecidos no site do partido (www.vermelho.org.br). Há poucos dias o nome dele foi retirado. Mas permanece na página da Internet da ex-guerrilheira Criméia Alice Schimit de Almeida. Ex-mulher de André Grabóis, um dos dirigentes da guerrilha, também desaparecido, ela deixou a região antes do início da luta porque estava grávida. Com "Jonas", a lista de desaparecidos do Araguaia tem 78 nomes - 58 guerrilheiros e 20 moradores da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Guerrilha do Araguaia foi o mais arrojado foco de subversão organizado pela esquerda armada para enfrentar o regime militar. Começou a ser preparada no final de 1966 por ativistas que fizeram curso de guerrilha na China e durou até o início de 1975. A fase de combates abertos teve início oficialmente em 12 de abril de 1972, de acordo com o “Relatório Arroyo” e documentos militares do período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante cerca de cinco anos, 69 ativistas – entre dirigentes do PC do B e estudantes recrutados nas universidades, especialmente depois da prisão dos participantes do Congresso da UNE de Ibiúna, em São Paulo – se misturaram entre os camponeses para organizar a luta armada que pretendia derrubar o regime com uma revolução de origem rural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se apresentar ao grupo de ativistas que pretendem erguer o memorial da guerrilha, “Jonas” foi reconhecido por Micheas Gomes de Almeida, o “Zezinho do Araguaia”, que integrava o comando militar do PC do B e que se pensava, até agora, ser o único sobrevivente do movimento. “Zezinho” afirma que se encontrou com o então companheiro de lutas na mata em várias ocasiões entre o início e o final de 1973.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Testemunha perigosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relato de “Jonas” chegou a “Zezinho” com duas recomendações: que sua história seja encaminhada à Comissão de Anistia do Ministério da Justiça com um pedido de indenização e outro para que o governo lhe dê garantias de vida. Explica-se o temor: ele seria testemunha de supostos crimes cometidos por militares. Como ficou cerca de um ano preso na base do Exército em Xambioá, conviveu com outros guerrilheiros que, depois de presos, teriam sido retirados da cadeia e desapareceram. Também teria testemunhado execuções em escaramuças na mata durante o conflito armado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos guerrilheiros que “Jonas” relata ter visto na prisão e que desapareceu depois de retirado da base de Xambioá de helicóptero pelos militares é Tobias Pereira Júnior, ex-estudante de medicina da Universidade Federal Fluminense, que militava com o codinome de “Josias”. Foi a coincidência entre o nome de guerra de um e o verdadeiro de outro que levou os dirigentes do PC do B a rebatizar Josias com o codinome “Jonas”. Os dois pertenciam ao mesmo grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prisão, Tobias viria a livrar “Jonas” da morte ao prestar um depoimento em que garantia aos militares que o lavrador, na época com 18 anos, se incorporou às Forças Guerrilheiras (Foguera) porque não lhe restou outra opção depois que sua família fora presa, mas que não teria tido participação em nenhum confronto. A versão coincidia com depoimento de “Jonas”. A bem da verdade, ele aceitou o convite e combateu na guerrilha como quadro militar. Na lista do PC do B é tratado como guerrilheiro e não como morador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Jonas” conta ter convivido na base militar de Xambioá com outros dois guerrilheiros que estão desaparecidos. Um deles foi Cilon da Cunha Brum, conhecido por “Comprido” ou “Simão”, natural de São Sepé, no Rio Grande do Sul, ex-estudante de economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, preso e desaparecido desde o Natal de 1973. Suely Yumiko Kamaiama, a “Chica”, paulista de Coronel Macedo, ex-estudante de Licenciatura em Língua Portuguesa e Germânica da Universidade de São Paulo, também faz parte das memórias de “Jonas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A versão dele, de que teria visto “Chica” na prisão, contraria outros relatos. No livro “Dos filhos deste solo”, de autoria do secretário nacional de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, e do jornalista Carlos Tibúrcio, consta que ela foi cercada por uma tropa militar no início de 1974 e metralhada por resistir à rendição. Seu corpo teria sido perfurado por cerca de 100 tiros. A conclusão foi retirada de um relatório do Exército. “Josias garante que ‘Chica’ esteve presa na base militar de Xambioá”, diz a jornalista Myrian Alves, filiada ao PT, pesquisadora da Guerrilha do Araguaia e que também faz parte da comissão que organiza o memorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emboscada e barbárie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recrutado pela geóloga Dinalva Conceição Teixeira, a “Dina”, e Osvaldo Orlando da Costa, o “Osvaldão”, que ao lado do médico gaúcho João Carlos Haas Sobrinho, o “Juca”, se tornaram lendas no Araguaia, “Jonas” teria permanecido nove meses na guerrilha e só se rendeu no final de 1973 para ser trocado pelo pai, José Gonçalves, preso e torturado porque o filho havia aderido à subversão. No período em que atuou na guerrilha participou de confrontos com os militares. Na declaração que será encaminhada à Comissão de Anistia são citados dois episódios: o ataque a um pelotão do Exército na localidade chamada Imbaubal e a emboscada na região da Gameleira, em 24 de novembro de 1973, em que “cairia” junto com outros dois guerrilheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreendidos por três guias das Forças Armadas – Ioma, Baixinho e Cinézio – “Jonas”, o cearense Antônio Teodoro de Castro, o “Raul”, ex-estudante de farmácia e bioquímica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, desaparecido desde 24 de dezembro de 1973, e o capixaba Arildo Valdão, o “Ari”, estudante do Instituto de Física da UFRJ, foram emboscados numa grota enquanto abriam uma picada a facão. O primeiro a ser atingido foi “Ari”, que levou um tiro no tórax e morreu. “Raul” correu e foi atingido por um tiro nas costas. “Jonas” conta que com o impacto do tiro “Raul” caiu, rolou para a parte baixa do terreno e em seguida levantou, desaparecendo na mata. “Jonas” ficaria sabendo depois que a bala teria acertado um prato de esmalte que o guerrilheiro carregava na mochila presa às costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encurralado, mas escondido, ele diz que teria assistido os guias cortarem a cabeça de “Ari” para levá-la à base militar – um procedimento comum entre militares e mateiros que caçavam os guerrilheiros. Os corpos eram abandonados no local, enterrados ou não, e a cabeça era levada para identificação. “Diante dos meus olhos, decapitaram o ‘Ari’. Amarraram pés e mãos e penduraram num vara-pau. Saíram dizendo que queriam a minha cabeça, que na época já valia CR$ 5.000,00”, relata “Jonas”. A descrição do ex-guerrilheiro coincide, em parte, com o capítulo do “Relatório Arroyo” que descreve a decapitação de “Ari”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No dia 24 (novembro de 1973), quando voltavam de um contato com a massa, os companheiros ‘Ari’, ‘Raul’ e ‘Jonas’ pararam próximo a uma grota. ‘Ari’ e ‘Raul’ se aproximaram das mochilas. Ouviu-se um tiro e ‘Ari’ caiu. Em seguida ouviram-se mais dois tiros. ‘Raul’ correu. O comando do Destacamento BC, que também ouvira os tiros, enviou quatro companheiros para averiguar o que aconteceu. Esses companheiros encontraram o corpo de ‘Ari’ sem a cabeça. Sua arma, rifle 44, seu bornal e sua bússola tinham sido levados. As mochilas de ‘Ari’, ‘Jonas’ e ‘Raul’ estavam lá. ‘Raul’ voltou pela manhã ao acampamento e ‘Jonas’ desapareceu”, escreveu Ângelo Arroyo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo trecho fica no ar uma dúvida que só agora se desfaz com o depoimento de “Zezinho do Araguaia”: o ex-dirigente guerrilheiro escreve no relatório que “houve suspeitas de que o assassino de ‘Ari’ fosse Jonas’.” “Zezinho”, que acompanhou todas as fases da guerrilha e estava sempre ao lado de Arroyo – foi ele quem retirou o dirigente da mata, até entregá-lo ao comando do PC do B em São Paulo, em 1975 – garante que a suspeita levantada foi um lamentável equívoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prisioneiro do passado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Conheci o ‘Jonas’. A suspeita não tem fundamento. Houve uma falha de Arroyo por não ter concluído o relato sobre o episódio. Depois do tiroteio, ‘Raul’ e ‘Jonas’ correram para lados diferentes, tentando sobreviver”, afirma “Zezinho”, que hoje ainda busca informações para elucidar as questões relacionadas à Guerrilha do Araguaia. “Raul” retornaria ao acampamento no dia seguinte, enquanto “Jonas” teria se perdido na floresta. O sumiço de “Jonas” e a suspeita de que teria eliminado um companheiro, de acordo com a narrativa de Arroyo, levaram o comando militar a desmontar o acampamento, apagar as pistas e se estabelecer com os sobreviventes numa outra região, conhecida por Palestina. Na época ainda restavam 32 guerrilheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Jonas”, que admite nunca ter entendido direito a causa pela qual lutou, dá sua versão para o que aconteceu: “Depois daquele dia desmembrei-me completamente do bando, já que via meus companheiros sendo exterminados um a um. Por causa daquelas cenas que presenciei, sozinho no mato, passei sessenta dias perdido e enlouquecido sem saber o caminho de casa e como encontrar o bando que esperava o nosso retorno com o mantimento. Após ter voltado ao meu estado normal, sobrevivendo unicamente de frutas e jabutis, todo maltrapilho, barbudo, consegui sair no igarapé Pau Preto, que banhava as terras do meu pai, onde fiquei sabendo por minha madrasta e minha irmã, Celina, tudo o que tinha acontecido com ele. Vendo os seus sofrimentos, a pobreza que estavam, resolvi me entregar, já que não encontrava outra solução”, conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Jonas” procurou um vizinho, Constâncio, e os dois seguiram para a base militar de Xambioá. O ex-guerrilheiro diz que foi recebido “cordialmente” e logo seu pai, José Gonçalves, foi solto. Depois de alguns dias de prisão, com o depoimento “salvador” prestado por Tobias, passou a trabalhar na cozinha e em serviços gerais na base militar, mas nunca pode receber a visita de parentes. No final de 1974, em data que diz não lembrar, foi liberado e voltou para casa. Ainda encontrou o pai vivo, mas muito doente e fraco por causa da tortura que havia sofrido. “Ele jamais se recuperou”, escreveu no relato que será entregue à Secretaria de Direitos Humanos. Traumatizado e com seqüelas, morreu em 1982. As lavouras de subsistência haviam sido destruídas e a família vivia na miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fustigado pelos caçadores de recompensa, “Jonas” conta que se viu obrigado a deixar a casa da família, em São Geraldo do Araguaia. “Mesmo me dando a liberdade, fizeram essa covardia comigo e não retiraram a recompensa.” Só retornou à casa da família dezessete anos depois, mas ficou apenas oito dias no convívio com os irmãos. O medo de represálias o levou de volta à clandestinidade, perambulando de fazenda em fazenda. Só no ano passado, protegido por amigos, voltou a São Geraldo para contar a sua versão aos ativistas que hoje cuidam de resgatar a história da Guerrilha do Araguaia. Embora tenha pedido que sua história seja encaminhada ao Ministério da Justiça, circula com discrição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ele ainda tem muito medo. Fala que até hoje é perseguido”, diz Celina Gonçalves de Sousa, prima e irmã de criação. No relato dela, Josias, que tem dez filhos, é um homem que vive torturado pelo medo: chegou a mudar de nome, troca freqüentemente de endereço e sempre aparece sem avisar. O encontro mais recente entre os dois foi em 10 janeiro, em São Geraldo do Araguaia. “Jonas” esperava se encontrar também naquele dia com “Zezinho”, mas, como o ex-companheiro de luta armada não pôde viajar, retornou no dia seguinte para casa, numa área rural do município de Novo Repartimento, no Pará. “Zezinho” diz que vai encaminhar o caso à Comissão de Anistia nos próximos dias, com um pedido de inclusão do nome de Josias no programa de proteção a testemunhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) por &lt;strong&gt;Vanconcelo Quadros&lt;/strong&gt;. &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=54&amp;amp;textCode=15176&amp;date=currentDate&amp;amp;contentType=html"&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110813124136405569?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110813124136405569/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110813124136405569' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110813124136405569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110813124136405569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/01/reportagem-ressurreio-no-araguaia.html' title='Reportagem: Ressurreição no Araguaia'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110811842613510715</id><published>2005-01-14T22:32:00.000Z</published><updated>2005-02-11T10:52:18.726Z</updated><title type='text'>Ulisses Capozzoli: A Imprensa, os Índios e os Brancos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;CRISE NA RORAIMA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A imprensa, os índios e os brancos&lt;/strong&gt; (*)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os atritos envolvendo populações indígenas e proprietários rurais, no Mato Grosso do Sul e em Roraima, têm raízes tão antigas quanto a formação do Brasil, embora muitos queiram enxergar no conflito interesses localizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia, quase sempre distanciada desses temas, a não ser quando é provocada por manifestações de descontentamento, contribui com sua cota involuntária de exotismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urucum, semente fartamente utilizada por povos indígenas como fonte de tintura vermelho-sangue, pode ser chamada de "árvore", quando o urucuzeiro, a planta que produz o urucum não passa de um arbusto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequenas peças de bambu, galhos improvisados para uma manifestação se transformam em "bordunas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Borduna é um instrumento sólido e pesado, em madeira densa, usado para defesa e ataque, normalmente por povos que não fazem uso de arco e flecha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, claro, sempre alguns repórteres ficam "retidos" e "ameaçados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de uma história em que sempre levaram a pior, as populações indígenas aprenderam espertamente a conviver com a mídia. E fazem suas cenas. É parte de uma estratégia antiga. Nem sempre são compreendidos nesse ritual que objetiva uma estudada intimidação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornais, especialmente, não têm, neste momentos, repórteres capazes de trazer para a redação trabalhos mais profundos, capazes de dar inteligibilidade possível a esses acontecimentos. Não porque não existem talentos capazes disso. As redações é que não estão interessadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As redações querem histórias curtas e objetivas, com começo, meio e fim. E quanto mais fútil, melhor. É como se houvesse desinteresse ou ceticismo quanto à inteligibilidade. Como se fosse uma descortesia convidar o leitor a refletir. Parte-se do pressuposto de que todos têm muita pressa e não sobra tempo para pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa profunda alienação contemporânea tocou fundo homens como Nietzche e Ortega y Gasset, entre muitos outros, e os prognósticos que eles fazem disso não são nada animadores. Não há chance alguma numa vida alienada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendas enormes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com freqüência se lê ou se ouve de representantes de agropecuaristas vizinhos de populações indígenas que esses povos têm terras em excesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparada a uma propriedade rural tecnificada, com tratores, pesticidas, sementes melhoradas ou rebanhos promissores, as terras indígenas podem parecer excessivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas índios não são fazendeiros convencionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terra é a fonte de onde retiram seus sustentos, em caça, pesca, coleta ou plantio de frutos e outros alimentos básicos, como a mandioca e o milho. Mas a terra se confunde com eles. Não é um bem no sentido monetário, ou de prestígio social, como acontece na sociedade exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os índios são parte da terra e, confinados como um fazendeiro deixam de ser índios sem chegarem a ser "brancos". Sem a terra eles não podem existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da forma tradicional como vivem, os povos indígenas necessitam de grandes áreas. Muitos deles são nômades e as longas caminhadas que fazem, alterando terras baixas e altas, dependendo de secas ou chuvosas, são, de alguma forma, o motivo de estarem no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que estamos fazendo no mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça uma pergunta como essa a um fazendeiro "branco" e raramente você ouvirá uma resposta comovente. Não porque os fazendeiros sejam necessariamente estúpidos. Mas porque eles pensam em termos monetários. Só assim podem ser fazendeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Índios e fazendeiros são espécies que não se confundem. Isso é o que quero dizer. Por isso não podem ser comparados. Não há sentido em se tentar comparar fatos incomparáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Mato Grosso do Sul, índios de várias etnias invadiram fazendas no município de Japorã e proximidades, argumentando que estavam apenas retornando aos seus antigos territórios. Estão corretos. Mas terão que negociar essa posição com os fazendeiros locais que, na verdade, podem ser empresas com nenhum vínculo com a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Multinacionais, como fabricantes de automóveis, são proprietárias de enormes fazendas no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que isso não é contra a lei. Mas a lei, muitas vezes, é apenas um escudo. Um disfarce para explorações nada legais, como sugere a Operação Anaconda, que, neste momento, levanta dos podres de meritíssimos representantes da lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é ilegal, mas é imoral. E contra isso podem se bater todos os advogados com suas falas eloqüentes e cheias de parábolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como crianças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa parte das terras hoje regularizadas, em estados de ocupação recente, como o Mato Grosso do Sul, subdivisão do antigo Mato Grosso, foram obtidas no boca do fuzil. Ou pela negociata, favorecimento e pura corrupção. Por isso o argumento de que são portadores de escrituras não deveria bastar para assegurar a pretensão de muitos proprietários. Especialmente se estiverem respondendo aos índios, proprietários históricos de todas essas terras do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém, mais cínico, pode argumentar que um raciocínio desse faria com que devolvêssemos todas as terras aos índios e voltássemos de carona para as terras de onde vieram nossos próprios ancestrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que é puro cinismo. Pode ser até divertido. Mas, por muitas e diferentes razões, é inteiramente inconsistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população indígena brasileira hoje não passa de 325 mil indivíduos. Mas já foi muito menor em meados do século passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem sustente que à época da chegada de Cabral e seus homens o Brasil tinha uma população de 5 milhões. Há muitos caminhos, da lingüística à pesquisa arqueológica, além de outras referências históricas, para se aceitar um número desse porte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eliminamos boa parte por "espingardeamento", para usar uma expressão corrente em Darcy Ribeiro. Fizemos desaparecer um outro tanto por transmissão intencional de doenças como a varíola. Transmitimos enfermidades ingênuas aos nossos olhos e letais para os organismos desses povos, como a gripe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escravizamos em nome de Deus e exigimos que eles se cobrissem, abandonassem as habitações coletivas e consumissem açúcar e café. Depois tentamos voltar atrás e rimos deles pelo apego ao café, ao açúcar e por gostarem de balas de caramelo. Dissemos a eles, como dizemos às crianças, que as balas estragam os dentes e são prejudiciais à saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, não sabemos quase nada dos nossos índios. Por isso os repórteres se referem a um pedaço de bambu, um galho improvisado para uma demonstração, como "borduna", quando borduna, de fato, é uma outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra sem lei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os índios muitas vezes se divertem com isso. E muitas vezes choram por essa nossa incompreensão. Já vi líderes indígenas respeitados levarem seus jovens às lágrimas pelo relato do que viram no passado. De bom e ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi Prepori, líder dos Caiabi, no Xingu, sonhar com olhos abertos com as terras que não existem mais em localidades como Alta Floresta, no Mato Grosso, uma das muitas cidades que nasceu do garimpo e depois trocou o ouro esgotado pela pata do boi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi Aritana, dos Yalapiti, expressar o temor de que os jovens se enfeiticem com o mundo dos brancos e desistam de ser índios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já escutei Davi Kopenawa, na Ianomâmi, falar de seus mitos incompreendidos enquanto deslizávamos por uma estrada lamacenta cortando a selva como uma serpente comprida, entre o Brasil e a Venezuela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nenhuma dessas vezes me orgulhei de ser um "branco".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também já estive na bela reserva de Raposa Serra do Sol, que o ministro Thomaz Bastos promete homologar ainda este mês. Posso dizer o óbvio: a situação é complicada nessas regiões de fronteira da ocupação, como é o caso de Roraima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sede da localidade de Uiramutã, por exemplo, foi provocadoramente plantada no meio de uma aldeia indígena. Os índios reclamaram, inclusive com hostilidades, mas isso não bastou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornais dizem que as populações indígenas estão divididas em Raposa Serra do Sol quanto à demarcação contínua (incluindo fazendas e povoados) e não contínuas (recortando essas ocupações).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo que vi, sei que essa "resistência" passa pela manipulação de proprietários agrícolas, os mesmos que fizeram os postos de combustíveis de Boa Vista suspenderem as atividades. Os mesmos que paralisaram as estradas por dois dias inteiros. Os mesmos que estão habituados a ditar a lei que lhes convém, em nome do mercado, da modernidade e uma série de outros motivos que, no fundo, só interessam a eles próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em Roraima não estamos falando de "índio bom" e "branco malvado". Estamos falando de terras sem lei. Lei no sentido de expressão de um contrato social que assegure o bem-estar comum. Ao menos desde que, no século 16, o papa reafirmou, em Roma, que "índios também são humanos". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(*) por &lt;strong&gt;Ulisses Capozzoli&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;&lt;a href="http://observatoriodaimprensa.blig.ig.com.br/2004_01.html"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110811842613510715?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110811842613510715/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110811842613510715' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110811842613510715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110811842613510715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/01/ulisses-capozzoli-imprensa-os-ndios-e.html' title='Ulisses Capozzoli: A Imprensa, os Índios e os Brancos'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110816010837428351</id><published>2005-01-01T21:44:00.000Z</published><updated>2005-02-11T22:15:08.456Z</updated><title type='text'>Best of 2004</title><content type='html'>&lt;strong&gt;BEST OF 2004&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre os muitos balanços e &lt;em&gt;autos de revisitação&lt;/em&gt; que sempre acontecem nesta época do ano, elegemos três lógicas, três olhares, três leituras: &lt;a href="http://www.economist.com/printedition/displayStory.cfm?Story_ID=3490777"&gt;&lt;strong&gt;este&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; "quase poema" do ano, feito pelo &lt;strong&gt;The Economist&lt;/strong&gt;; &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=66&amp;amp;date=currentDate&amp;contentType=html"&gt;&lt;strong&gt;este&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;No Mínimo&lt;/strong&gt; imperdível; e, por fim, &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=66&amp;amp;date=currentDate&amp;contentType=html"&gt;&lt;strong&gt;este&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; para &lt;strong&gt;Duplipensar&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas porque opções não faltam, aqui ficam outras escolhas para as diversas áreas em revista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VIP:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://us.gq.com/features/general/slideshows/?identifier=041123fe01sl" target="_blank"&gt;Os homens do ano &lt;i&gt;(GQ)&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VIP:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://us.gq.com/features/general/slideshows/?identifier=041123fe02sl" target="_blank"&gt;As mulheres do ano &lt;i&gt;(GQ)&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SOCIEDADE:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://web.starmagazine.com/news/61536" target="_blank"&gt;As pessoas mais "chatas" do ano &lt;i&gt;(Star)&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CINEMA:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.msnbc.msn.com/id/6699971/site/newsweek/" target="_blank"&gt;Os melhores filmes &lt;i&gt;(Newsweek)&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CINEMA:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.msnbc.msn.com/id/6700297/site/newsweek/" target="_blank"&gt;Os piores filmes &lt;i&gt;(Newsweek)&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DVD'S:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.rollingstone.com/best25dvds?pageid=rs.News&amp;amp;pageregion=single1&amp;amp;rnd=1103302484253&amp;amp;has-player=false" target="_blank"&gt;Os melhores lançamentos &lt;i&gt;(Rolling Stone)&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;INVENÇÕES:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.nytimes.com/indexes/2004/12/12/magazine/index.html" target="_blank"&gt;As melhores ideias no ano &lt;i&gt;(New York Times Magazine)&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HUMOR:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://politicalhumor.about.com/od/election2004/" target="_blank"&gt;As melhores piadas das eleições americanas &lt;i&gt;(About.com)&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DESPORTO:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://news.bbc.co.uk/sport1/hi/tv_and_radio/sports_personality_2004/sports_review_2004/default.stm" target="_blank"&gt;Os acontecimentos do ano &lt;i&gt;(BBC News)&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MEDIA:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://edition.cnn.com/SPECIALS/index.2004.html" target="_blank"&gt;Acontecimentos do ano &lt;i&gt;(CNN)&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.forbes.com/billionaires/" target="_blank"&gt;Os mais ricos do mundo &lt;i&gt;(Forbes)&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VIP:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.forbes.com/2004/06/16/celebs04land.html"&gt;Top 100 das celebridades &lt;i&gt;(Forbes)&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LITERATURA:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.timesonline.co.uk/article/0,,2102-1399062,00.html"&gt;As declarações e gaffes mais divertidas de escritores e críticos&lt;i&gt;(Times)&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MÚSICA:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.billboard.com/bb/yearend/2004/bb200_2.jsp"&gt;Top 200 - as músicas do ano &lt;i&gt;(Billboard)&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SOCIEDADE:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://people.aol.com/people/galleries/0,19884,1007288_1007279_13,00.html" target="_blank"&gt;As figuras do ano &lt;i&gt;(People)&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110816010837428351?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110816010837428351/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110816010837428351' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110816010837428351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110816010837428351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2005/01/best-of-2004.html' title='Best of 2004'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110831182930566077</id><published>2004-09-15T16:09:00.000+01:00</published><updated>2005-02-13T16:23:49.313Z</updated><title type='text'>Simone: Volta ao Começo</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;SIMONE&lt;br /&gt;evoca as suas origens em disco dedicado à obra de Ivan Lins&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:78%;"&gt;&lt;ip0&gt;&lt;cw-46&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:78%;color:#cc6633;"&gt;&lt;img height="208" src="http://odia.ig.com.br/foto/04/07/cd/mf06h.jpg" width="200" align="right" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;ip0&gt;&lt;cw-55&gt;&lt;cw-45&gt;&lt;cw-45&gt;&lt;cw-30&gt;&lt;ip0&gt;&lt;ip0&gt;&lt;cw-30&gt;&lt;cw-30&gt;&lt;cw-30&gt;&lt;cw-30&gt;in &lt;a href="http://odia.ig.com.br/colunistas/estudio0706.htm"&gt;&lt;strong&gt;O Dia&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, Rio Janeiro (06-07-2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tributo&lt;br /&gt;à obra de Ivan Lins, o 30º disco de Simone, &lt;cf14&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;Baiana&lt;br /&gt;da Gema&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, simboliza um re&lt;cw-30&gt;começo para a irregular&lt;br /&gt;cantora. Além de trazê-la de volta à EMI, &lt;cw-32&gt;gravadora por onde&lt;br /&gt;a artis&lt;cw-35&gt;ta lançou nos anos 70 seus melhores discos, o belo&lt;br /&gt;CD a reaproxima da MPB mais tradicional através da música de Ivan,&lt;br /&gt;compositor recorrente na fase áurea da discografia de Simone. O&lt;br /&gt;raro primeiro LP da cantora, de 1973, já trazia &lt;cf14&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;Chegou&lt;br /&gt;a Hora&lt;/span&gt;, &lt;cw-34&gt;de Ivan e &lt;cw-30&gt;Ronaldo Monteiro de Souza.&lt;br /&gt;Em 1979, &lt;cw-38&gt;o estouro de &lt;cf14&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;Começar&lt;br /&gt;de Novo&lt;/span&gt;, tema do seriado &lt;cf14&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;Malu&lt;br /&gt;Mulher&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, entrelaçou definitivamente as trajetórias de&lt;br /&gt;Simone e Ivan. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;cf14&gt;&lt;ip9&gt;&lt;cw&gt;&lt;/cw&gt;&lt;cw-30&gt;&lt;cw-30&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;mc&gt;&lt;cw-27&gt;&lt;cw-33&gt;&lt;cw-46&gt;&lt;cw-42&gt;&lt;cw-46&gt;&lt;cw-14&gt;&lt;cf14&gt;&lt;mc1&gt;&lt;cf15&gt;&lt;cw0&gt;&lt;/mc&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;mc&gt;&lt;cw-27&gt;&lt;cw-33&gt;&lt;cw-46&gt;&lt;cw-42&gt;&lt;cw-46&gt;&lt;cw-14&gt;&lt;cf14&gt;&lt;mc1&gt;&lt;cf15&gt;&lt;/mc&gt;&lt;mc&gt;&lt;cw-27&gt;&lt;cw-33&gt;&lt;cw-46&gt;&lt;cw-42&gt;&lt;cw-46&gt;&lt;cw-14&gt;&lt;cf14&gt;&lt;mc1&gt;&lt;cf15&gt;&lt;cw-21&gt;&lt;/mc&gt;&lt;mc&gt;&lt;cw-27&gt;&lt;cw-33&gt;&lt;cw-46&gt;&lt;cw-42&gt;&lt;cw-46&gt;&lt;cw-14&gt;&lt;cf14&gt;&lt;mc1&gt;&lt;cf15&gt;&lt;br /&gt;Simone&lt;/mc&gt;&lt;mc&gt; &lt;mc&gt;&lt;cw-24&gt;reúne no CD ‘Baiana da Gema’ 13 músicas&lt;br /&gt;de Ivan Lins, que faz dueto com a cantora em ‘Dandara’&lt;cw-31&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:78%;"&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;cw-30&gt;&lt;cw-47&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:78%;color:#cc6633;"&gt;&lt;img height="112" src="http://odia.ig.com.br/foto/04/07/cd/mf06g.jpg" width="110" align="left" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;cf14&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;&lt;b&gt;Baiana&lt;br /&gt;da Gema&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; coroa a afinidade entre o compositor e a cantora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O repertório reúne 13 &lt;cw-37&gt;músicas de Ivan, feitas com parceiros&lt;br /&gt;antigos (Vítor Martins) e recentes (Elisa Lucinda, Celso Viáfora,&lt;br /&gt;Aldir &lt;cw-37&gt;Blanc, Joyce, Martinho da Vila). O samba contagiante&lt;br /&gt;que intitula o CD é da lavra poética de Paulo César Pinheiro, que&lt;br /&gt;propõe na letra a &lt;cw-36&gt;interação entre Rio e Bahia (Ivan é carioca&lt;br /&gt;e Simone, baiana).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:78%;"&gt;Quase&lt;br /&gt;todo inédito, o repertório de &lt;cf14&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;Baiana&lt;br /&gt;da Gema&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; oscila entre sambas – como &lt;cf14&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;É&lt;br /&gt;Festa&lt;/span&gt;, outra parceria de Ivan e Pinheiro – e canções escritas&lt;br /&gt;sob ótica feminina. A abolerada &lt;cf14&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;Cínica&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;letrada por Joyce, é um dos trunfos nesta seara, que já rendeu à&lt;br /&gt;cantora hits como &lt;cf14&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;Saindo de mim&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;jóia da fase mais profícua da parceria de Ivan com Vítor Martins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ip9&gt;&lt;cw&gt;&lt;cf13&gt;&lt;cw-30&gt;&lt;cw-33&gt;&lt;cw-33&gt;&lt;cw-30&gt;&lt;cw-30&gt;&lt;br /&gt;Guardadas&lt;br /&gt;as devidas proporções, &lt;cf14&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;&lt;b&gt;Baiana da&lt;br /&gt;Gema&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; está para a obra de Simone como &lt;cf14&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;&lt;b&gt;Elis&lt;br /&gt;&amp;amp; Tom&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; está para a de Elis Regina. Ambos trazem uma cantora&lt;br /&gt;imersa na atmosfera musical de um compositor. Ivan toca piano e/ou&lt;br /&gt;teclados nas 13 faixas e assina três arranjos, sendo que os dez&lt;br /&gt;restantes são de Gilson Peranzzetta, pianista íntimo da musicalidade&lt;br /&gt;do compositor, dono de harmonias refinadas (daí seu crescente prestígio&lt;br /&gt;nos Estados &lt;cw-45&gt;Unidos, no mundo do jazz) e nem &lt;cw-40&gt;sempre&lt;br /&gt;reconhecido no Brasil na medida de seu talento. &lt;cf14&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;Baiana&lt;br /&gt;da Gema&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; ratifica o valor e a rara inspiração de Ivan&lt;br /&gt;por reunir 13 músicas de boa qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;cw-30&gt;&lt;cw-30&gt;&lt;cw-36&gt;O amor é a tônica das letras. Aldir Blanc radiografa&lt;br /&gt;o arrebatamento da paixão no blues &lt;cf14&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;Por&lt;br /&gt;Fa&lt;cw-30&gt;vor&lt;/span&gt; – êxtase também retratado por Celso Viáfora&lt;br /&gt;na lírica bala&lt;cw-31&gt;da &lt;cf14&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;Atlântida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(já gravada por Viá&lt;cw-45&gt;fora, assim como &lt;cf14&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;Veneziana&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;Da reativada parceria de Ivan com Vítor Martins, Simone entoa em&lt;br /&gt;tons suaves as canções &lt;cf14&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;Tanto &lt;cw-32&gt;Amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;e &lt;cf14&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;Voar&lt;/span&gt;. Em clima mais denso,&lt;br /&gt;há&lt;span style="color:#cc6633;"&gt; &lt;cf14&gt;Enrosco&lt;/span&gt;, letrada por Flora&lt;br /&gt;Figueiredo. É belo contraponto para o samba &lt;cf14&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;Parei&lt;br /&gt;Contigo&lt;/span&gt;, de verve atrevida que evoca &lt;cf14&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;Vou&lt;br /&gt;Deitar e Rolar&lt;/span&gt;, jóia de Paulo Cé&lt;cw-31&gt;sar Pinheiro e Baden&lt;br /&gt;Powell.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;Dandara&lt;/span&gt; tem tom afro e remete à obra&lt;br /&gt;de João Bosco, não fosse o filho do compositor, Francis&lt;cw-32&gt;co,&lt;br /&gt;o letrista. Ivan canta com Simone na faixa. Ainda no campo afro,&lt;span style="color:#cc6633;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;cf14&gt;Saravá! Saravá!&lt;/span&gt; reúne as vozes de Martinho da Vila,&lt;br /&gt;Dudu Nobre e Zeca Pagodinho neste tributo ao canto e à vida. Oxalá&lt;br /&gt;Simone prossiga nessa linha e esqueça o brega que embaçou sua voz&lt;br /&gt;nos anos 80 e 90! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-110831182930566077?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/110831182930566077/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=110831182930566077' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110831182930566077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/110831182930566077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2004/09/simone-volta-ao-comeo.html' title='Simone: Volta ao Começo'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7816661.post-110830807560642286</id><published>2004-09-15T15:15:00.000+01:00</published><updated>2005-02-13T15:59:27.043Z</updated><title type='text'>Simone: Show especial no Tom Brasil (SP)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;SIMONE : SAIU «&lt;em&gt;BAIANA DE GEMA&lt;/em&gt;»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simone&lt;/strong&gt; antecipou o lançamento do seu novo CD, &lt;i&gt;Baiana da Gema,&lt;/i&gt; com um show especial, no dia 10 de Setembro, em São Paulo, na casa de shows Tom Brasil - Nações Unidas.&lt;br /&gt;Do alinhamento fizeram parte músicas inéditas como “É Festa”, “Parei Contigo”, “Dandara” e “Veneziana”, para pontuar um repertório que não deixou de parte alguns dos maiores sucessos da &lt;em&gt;Cigarra&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A banda que acompanhou a cantora foi formada por Ricardo Leão (direção musical e teclados), Waltinho Villaça (guitarra e violão), Tavinho Menezes (guitarra e violão), Caca Colon (bateria), Fernando Souza (baixo) e Zero (percussão).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="thumbnails" style="WIDTH: 100%; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/simone-01.jpg"&gt;&lt;img class="imgborder" height="45" hspace="3" src="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/thumbnails/simone-01.jpg" vspace="3" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/simone-02.jpg"&gt;&lt;img class="imgborder" height="45" hspace="3" src="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/thumbnails/simone-02.jpg" vspace="3" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/simone-03.jpg"&gt;&lt;img class="imgborder" height="45" hspace="3" src="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/thumbnails/simone-03.jpg" vspace="3" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/simone-04.jpg"&gt;&lt;img class="imgborder" height="45" hspace="3" src="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/thumbnails/simone-04.jpg" vspace="3" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/simone-05.jpg"&gt;&lt;img class="imgborder" height="45" hspace="3" src="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/thumbnails/simone-05.jpg" vspace="3" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/simone-06.jpg"&gt;&lt;img class="imgborder" height="45" hspace="3" src="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/thumbnails/simone-06.jpg" vspace="3" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/simone-07.jpg"&gt;&lt;img class="imgborder" height="45" hspace="3" src="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/thumbnails/simone-07.jpg" vspace="3" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/simone-08.jpg"&gt;&lt;img class="imgborder" height="45" hspace="3" src="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/thumbnails/simone-08.jpg" vspace="3" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/simone-09.jpg"&gt;&lt;img class="imgborder" height="45" hspace="3" src="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/thumbnails/simone-09.jpg" vspace="3" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/simone-10.jpg"&gt;&lt;img class="imgborder" height="45" hspace="3" src="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/thumbnails/simone-10.jpg" vspace="3" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cifraclub.terra.com.br/fotos/simone/simone-11.jpg"&gt;&lt;img class="imgborder" height="45" hspace="3" 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Mas vamos lá! Que seja, então.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7816661-109130679806538222?l=meridianoseparalelos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/feeds/109130679806538222/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7816661&amp;postID=109130679806538222' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/109130679806538222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7816661/posts/default/109130679806538222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meridianoseparalelos.blogspot.com/2004/07/comea-aqui.html' title='Começa Aqui'/><author><name>Ana M.C_Portugal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13492927334669885755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='29' src='http://photos3.flickr.com/4596256_90a7c127de_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
